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22 de agosto de 2012

Exorcismo estampado


Nas culturas egípcia, babilônica, assíria e judaica, atribuíam-se certas doenças e calamidades naturais à ação dos demônios. Para afastá-los, recorria-se a algum esconjuro ou exorcismo. A cultura ocidental recebeu essas idéias através da Bíblia e do cristianismo primitivo.

No cristianismo, exorcismo (do grego exorkismós, "ato de fazer jurar", pelo latim exorcismu) é a cerimônia que visa esconjurar os espíritos maus, forçando-os a deixar os corpos possessos ou dominar sua influência sobre pessoas, objetos, situações ou lugares. Quando objetiva a expulsão de demônios, chama-se Exorcismo Solene e deve fazer-se de acordo com fórmulas consagradas, que incluem aspersão de água benta, imposição das mãos, conjurações, sinais da cruz, recitação de orações, salmos, cânticos, etc. Além disso, o ritual católico do exorcismo pode ser executado por sacerdotes somente quando são expressamente autorizados por bispos.


Possessões

Possessão é o estado ou condição em que o corpo e (ou) a mente de um indivíduo são supostamente possuídos ou dominados por uma entidade (um ser, força, ou divindade) que lhes é externa, ou que não se manifesta habitualmente nas atividades da vida diária.
A possessão, considerada como experiência de natureza psicológica e social, pode ser verificada individual ou coletivamente, e ter caráter inesperado, ou estar submetida a algum tipo de controle ritual; em diversas sociedades e culturas, figura como episódio ou experiência central da vida religiosa. Podemos dividir, genericamente, as formas de possessão em quatro categorias.

Encosto

O espírito fica próximo à pessoa, mas a influência é pequena. Neste caso, banhos de água e sal ou orações como o Pai-Nosso ou o Credo, afastam este espírito inferior. Geralmente estes espíritos são de pessoas que desencarnaram e pertencem à família do possuído.


Espírito opressivo

O espírito tem a capacidade de "vampirizar" a energia do indivíduo. Os efeitos são sentidos como um cansaço ou vontade de chorar que podem cessar de um momento para outro. Indica-se neste caso, que se utilize um saquinho de cor vermelha, sempre junto ao corpo para neutralizar a presença deste espírito. Também os banho de água com sal, são benéficos neste caso. A leitura do salmo 23 é o mais indicado contra o espírito opressivo.


Obsessão

O espírito consegue ficar de maneira tão dominante no corpo astral do indivíduo que pode até mesmo mudar o modo de falar e fazer coisas que normalmente não faria no dia-a-dia. Chega até mesmo a não reconhecer parentes e pessoas próximas de seu convívio. É bom frisar que aqui no Brasil de acordo com o espiritismo ou nas religiões afro-brasileiras como a umbanda e candomblé, existem os fenômenos de possessão de espíritos doutrinadores e iluminados, trazendo ao médium apenas benefícios.


Possessão demoníaca

Neste caso, o espírito toma o corpo da pessoa, fazendo com que ocorram até fenômenos de "poltergeist" (conjunto de fenômenos produzidos espontaneamente, que consiste em ruídos e deslocamento de objetos, podendo ter duração indeterminada).



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20 de agosto de 2012

História da maçonaria


A maçonaria (forma reduzida e usual de franco maçonaria) é uma sociedade secreta, embora seja um termo em desuso pois o usado atualmente é sociedade discreta, de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciativa e filosófica. Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e corretamente designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."

A origem se perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas, ou seja associação de cortadores de pedras verdadeiros, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc. Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões e de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes 3,2 - (58%)- nos Estados Unidos - USA, 1,2 -(22%) - no Reino Unido, e 1,0(20%) no resto do mundo. No Brasil são aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas.



Maçonaria no Mundo


Maçonaria primitiva


A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria", é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da maçonaria. A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria Moderna descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média.

