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12 de agosto de 2012

Manuscrito Voynich


Manuscrito Voynich é um misterioso livro ilustrado com um conteúdo incompreensível. Imagina-se que tenha sido escrito há aproximadamente 600 anos por um autor desconhecido que se utilizou de um sistema de escrita não-identificado e uma linguagem ininteligível. É conhecido como "o livro que ninguém consegue ler".[1]
Ao longo de sua existência registrada, o manuscrito Voynich tem sido objeto de intenso estudo por parte de muitos criptógrafos amadores e profissionais, incluindo alguns dos maiores decifradores norte-americanos e britânicos ao tempo da Segunda Guerra Mundial (todos os quais falharam em decifrar uma única palavra). Esta sucessão de falhas transformou o manuscrito Voynich num tema famoso da história da criptografia, mas também contribuiu para lhe atribuir a teoria de ser simplesmente um embuste muito bem tramado – uma sequência arbitrária de símbolos.
A teoria hoje mais aceita é de que o manuscrito tenha sido criado como arte no século XVI como uma fraude. O fraudador teria sido o mago, astrólogo e falsário inglês Edward Kelley com ajuda do filósofo John Dee para enganar Rodolfo II da Germânia (do Sacro Império Romano-Germânico).
O livro ganhou o nome do livreiro polaco-estadunidense Wilfrid M. Voynich, que o comprou em 1912. A partir de 2005, o manuscrito Voynich passou a ser o item MS 408 na Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale. A primeira edição fac-símile foi publicada em 2005 (Le Code Voynich), com uma curta apresentação em francês do editor, Jean-Claude Gawsewitch, ISBN 2350130223.


Características


O volume, escrito em pergaminho de vitelo, é relativamente pequeno: 16 cm de largura, 22 de altura, 4 de espessura. São 122 folhas, num total de 204 páginas. Estudos consideram que o original teria 272 páginas em 17 conjuntos de 16 páginas cada, outros falam em 116 folhas originais, tendo 1 se perdido.
Percebe-se, pelos espaços ao final direito das linhas, que o texto é escrito da esquerda para a direita, sem pontuação. Análise grafológica mostra uma boa fluência. No total são cerca de 170 mil caracteres, 20 a 30 letras se repetem, umas 12 aparecem só 1 ou 2 vezes; Os espaços indicam haver 35 mil palavras; os caracteres têm boa distribuição quantitativa e de posição, alguns podem se repetir (2 e 3 vezes), outros não, alguns só aparecem no início de palavras, outros só no fim; análises estatísticas (análise de frequência de letras) dão ideia de uma língua natural, europeia, algo como inglês ou línguas românicas.
Conforme o linguista Jacques Guy, a aparente estrutura do texto indica semelhanças com línguas da Ásia do Sul e Central, sendo talvez uma Língua tonal, algo como línguas Sino-tibetanas, Austro-asiáticas ou Tai.
Conforme datação por Carbono 14 feita pela Universidade do Arizona, o pergaminho data do início do século XV[1]; Conforme análise do “Mc.Crone Research Institut” a tinta é da mesma época, embora as cores dos desenhos sejam posteriores.
Nas páginas finais aparecem anotações mais recentes feitas em letras latinas nas formas de alfabetos europeus do século XV.

Descoberta

O manuscrito Voynich deve sua denominação a Wilfrid Michael Voynich, um americano de ascendência polonesa, mercador de livros, que adquiriu o livro no colégio Jesuíta de Villa Mondragone, em Frascati, em 1912, através de padre jesuíta Giuseppe (Joseph) Strickland (1864-1915). Os Jesuítas precisavam de fundos para restaurar a vila e venderam a Voynich 30 volumes da sua biblioteca, que era formada por volumes do Colégio Romano que tinham sido transportados ao colégio de Mondragone junto com a biblioteca geral dos Jesuítas, para evitar sua expropriação pelo novo Reino de Itália. Entre esses livros estava o misterioso manuscrito.
Com o livro, Voynich encontrou uma carta de Johannes Marcus Marci (1595-1667), reitor da Universidade de Praga e médico real de Rodolfo II da Germânia, com a qual enviava o livro a Roma, ao amigo polígrafo Athanasius Kircher para que o decifrasse.
Na carta, que ostenta no cabeçalho Praga, 19 de agosto de 1665 (ou 1666), Marci declarava ter herdado o manuscrito medieval de um amigo seu (conforme revelaram pesquisas, era um muito conhecido alquimista de nome Georg Baresch), e que seu dono anterior, o Imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano, o adquirira por 600 Ducados, cifra muito elevada, acreditando que se tratasse de algo escrito por Roger Bacon.
Voynich afirmou que o livro continha pequenas anotações em Grego antigo e datou o mesmo do século XIII.
A definição da data do pergaminho ainda é controversa, mas é possível situar a elaboração do texto no final do século XVII: uma análise por radiação infravermelha revela a presença de uma assinatura sucessivamente apagada: Jacobi a Tepenece, na época Jacobus Horcicki, morto em 1622 e principal alquimista a serviço de Rodolfo II do Sacro Império. Como “Jacobi” recebeu o título de Tepenece em 1608, isso prova não ser confiável informação da aquisição do manuscrito antes disso.
Além disso, uma das plantas representadas em desenho na Seção "Botânica" é quase idêntica ao girassol, que somente passou a existir na Europa depois do Descobrimento da América, o que leva o manuscrito a ser posterior a 1492.

