Sejam Bem Vindos ! ! !

Podem se aproximar, adentrar e conversar. Bem aventurado seja, meu bom amigo. Sente-se conosco, pegue uma caneca e ouça as tantas outras que aqui temos. Esse é o nosso local e agora será dividido com vc. Sinta-se em casa, aqui nada temerás, apenas fique alerta aos olhares alheios, nunca sabemos quando uma boa aventura está surgindo e nada melhor do que envolver-se nela e participar para ganhar grandes recompensas. Brindemos a nossa vitória e a amizade!

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2 de dezembro de 2008

Relato Desconhecido

Desde criança, Paola sempre quis ter um filho, ou uma filha. Vivia brincando com minhas bonecas, amando-as. Então fui crescendo e crescendo, tive meu primeiro namorado aos 19 anos. Ele se chamava Christopher Brown, fora uma das piores decepções que tive em minha vida. No dia oito de agosto de 1972, três meses depois do inicio do nosso namoro, vi o desgraçado aos beijos com uma loira magrela e oxigenada. Ah...Dei um escândalo daqueles; depois me arrependi. Aquele traidor não merecia consideração alguma. Aos 30 anos, me casei com o homem da minha vida. Paul Edward, que veio para a Califórnia 30 dias depois da minha separação com o Christopher. Por vários meses tentamos ter nosso primeiro filho, mas... Nada.Resolvemos, então, ir ao médico; todos aqueles meses e nem sinal de um embrião... Era muito estranho. O doutor se apresentou como John Lee, um chinês vindo da capital de seu país de origem. Pelo que percebemos, aquele homem falava inglês muito bem.Concluímos então que sua estada junto a nossa nação já durava vários anos. -Paul, Paola...- Ele disse, preocupado, olhando de um para o outro. – Nunca me esquecerei daquele dia, pois foi a chave que desencadeou todo o sofrimento que passo hoje.-Eu sinto muito...Ambos são estéreis. Meu mundo caiu, toda uma vida sonhando em ter um filho tinha sido desmoronada.Mas o que ele falou depois ascendeu uma nova chama em meu coração.Hoje eu vejo que tomei a pior decisão da minha vida, mas...Como eu ia saber? -Mas há uma solução.- O sorriso embutido em seu rosto demonstrava grande felicidade.-Porque vocês não adotam uma criança? Eu e meu marido nos entreolhamos.Sim, adotar, realmente queríamos uma criança. -Podemos, querido?-Perguntei. Ele assentiu com a cabeça, mostrando seus dentes impecáveis naquele sorriso que paralisava. À noite, conversamos e decidimos que seria melhor adotarmos uma criança um pouco crescida, entre sete e nove anos. Pois nos pouparia das trocas de fraldas e de muitas outras desvantagens. No dia seguinte chegamos, pela manhã, ao orfanato San Arthur. Fomos convidados a entrar pelo diretor da instituição, David Andersom: -Sejam bem vindos.-Ele disse. Ele nos mostrou várias crianças, mas nenhuma nos encantou mais do que a última que nossos olhos avistaram. Estava jogando xadrez, sozinho, na área de lazer. Era um garotinho loiro e com lindos olhos azuis, além de estar muito bem vestido. -Como ele se chama?-Perguntei ao diretor. Ele me olhou com uma cara de que essa não era a escolha correta a ser tomada. -Seu...Nome é Lúcius Damon.-Ele puxou meu braço.-Mas venham, temos mais crianças por aqui. Puxei o meu membro de volta. -Quero o Lúcius.-Eu disse, encaminhando-me para conversar com o garoto.Enquanto isso, o Paul acertava a adoção com o diretor Andersom. - Oi, Lúcius.-Eu disse. -Oi; -Ele respondeu. -A senhora é muito bonita. Fiquei corada. -Ah, muito obrigado.E você é um garotinho muito esperto, sabia? Ele apenas sorriu, grato. -Então, o que tenho que assinar?-Perguntou Paul ao diretor Andersom, enquanto eu dialogava com a criança. -Tem certeza de que essa é a decisão correta, senhor?-Perguntou o diretor.- Temos muitas crianças que... -Tenho.Se for o que minha mulher quer, é o que eu quero também. Estava feito, dentro de um certo tempo estaríamos com o garoto em casa. -Esse é o seu quarto.-Eu lhe mostrei. -Muita obrigada mãe.Posso lhe chamar de mãe, não é? Soltei um riso, e não nego que senti vontade de chorar. -Claro que pode...Meu filho. O Lúcius era muito mais apegado comigo, e quase não falava com o Paul, que fazia a mesma coisa. Um dia eu me acordei, assustada, ainda de noite, e senti falta do meu marido na cama.Ao descer a escada para ver onde ele estava, vi a pior coisa da minha vida. Paul estava pendurado, com uma corda no pescoço... “Sem as mãos, nem os pés”.Lúcius estava ao seu lado. -Já que o papai não fala comigo, então vi que ele não tinha utilidade para nada.-Foram as palavras que saíram da boquinha dele. -O-o-o que v-você fez?Isso é uma brincadeira, não é?-Em resposta, apenas o barulho do vento, que entrava pela janela.-R-E-S-P-O-N-D-A! Ele me olhou com uma cara assustada. -Mamãe, você está me dando medo.Você não gosta mais de mim? Largada no chão, junto ao homem que amava, eu respondi: -Você não merece ser amado nem pelo Diabo.ESTÁ ME OUVINDO?NEM PELO D-I-A-B-O! -Mamãe?Então é assim?Pois então você merece a mesma C-O-I-S-A!-Disse ele, mostrando a faca que segurava e correndo como um louco em minha direção.Estava descontrolado, e eu também.Mas, mesmo assim, tive tempo de raciocinar, me desviar e enfiar aquela mesma faca na barriga dele, do filho de Satanás. Logo depois, pus-me a chorar ajoelhada, como uma louca que perdeu tudo. Posteriormente, o barulho da polícia foi ouvido.Eles entraram e viram os dois corpos mortos. Acusaram-me de assassina e, hoje, 32 anos depois...Ainda continuo presa aqui, nessa sela imunda. Mas não fui eu, digo a vocês, chorando: “Foi o filho do diabo”.






E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

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