É evidente que a falta de documentos e registros dignos de crédito, envolve a maçonaria numa penumbra histórica, o que faz com que os fantasistas, talvez pensando em engrandecê-la,inventem as histórias sobre os primórdios de sua existência. Há aqueles que ensinam que ela teve início na Mesopotâmia, outros confundem os movimentos religiosos do Egito e dos Caldeus como sendo trabalhos maçônicos. Há escritores que afirmam ser o Templo de Salomão o berço da Maçonaria.

O que existe de verdade é que a Maçonaria adota princípios e conteúdos filosóficos milenares, que foram adotados por instituições como as "Guildas" (na Inglaterra), Compagnonnage (na França), Steinmetzen (na Alemanha). O que a Maçonaria fez foi adotar todos aqueles sadios princípios que eram abraçados por instituições que existiram muito antes da formação de núcleos de trabalho que passaram à história como o nome de Maçonaria Operativa ou de Ofício.



Maçonaria operativa


Após o declínio do Império Romano, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo camponeses para proteção mútua para se proteger dos bárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil Nobre-Povo (Feudalismo).

Ao se fixar em novas terras, Os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte de construção não era nobre, deveria advir do povo, e como as atividades agropecuária e de construção não guardavam nenhuma relação, uma nova classe surgiu: Os construtores, herdeiros das técnicas romanas e gregas de construção civil.

Outras companhias se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões enfim, toda a necessidade do feudo era lá produzida. A maioria das guildas limitava-se no entanto às fronteiras do feudo.

Já as guildas dos pedreiros necessitavam mover-se para a construção das estradas e das novas fortificações dos Templários. Os demais membros do povo não tinham o direito de ir e vir, direito este que hoje temos e nos é tão cabal. Os segredos da construção eram guardados com  incomensurável zelo, visto que, se caísse em domínio público às regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interessem em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos.

A Igreja Católica Apostólica Romana encontra neste sistema o ambiente ideal para seu progresso. Torna-se uma importante, talvez a maior, proprietária feudal, por meio da proliferação dos mosteiros, que reproduzem a sua estrutura. No interior dos feudos, a igreja detém o poder político, econômico, cultural e científico da época.



Maçonaria especulativa


A Maçonaria Especulativa corresponde a segunda fase, que utiliza os moldes de organização dos maçons operativos juntamente com ingredientes fundamentais como o pensamento iluminista, ruptura com a Igreja Romana e a reconstrução física da cidade de Londres, berço da maçonaria regular. Com o passar do tempo as construções tornavam-se mais raras. O feudalismo declinou dando lugar ao mercantilismo. Com conseqüência o enfraquecimento da igreja romana. Havendo uma ruptura da unidade cristã advindas da reforma protestante.

Superada a tragédia da peste negra que dizimou a população mundial, particularmente da Europa, teve início o Iluminismo no século XVIII, que enfatizou a razão e a ciência para explicar o Universo, em contraposição à fé.
A Inglaterra surge como o berço da maçonaria especulativa regular durante a reconstrução da cidade após um incêndio de grandes proporções em sua capital Londres em setembro de 1666 que contou com muitos pedreiros para reconstruir a cidade nos moldes medievais.

Para se manter foram aceitas outras classes de artífices e essas pessoas formaram paulatinamente agremiações que mantinham os costumes dos pedreiros nas suas reuniões, o que diz respeito ao reconhecimento dos seus membros por intermédio dos sinais característicos da agremiação.

Essas associações sobreviveram ao tempo. Os segredos das construções não eram mais guardados a sete chaves, eram estudados publicamente. Todavia o método de associação era interessante, o método de reconhecimento da maçonaria operativa era muito útil para o modelo que surgiu posteriormente. Em vez de erguer edifícios físicos, catedrais ou estradas, o objetivo era outro: erguer o edifício social ideal.