Criptografia

Muitos, ao longo do tempo, e principalmente em tempos mais recentes, tentaram decifrar a escrita e a língua desconhecidas do manuscrito Voynich. O primeiro a ter afirmado que decifrara a escrita foi William Newbold, professor de filosofia medieval na Universidade da Pensilvânia. Em 1921 publicou um artigo no qual apresentava um proceder complexo e arbitrário pelo qual decifrara o texto. O texto como visível, segundo ele, não tinha significado, o verdadeiro conteúdo seria um subtexto micro-grafado, com marcas mínúsculas ocultas nos caracteres maiores. O texto real era escrito em Latim, camuflado nas marcas quase invisíveis, sendo obra de Roger Bacon. A conclusão que Newbold tirou de sua tradução dizia que já no final da Idade Média seriam conhecidas noções de Astrofísica de Biologia molecular.
Nos anos 40, os criptógrafos Joseph Martin Feely e Leonell C. Strong aplicaram ao documento um outro sistema de decifração, tentando encontrar carateres latinos nos espaços claros, brancos. A tentativa apresentou resultados sem significado. O manuscrito foi o único a resistir às análises dos “experts” de criptografia da marinha americana que ao fim da guerra estudaram e analisaram alguns antigos códigos cifrados para testar os novos sistemas de codificação.
J.M. Feely publicou uma dedução no livro “Roger Bacon's Cipher: The Right Key Found" no qual, mais uma vez, volta-se a atribuir a Bacon a paternidade do livro misterioso.
Em 1945 o professor William F. Friedman constituiu em Washington um grupo de estudiosos, o “First Voynich Manuscript Study Group (FSG)”. A opção foi por uma abordagem mais metódica e objetiva, a qual levou à percepção a grande repetição de “palavras” e alguns trechos no texto do manuscrito. No entanto, independente da opinião formada ao longo dos anos quanto ao caráter artificial da tal linguagem, na prática, a busca terminou em impasse: de fato não serviu para transpor os caracteres em sinais convencionais, o que serviria de ponto de partida para qualquer análise posterior.
O professor Robert Brumbaugh, docente de filosofia medieval de Yale, e o cientista Gordon Rugg, na sequência de pesquisas linguísticas, assumiram a teoria que veria o Voynich como um simples expediente fraudulento, visando a desfrutar, na época, do sucesso que obtinham as obras de natureza esotéricas junto às cortes europeias.
Em 1978 o filólogo diletante John Stojko acreditou ter reconhecido a língua, declarando que se tratava do ucraniano com a vogais removidas. A tal tradução, no entanto, apesar de apresentar alguns passos num sentido aparentemente lógico (Ex.: O Vazio é aquilo pelo qual combate o "Olho do Pequeno Deus") não correspondia aos desenhos.
Em 1987 o físico Leo Levitov atribuiu o texto aos hereges Cátaros, pensando ter interpretado o texto como uma mistura de diversas línguas medievais da Europa Central. O texto, porém, não correspondia à cultura cátara e tradução não fazia muito sentido.
O estudo mais significativo nessa matéria é hoje aquele feito em 1976 por William Ralph Bennett, que aplicou estudos de casuística e estatística de letras e palavras do texto, colocando em foco não somente a repetição, mas também a simplicidade léxica e a baixíssima Entropia da informação. A linguagem contida no Voynich não somente teria um vocabulário muito limitado, mas também uma basicidade linguística encontrada somente na Língua havaiana. O fato de que as mesmas “sílabas” e ainda palavras inteiras venham repetidas mostra algo que parece uma zombaria relacionada a uma visão mais complacente, inconscientemente, mas não deliberadamente enigmático.
O alfabeto utilizado, além de não ter sido ainda decifrado, é único. Foram, no entanto, reconhecidas 19 a 28 possíveis letras, que não têm nenhuma ligação ou correspondência perceptível com os alfabetos hoje conhecidos. Em alguns pontos encontram-se quatro palavras ou mais repetidas de forma consecutiva. Suspeita-se também que foram usados dois alfabetos complementares, mas não iguais, e que o manuscrito teria sido redigido por mais de uma pessoa.
É imprescindível e significativo lembrar que a total falta de erros ortográficos perceptíveis, de pontos riscados ou apagados, hesitações, é estranha, pois tais falhas sempre ocorreram em todos os manuscritos que já foram localizados e analisados.