Maçonaria no Brasil


GOB fez a Independência do Brasil, o maior acontecimento da Nação. Numa data posterior, o segundo grande acontecimento do Brasil, a Proclamação da República, foi realizada pelo então, Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil: O Marechal Deodoro da Fonseca. Antes da Proclamação da República é justo destacar a grandiosa missão de Duque de Caxias para manter a unidade do Império. Se não fosse a experiência iluminada deste grande brasileiro, Herói Nacional, o Brasil teria se esfacelado em várias repúblicas. Duque de Caxias foi Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho e Grão-Mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil.
Aliás, o papel do Grande Oriente do Brasil, na formação política do nosso país, foi de grande importância. Desse papel fala o grande pesquisador Adelino de Figueiredo no seu livro, NOS BASTIDORES DO MISTÉRIO: "O Grande Oriente do Brasil foi durante mais de um século, o manancial inesgotável onde o Império e a República recrutavam alguns dos mais insignes estadistas.



Grandes Campanhas

Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas - o Exército, mais especificamente - O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.



Campanha pela extinção da escravatura negra no país


Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a "Lei Euzébio de Queiroz", que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a "Lei Visconde do Rio Branco", de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.



Campanha republicana


A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Durante os primeiros quarenta anos da República - período denominado "República Velha" - foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto,Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da FonsecaNilo PeçanhaWenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Sousa.



Grandes Dissidências


Primeira Grande Dissidência - 1927


Em 1927 após surgiram as Grandes Lojas Brasileiras de uma dissidência do GOB. Se fizermos as contas, constataremos que de 1822 para 1927 transcorreram exatamente 105 anos. As Grandes Lojas formam a CMSB. Comissão da Maçonaria Simbólica do Brasil – um sistema confederado.
Esse "Cisma" provocou graves conseqüências para a Maçonaria Brasileira, não provocando apenas a evasão de Lojas do Grande Oriente do Brasil para outras Potências, fomentou também a discórdia entre Maçons, principalmente aqueles que desconhecem, ou ignoram que a Maçonaria, seja qual for a denominação, ou titularidade que se lhe venham dar, é, por sua natureza universal e anti-dogmática, indivisível.
Como se isso não bastasse, pouco tempo depois, Getúlio Vargas implanta a ditadura do chamado "Estado Novo", com receio do crescimento do movimento Integralista Brasileiro que tinha como líder Nacional Plínio Salgado. A ditadura, também não suportava os ideais Maçônicos e moveu terrível perseguição aos Maçons Liberais, fechando conseqüentemente, a maioria das Lojas.
Mesmo com tudo isso o Grande Oriente do Brasil, continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 - 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.


Segunda Grande Dissidência - 1973


Transcorridos 151 anos após a criação do Grande Oriente do Brasil, surge a Confederação Maçônica do Brasil - COMAB da Segunda Maior dissidência do GOB. Reunindo os Grandes Orientes Independentes e congrega Grandes Orientes Estaduais Autônomosem cada Estado da Federação.
Em março de 1973, realizaram-se eleições para os cargos de Grão-Mestre Geral e Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil. Proclamada a eleição dos candidatos oficiais, inconformados com a decisão, dez Grandes Orientes Estaduais, federados ao Grande Oriente do Brasil, desligaram-se deste proclamando-se Obediências autônomas e independentes, expondo as razões por que o faziam.
Em 4 de agosto de 1973, fundou-se, em Belo Horizonte (MG), o Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira, congregando, então, as dez Obediências dissidentes São PauloMinas GeraisCearáRio Grande do NorteRio Grande do SulParanáDistrito FederalMato GrossoSanta Catarina e Rio de Janeiro, então dissidentes do Grande Oriente do Brasil.
Hoje, são dezoito os Grandes Orientes Estaduais que integram a Confederação Maçônica do Brasil — COMAB, sucessora do Colégio de Grão-Mestes da Maçonaria Brasileira, desde 6 de abril de 1991



Referências


 Maçonariadicionário online de português. Página visitada em 5 de maio de 2010.
 Revista Super Interessante - [1] - Mistérios elucidados sobre os maçons
 como entende André Chedel, citado por Vanildo Senna em "Fundamentos Jurídicos da Maçonaria Especulativa [2]"
↑ a b c d Site da Grande Loja de São Paulo - História sobre os primordios da maçonaria [4]
 COSTA, Frederico Guilherme. "Maçonaria na Universidade-2". Londrina: "A TROLHA", 1996.
 HUTIN, Serge. "Les Francs-Maçons". Paris: Éditions du Seuil, 1976.
 PETERS, Ambrósio. "O Manuscrito Régio e o Livro das Constituições". Londrina: "A TROLHA", 1997.
 VAROLI FILHO, Theobaldo. "Curso de Maçonaria Simbólica". 1º Tomo (Aprendiz). São Paulo: "A Gazeta Maçônica", 1976.
↑ a b c d A maçonaria Antiga (Operativa), era uma associação de profissionais que se reuniam basicamente, com dois propósitos: Intercâmbios/aprimoramento dos conhecimentos técnicos e assistência/proteção mútua.[5]
↑ a b O mais antigo documento que se conhece da chamada Maçonaria Antiga, ou Operativa, ou de Ofício é o Poema Régio, que é de 1390, portanto, século XIV. Tudo o que se disser anterior a essa data não passa de pressuposição.[6]
↑ a b c Com o desenvolvimento das construções promovidas pela Igreja Católica, viu-se a necessidade do deslocamento (antes proibido) dos artífices, de um feudo para outro. A Igreja usou seu poder, obrigando os Reis a permitirem que os pedreiros (mason) mais qualificados, se deslocassem pelo continente, tornando-os "franc-mason".[7]
 Maçonaria Ortodoxa, Editora Madras
 a Itália dividiu-se em Feudos, dando origem ao Feudalismo, que se espalhou por toda a Europa. Dividida em muitos Feudos, a Itália era, então, dominada por diversos senhores feudais, que tinham autonomia total sobre seus súditos.[8]
 A fundação da Grande Loja de Londres, determina, portanto, o fim da Maçonaria Operativa e marca o início do terceiro período da história da maçonaria, a Maçonaria Especulativa ou Maçonaria dos Aceitos ou, ainda, como disse Nicola Aslan, "da Maçonaria em seu aspecto atual de associação civil, filosófica e humanitária".[9]



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Graus maçônicos


Graus maçônicos é o nome atribuído a uma hierarquia escalonada de evolução dentro dos Ritos existentes dentro da Maçonaria.
A maçonaria é uma associação que busca o aperfeiçoamento intelectual e social do homem, e que realiza seu intento dentro de uma estrutura que se organiza em ritos, estes são divididos escalonadamente em "graus".
A divisão em graus foi herdada das guildas medievais.
Essa divisão comporta duas estruturas: os graus simbólicos e os graus filosóficos denominados por vezes noutros ritos como no Rito Francês ou Moderno por Ordens.


Graus simbólicos

Os graus simbólicos são atribuídos universalmente em todas Obediências Maçônicas por Lojas Simbólicas, também denominadas de Lojas de São João ou Lojas Azuis, estes graus são sempre atribuídos nestas Respeitáveis Lojas independentemente da Obediência Maçônica a que respeite e o seu ritual, os ensinamentos simbólicos e iniciáticos transmitidos são muito semelhantes. Assim a Maçonaria embora praticando vários ritos, tem uma principal característica que é o reconhecimento, em todos eles, dos três primeiros graus, havendo diferenças após o grau de Mestre Maçom.

1 ) Aprendiz

1°. GRAU: APRENDIZ - O Aprendiz deve, acima de tudo, saber aprender. É o primeiro contato com o Simbolismo Maçônico. Aprende as funções de cada um no templo e sempre busca o desenvolvimento das virtudes e a eliminação dos vícios. Muitos maçons antigos afirmam que este é o mais importante de todos os graus.