Hipótese filosófica

As palavras contidas no manuscrito apresentam frequentes repetições de sílabas, o que levou alguns estudiosos (William Friedman e John Tiltman) a levantar a hipótese de se tratar de uma língua Filosófica, ou seja, Artificial, na qual cada palavra é composta de um conjunto de letras que lembram uma divisão dos substantivos em categorias.
O exemplo mais claro de língua artificial é a “Língua analítica de John Wilkins”, também analisado no conto homônimo de Jorge Luís Borges. Nessa língua, todos os seres são catalogados em 40 categorias, subdivididas em sub-categorias e a cada uma é associada uma sílaba ou uma letra: desse modo, por exemplo, a classe geral “cor” é indicada como “robo’”; assim, o vermelho será “robôs” e o amarelo “robof” e assim por diante.
Essa hipótese baseava-se na repetição de sílabas, mas até hoje ninguém conseguiu dar um senso razoável aos prefixos silábicos repetidos. Além disso, as primeiras línguas artificiais começaram a aparecer em épocas posteriores da provável compilação do manuscrito. Quanto a esse pontos, não é uma restrição tão importante, pois é fácil acreditar que idéia de línguas filosóficas é simples e poderia ser mais antiga do que se pensa.
Uma hipótese contrária, muito mais arriscada e audaciosa, é de que era um objetivo do manuscrito sugerir que se tratava de uma língua artificial. O certo é que Johannes Marcus Marci tinha contatos com Juan Caramuel y Lobkowitz, cujo livro 'Grammatica Audax' constituiu numa inspiração para a Língua analítica de Wilkins.


Possível solução

Recentemente foi levantada a hipótese que buscava entender o motivo da dificuldade para o texto ser decifrado. Gordon Rugg, em julho de 2004, individualizou um método que poderia ter sido seguido pelos autores hipotéticos para produzir “ruídos casuais” em forma de sílabas e de palavras. Esse método, realizável mesmo com os recursos de 1600, explicaria essa repetição de sílabas e de palavras, a essência básica típica da escrita casual e tornaria verossímil a hipótese de o texto ser um falso trabalho renascentista criado como arte para enganar qualquer estudioso ou soberano.
Antes disso, o estudioso Jorge Stolfi, da Universidade de Campinas (Brasil), havia proposto a hipótese de que o texto fosse composto misturando sílabas casuais tiradas de uma tabela de caracteres. Isso explicaria a regularidade das repetições, mas não a ausência de outras estruturas de repetição, por exemplo, das outras letras ligadas aos conjuntos repetitivos.
Rugg parte da ideia de que o texto tenha sido composto com métodos combinatórios disponíveis por volta dos anos 1400 a 1600: chamou sua atenção a chamada “Grade (tabela) de Cardano”, criada por Girolamo Cardano em 1550. O método consiste em sobrepor com uma tabela de caracteres ou com um texto uma segunda grade, com apenas algumas pequenas casas (janelas) cortadas de modo a permitir ler a tabela que fica atrás. A superposição oculta a parte supérflua do texto de baixo, deixando visível a mensagem. Rugg reconduziu o método de criação com uma grade de 36 x 40 casas, à qual sobrepôs uma máscara com três furos, compondo assim os três elementos da palavra: prefixo, raiz central e sufixo.
O método, muito simples na sua utilização, teria permitido ao anônimo autor do manuscrito as realização muito rápida do texto partindo de um única grade (com casa cortada) colocada em diversas posições. Isso acabou com a teoria de que o manuscrito fosse algo falso, dado que um texto de tais proporções com características sintáticas similares será muito difícil de ser feito sem um método dessa natureza.
Rugg determinou algumas “regras básicas” do “Voynich” que poderiam reconduzir às características da tabela usada pelo autor. Como exemplo, a tabela original tinha a provavelmente as sílabas do lado direito mais longas, algo que se reflete nas maiores dimensões dos prefixos em relação às sílabas seguintes. Ele ainda tentou entender se o texto poderia se tratar de um segredo codificado no texto, mas a análise o levou a excluir tal hipótese, pois, em função da complexidade de construção das frases, é quase certo que a grade foi usada não para codificar o texto, mas para escrevê-lo.
Pesquisas históricas posteriores a esse estudo levaram a atribuir a John Dee e a Edward Kelley o texto. Dee era um estudioso do Período Elisabetano e teria introduzido o notório falsário Kelley na Corte de Rodolfo II (Sacro Império Romano) por volta de 1580. Kelley era mago, além de falsificador, e assim conhecia truques matemáticos de Cardano, tendo criado o texto a fim de obter uma vultosa cifra que lhe foi dada pelo Imperador.

Bibliografia

(em inglês) M. E. D'Imperio, The Voynich Manuscript: An Elegant Enigma, National Security Agency/Central Security Service, 1978 (ISBN 0-89412-038-7) ;
(em inglês) Robert S. Brumbaugh, The Most Mysterious Manuscript: The Voynich 'Roger Bacon' Cipher Manuscript, 1978 ;
(em inglês) John Stojko, Letters to God's Eye, 1978 (ISBN 0-533-04181-3) ;
(em inglês) Leo Levitov, Solution of the Voynich Manuscript: A liturgical Manual for the Endura Rite of the Cathari Heresy, the Cult of Isis, Aegean Park Press, 1987 (ISBN 0-89412-148-0) ;
(em espanhol) Marcelo Dos Santos Bollada, El manuscrito Voynich, 2005 (ISBN 84-03-09587-2) ;
(em espanhol) Mario M. Pérez-Ruiz, El manuscrito Voynich y la búsqueda de los mundos subyacentes, 2003 (ISBN 84-7556-216-7) ;
(em inglês) Genny Kennedy, Rob Churchill, Voynich Manuscript, 2004 (ISBN 0-7528-5996-X) ;
(em inglês) James E. Finn, Pandora's Hope: Humanity's Call to Adventure: A Short and To-the-Point Essential Guide to the End of the World 2004 (ISBN 1-4137-3261-5) ;
(em inglês) Lawrence et Nancy Goldstone, The Friar and the Cipher: Roger Bacon and the Unsolved Mystery of the Most Unusual Manuscript in the World, 2005 (ISBN 0-7679-1473-2).
(em francês) Le Code Voynich, prefazione di Pierre Barthélémy, Jean-Claude Gawsewitch éditeur, 2005 (ISBN 2-35013-022-3) ;
(em espanhol) ABC del Manuscrito Voynich, Francisco Violat Bordonau, 2006, Ed. Asesores Astronomicos Cacerenos.
(em italiano) Codice Voynich, Claudio Foti, 2008 (ISBN 978-1-4092-2054-1), Lulu.com
(em inglês) Il Manoscritto di Dio, Michael Cordy, 2008 (ISBN 978-88-502-2131-8) ;
(em italiano) Paolo Cortesi. Manoscritti segreti. Roma: Newton & Compton, 2003. 149-186 p. ISBN 88-541-0322-5



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11 de agosto de 2012

Maçonaria explicada - História


A História da Maçonaria, remonta ao tempo do Rei Salomão. Como sabemos Salomão foi um homem muito sábio, mas por conta de suas abominações com as mulheres de terras estranhas ele abandonou a Deus. Mas antes Deus lhe deu o entendimento de construções, então ele ordenou a construção de um magnífico Templo, conhecido como "O Templo de Salomão".
O único, além de Salomão, que sabia decifrar as escrituras do Templo do Rei Salomão, era Hiram Abiff, este era Arquiteto e foi enviado por Hirão o Rei de Tiro, aliado do Rei Salomão. Hiram Abiff com um caráter e um grau de sabedoria bem elevado conquistou o Rei Salomão e o Rei deu a ele o conhecimento de decifrar os códigos para a construção do Templo que Salomão construiria para Deus.( 1 Reis cap 7:13)
   A Lenda de Hiram Abiff, se dá como tendo sido assassinado por três maus companheiros. Lenda é um relato fantasioso que parte de um fato verídico; Hiram o arquiteto existiu; a história dos Hebreus o refere; e ele foi assassinado por três construtores porque ele era o único que sabia decifrar as escrituras do templo de Salomão, as quais alguns tinham cobiça. Alguns autores dizem que a Lenda teria sido criada para dar sustento político à casa real dos Stuart.
Os nomes dos três companheiros que assassinaram a Hiram Abiff seriam Jubela, Jubelo e Jubelum; que deram origem aos sinais (posturas) dos três primeiros Graus maçônicos, simbolizando o corte da garganta; a extração do coração e a dilaceração do ventre, forma como Hiram teria sido assassinado, dentro da Lenda de Hiran Abiff, conhecida como Lenda do Terceiro Grau.