2 ) Companheiro

2°. GRAU: COMPANHEIRO - A fase de Companheiro propicia ao maçom um excepcional conhecimento de símbolos, além de avanços ritualísticos e desenvolvimento do caráter.

3 ) Mestre

3°. GRAU: MESTRE - É o chamado grau da plenitude maçônica. No âmbito do Simbolismo (Lojas Simbólicas) é o grau mais elevado que permite ocupar quaisquer cargos. O Mestre possui conhecimentos elevados da história e objetivos maçônicos.

Graus Filosóficos e Ordens de Sabedoria


Graus Filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito

Os graus a seguir referem-se exclusivamente ao Rito Escocês Antigo e Aceito:

4) Mestre Secreto
5) Mestre Perfeito
6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
7) Preboste e Juiz
8) Intendente dos Edifícios
9) Cavaleiro Eleito dos Nove
10) Cavaleiro Eleito dos Quinze
11) Sublime Cavaleiro dos Doze
12) Grão-mestre Arquiteto
13) Cavaleiro do Real Arco
14) Prefeito e Sublime Maçon
15) Cavaleiro Do Oriente
16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou Cavaleiro Águia Branca
19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês
20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre "ad vitam"
21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
23) Chefe do Tabernáculo
24) Príncipe do Tabernáculo
25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
27) Grande Comendador do Templo
28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia ou Patriarca das Cruzadas
30) Grande Inquisitor, Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
31) Grande Juiz Comendador ou Inspetor Inquisidor Comendador
32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria
33) Soberano Grande Inspector-Geral.


Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno


Assim o conjunto da Alta Maçonaria Filosófica do Rito Francês ou Moderno, compreende cinco Ordens de Sabedoria, a saber:

1.ª Ordem: Eleito ou Eleito Secreto;
2.ª Ordem: Grande Eleito ou Grande Eleito Escocês;
3.ª Ordem: Cavaleiro Maçônico ou Cavaleiro do Oriente;
4.ª Ordem: Soberano Príncipe Rosa-Cruz, Cavaleiro da Águia e do Pelicano ou Perfeito Maçônico Livre;
5.ª Ordem: Ilustre e Perfeito Mestre


As equivalências entre o Rito Francês e os outros Ritos

Com o Rito Escocês Antigo Aceito:
1.ª Ordem: 9.º ou mais (Mestre Eleito dos Nove);
2.ª Ordem: 14.º e mais (Grande Escocês da Abóbada Sagrada);
3.ª Ordem: 18.º e mais (Cavaleiro Rosa-Cruz);
4.ª Ordem: 30.º e mais (Cavaleiro Kaddosch);
5.ª Ordem: 33.º (Grande Inspetor Geral);
Com o Rito Escocês Retificado:
1.ª à 4.ª Ordem: Mestre Escocês de Santo André e mais;
5.ª Ordem: Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa (CBCS).


Graus Filosóficos do Rito Brasileiro

4) Mestre da Discrição
5) Mestre da Lealdade
6) Mestre da Franqueza
7) Mestre da Verdade
8) Mestre da Coragem
9) Mestre da Justiça
10) Mestre da Tolerância
11) Mestre da Prudência
12) Mestre da Temperança
13) Mestre da Probidade
14) Mestre da Perseverança
15) Cavaleiro da Liberdade
16) Cavaleiro da Igualdade
17) Cavaleiro da Fraternidade
18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou da Perfeição
19) Missionário da Agricultura e da Pecuária
20) Missionário da Indústria e Comércio
21) Missionário do Trabalho
22) Missionário da Economia
23) Missionário da Educação
24) Missionário da Organização Social
25) Missionário da Justiça Social
26) Missionário da Paz
27) Missionário da Arte
28) Missionário da Ciência
29) Missionário da Religião
30) Missionário da Filosofia. Kadosh Filosófico
31) Guardião do Bem Público
32) Guardião do Civismo
33) Servidor da Ordem da Pátria e da Humanidade



Referências

 CAMINO, Rizzardo da. Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda., 1999 (2.ª Ed.), ISBN 85-85505-65-6


Bibliografia

CAMINO, Rizzardo da. Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda, 1999 (2.ª Ed.),ISBN 85-85505-65-6
ARNAUT, António. Introdução à Maçonaria, 2000, Coimbra Editora, ISBN 9789723214161




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Regularidade maçônica


Regularidade maçônica é o estado em que um homem pode ser reconhecido como maçome portador, portanto, de todos os direitos concernentes à Maçonaria.