Nesta Lenda, surgem três "Assassinos", que feriram de morte o Mestre, através de golpes com instrumentos de trabalho, a régua, o esquadro e o maço. Todos os golpes contribuíram para essa morte e todos os produziram com excessivo dolo. Diz-se em maçonaria, "Assassino", aquele que "trai" os ideais maçônicos, pois "destrói" a vida espiritual.

   Logo após a construção do templo, Salomão despreza o concerto que fez com Deus, quando passa a buscar e adorar aos deuses de suas mulheres, assim Deus se aparta de Salomão. Então o Rei usa a sua sabedoria e segundo os satanistas e mestres em sabedoria, monges etc... Salomão aprisionou 72 espíritos e fez um livro chamado "goética". Esse livro ele mostra como pactuar com eles e invoca-los, através do demônio Baphomet.

Todas as técnicas, foram guardadas em pergaminhos, e segundo historiadores se perderam com as destruições dos templos, em 587 a.c e em 68 d.c. Porém em plena idade média, na época das cruzadas, um grupo chamado de Cavaleiros do Templo resolveram guardar os caminhos dos cristãos que iam a terra santa em peregrinação.



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O Significado da Piramide "illuminati"


A pirâmide com o olho-que-tudo-vê, é um símbolo illuminati, esse símbolo é real e não se trata de fruto da imaginação. O símbolo é tão real e antigo, que vocês mesmos poderão vê-lo na nota de 1 dólar. O símbolo está lá.   
   Uma pirâmide cujo cume (a elite) é esclarecida pelo olho da   consciência que o vê tudo e domina uma base cega, feita de tijolos   
idênticos (a população).
   As duas menções em latim são muito significativas. “NOVUS ORDO SECLORUM” no qual significa, “nova ordem para os séculos dos séculos”. Em outros términos: novo ordem mundial. E “ANNUIT CCEPTIS” significa : “nosso projeto será coroado de sucesso .
*Franklin Roosevelt em 1933 ordenou que se introduzisse esse símbolo nas notas de 1 dólar.

Roosevelt foi presidente dos EUA, um dos 13 presidentes que possivelmente seriam Maçons. ( fonte: http://tilesexperts.com )
Uma coisa temos que admitir, o dinheiro nos afeta psiquicamente, quando estamos sem dinheiro começamos a ficar deprimidos "como pagar as contas?" "será que chegará ao final do mês?", etc.
-O cidadão capitalista aprende neurologicamente que dinheiro equivale a segurança e falta de dinheiro a insegurança.

Por cima da pirâmide consta a frase em latim “Annuit coeptis” (ele tem favorecido os no  sso empreendimentos) ele,
provavelmente : luçifer, o arquitecto, o olho-que-tudo vê.
O olho significaria também uma alegoria à capacidade deles estarem simultaneamente em todo o lado. (por exemplo com sistemas de escuta, sistema echelon, etc.).

Abaixo da pirâmide poder ler-se “ Novus ordo Seclorum” (a nova ordem dos séculos) ou seja A Nova Ordem Mundial. Pegue uma nota de 1 dólar e verá que é mesmo verdade.
A pirâmide dividida em duas :
Ela constitui-se de 72 blocos de pedra. Alguns dizem que seriam os 72 degraus da escada de Jacob, estando assim relacionados com o judaismo e a tradição cabalística. Por outro lado, a pirâmide não está terminada, o que poderia interpretar-se como uma chamada de atenção para o futuro . ( Eles iriam fazer algo mais).