Tal preceito também se estende à Lojas, Grandes Lojas e Grandes Orientes aos quais este homem estará ligado.

A Grande Loja Unida da Inglaterra tem preceitos para determinar se um organismo pode ou não ser considerado como maçônico, entre os quais podemos citar oito que vieram a público em 1929, quais sejam:

O Mui Venerável Grão-Mestre, tendo expresso o desejo de que o Conselho Geral redigisse uma declaração sobre os Princípios Fundamentais segundo os quais esta Grande Loja poderia ser convidada a reconhecer toda Grande Loja que pedisse para ser reconhecida pela Jurisdição Inglesa, o Conselho respondeu a esse desejo logo que lhe foi possível. O resultado seguinte foi aprovado pelo Grão-Mestre e deve formar a base do questionário que será, no futuro, dirigido a toda jurisdição que peça o reconhecimento inglês. O Conselho deseja que não somente essas organizações, mas os Maçons que dependem da Jurisdição do Grão-Mestre, sejam plenamente informados da natureza desses Princípios Fundamentais da Maçonaria, que a Grande Loja da Inglaterra sempre sustentou ao longo da história.


Princípios Fundamentais para o Reconhecimento de Grandes Lojas


1º – A Regularidade de origem: uma Grande Loja deverá ser regularmente fundada por uma Grande Loja devidamente reconhecida, ou por pelo menos três Lojas regularmente constituídas;

2º – A crença do Grande Arquiteto Do Universo (G.A.D.U.) e em sua vontade revelada são condições essenciais para a admissão de novos membros;

3º – Todos os iniciados devem prestar sua Obrigação sobre o Livro da Lei Sagrada, ou com os olhos fixos sobre este Livro aberto, pelo qual é expressa a revelação do Alto, pela qual a consciência do indivíduo que se inicia está irrevogavelmente ligada;

4º – A Grande Loja e as Lojas, particularmente, serão compostas apenas por homens; também não poderão manter relações com Lojas mistas ou femininas;

5º – A Grande Loja exercerá o seu poder soberano sobre as Lojas de sua jurisdição, possuindo autoridade incontestável sobre os três graus simbólicos, sem qualquer subordinação a um Supremo Conselho ou a uma Potência que reivindique um controle ou vigilância sobre esses graus, nem repartirá sua autoridade com estes órgãos;

6º – As Três Grandes Luzes (Livro da Lei, Esquadro e Compasso) serão sempre expostas nos trabalhos da Grande Loja e das Lojas de sua jurisdição; a principal Luz é o Livro da Lei Sagrada;

7º – As discussões de ordem religiosa e política são interditadas nas Lojas;
8º – Os princípios dos Antigos Landmarks, costumes e usos da Maçonaria, serão estritamente observados.

Além deste critério existe o seguinte:

a) Regularidade de Origem: um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para ser regular, do reconhecimento e da transmissão da Tradição por outro Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras Potências, tendo assim uma Regularidade de Origem;

b) Respeito às antigas regras: a principal regra a ser seguida é a Constituição de Anderson, de 1723, formulada por Anderson, Payne e Desagulliers, para a recém-fundada Grande Loja de Londres. Pode-se, no entanto, levantar cinco pontos fundamentais para Regras que devam ser respeitadas:

i) Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma de Landmarks;
ii) Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes que se comprometam a por em prática um ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade;

iii) Ter sempre como objetivo o aperfeiçoamento do Homem, e como conseqüência, de toda a Humanidade;

iv) A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa dos Rituais, como modo acesso ao Conhecimento, através de práticas iniciáticas que lhe são próprias;

v) A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito às Opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas Lojas.

c) Reconhecimento: além das condições anteriores, para que uma Obediência seja regular, ela deve ser reconhecida por outras, geralmente após um tempo de observação. No entanto o reconhecimento não é incondicional, pois caso o Grande Oriente ou Grande Loja desvie-se destes preceitos, ele deixa de ser regular, perdendo o reconhecimento.


Algumas Potências Maçônicas foram interditadas pela Grande Loja Unida da Inglaterra (G.L.U.I.) por ferirem alguns destes preceitos, tal qual o Grande Oriente da França por ser político-partidário e retirar as menções ao Grande Arquiteto do Universo de seu ritual, além de aceitar a iniciação de ateus.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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Venerável Mestre - Maçonaria


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Venerável Mestre é o mestre maçon  que preside uma Loja Moçonica, sendo eleito pelos seus pares.
O Venerável Mestre é auxiliado em suas funções por vários outros irmãos (há funções em determinados ritos que não exigem o grau de Mestre para serem exercidos), na condução e administração de sua Loja.
Sendo o Venerável Mestre regularmente eleito para presidir uma Loja, este participa de um ritual especial, passando a ostentar o título de Mestre Instalado.  


E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

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Lenda de Hiram Abiff



A Lenda de Hirão-Abi ou Lenda de Hiram Abiff, é um ritual do terceiro grau da maçonaria que surgiu em referência a construção do Templo de Salomão, quando o rei de Tiro, que também tinha o nome de Hirão, fez acordos comerciais com Salomão, enviando para a Terra Santa ouroprata, madeira de cipreste e cedro, além de pedreiros e desse sábio artífice Hirão-Abi.

O mesmo era descendente de  por parte de mãe e filho de um homem fenício.
A lenda apresenta Hirão-Abi como salvador maçônico, e apregoa um rito de morte e ressurreição do seu salvador. Na lenda, Hirão-Abi é abordado três vezes para revelar o segredo de um Mestre Maçom, no projeto do Templo, senão perderá sua vida. Por duas vezes Hirão-Abi recusa com a frase: "Perco minha vida, mas não revelo os segredos", e por essa recusa é ferido. Na terceira vez, negando novamente os segredos a um terceiro enviado para obtê-los, Hirão-Abi é morto. No dia seguinte, Salomão envia um grupo para investigar e descobrir a respeito de Hirão-Abi. Quando Hirão-Abi é encontrado, ressuscita da sepultura.
Finalmente, então, meus irmãos imitem nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua conduta virtuosa, sua piedade genuína a Deus, em sua inflexível fidelidade ao que lhe está confiado, para que, como ele, possamos receber o severo tirano, a Morte, e recebê-lo como um gentil mensageiro enviado por nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, em que o Supremo Arquiteto do Universo preside.



Lynn Perkins  escreve:

Portanto, a Maçonaria ensina que a redenção e salvação são ambos o poder e a responsabilidade do maçom individual. Salvadores como Hirão-Abi pode me mostram o caminho, mas os homens precisam sempre seguir e demonstrar, cada um por si, seu poder de salvar a si mesmos.


Albert Mackey esclarece sobre o significado da Lenda de Hirão-Abi:


...ensinar a imortalidade da alma. Esse ainda é o principal propósito do terceiro grau da Maçonaria. Esse é o escopo e objetivo do seu ritual. O Mestre maçom representa o homem, quando jovem, quando adulto, quando velho, e a vida que passa como sombras efêmeras, porém ressuscitado do túmulo da iniquidade, e despertado para uma outra e melhor existência. Por sua lenda e por todo seu ritual, é implícito que fomos redimidos da morte do pecado (...) o Mestre Maçom representa um homem salvo do túmulo da iniqüidade, e ressuscitado para a fé da salvação.




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