A fénix:

Foi a figura alada impressa nos primeiros dólares, mas em 1841 foi substituída pela águia, um símbolo solar egípcio.
Acima dela estão 13 estrelas correspondentes aos 13 estados de então. Essas estrelas ,com as suas cinco pontas, são um
simbolo maçónico.
Ela tem 9 plumas na cauda, correspondendo aos graus do ritual maçónio de York.
As asas exibem respectivamente 32 e 33 penas, aludindo assim aos graus do rito Escocês.
Na pata esquerda segura 13 flechas, indicando acção e transmutação.
No bico ela segura um pergaminho no qual em latim se lê "et pluribus unum", uma alusão à necessidade de integrar e agrupar os membros das antigas colónias que agora constituiam uma só nação. Fazer todas as nações uma só.



(OBS: O DINHEIRO ( DÓLAR ) QUE FOI CITADO NESSE TEXTO É APENAS UM EXEMPLO ENTRE TANTOS OUTROS QUE EXISTE NO MUNDO ) 



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Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.


Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão. 

Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.

Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza,  tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.

Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.

Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.
É certo que os habitantes da Atlântida possuíam certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.

Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.

Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.

Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram  criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.

A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olímpio.

Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como consequência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais avançadas do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, pois se formos vê os cristais estão em tudo com o avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a parti de cristais. Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e consequentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.

A corrente que  deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.

Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.  Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000a.C. como a egiptologia clássica afirma.  Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.

A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.

Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas “Escolas de Mistérios” como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.
Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história. Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados. O como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Atualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.

As pessoas têm que se conscientizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e atualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo. Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.


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Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.


Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.

Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.  Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.



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8 de agosto de 2012

Sabbat e seus clãs


No Sabbat apenas dois clãs são inteiramente e oficialmente membros do Sabbat, esses são os Lasombra e os Tzimisce. Outros parentes de outros clãs têm juntado forças com eles, principalmente porque não querem fazer parte da tirania e das estruturas e leis opressivas do Camarilla.

Os vampiros do Sabbat não são como os outros vampiros. Os vampiros do Sabbat tem uma forte lealdade para com a sua facção e partilham uma enorme crença na liberdade individual. A lealdade do Sabbat é resultado dos cuidadosos rituais por que cada um tem de passar durante o Ritual de Criação. Todas as actividades do Sabbat centram-se na lealdade e liberdade dos seus membros. O Sabbat existe para fazer parar os planos dos anciçãos, espalhando a palavra da sua dominação e creando uma facção de vampiros suficientemente fortes para se defenderem deles.


Lasombra

O clã Lasombra caiu na desgraça - e os seus membros sentem prazer nisso. Simultaneamente graciosos e predadores, os Lasombra oragnizaram - e quando necessário, castigam - o Sabbat numa força implacável. Virando as costas aos humanos, que também eles o foram, os Lasombra entregam-se inteiramente á obscura magnificiência da adopção. Assassinos, loucuros, predadores: porque recear estas coisas, perguntam-se os Lasombra, se alguem tem a intenção de ser um vampiro? Em contraste com os Tzimisce, os Lasombra geralmente procuram não rejeitar todas coisas dos mortais, mas sim moldálas á sua imagem.
Os Lasombra têm-se envolvido com a igreja desde o seu começo, e alguns parentes pensam que o clã Lasombra foi um dos instrumentos de propagação da cristandade. No entanto, nos tempos modernos, os Lasombra têm virado as costas á instituição divina. É claro que há exceções, mas a maioria do clã Lasombra despreza a ideologia da salvação. De fato, os Lasombra introduziram no Sabbat muitos dos costumes e rituais da igreja, transformando em chacotas da doutrina cristã. Os Lasombra decretaram muitas das auctoritas e ignoblis ritae no Sabbat, para que os vampiros dessa facção nunca se esqueçessem de quem e o que eram.
Os Lasombra são bem conhecido pela sua Disciplina de Obtenebração, que, é o que eles chamam ás trevas "vivas" e tangivéis, manipulando-as conforme a sua vontade. A doutrina do clã acredita que estas "trevas" sejam na realidade a matéria prima da alma vampirica, que tem sido simultaneamente reforçada e enfraquecida pelas constantes adopções de membros. Devido á maldição de Caine, os Lasombra acreditam que Deus os atirou para fora, e dessa forma o dever deles é de criar uma nova ordem na Terra atrevéz do Sabbat. Os Lasombra com uma postura mais metódica ridicularizam essa superstição, mas eles mesmo até tendem a acreditar, como vampiros, que eles representam uma nova e mais avançada geração, uma que não se interessa com as insignificantes noções de ética dos humanos. Deixem que os Ventrue ardam no martírio das chamas solares; os Lasombra felizes como são.
Naturalmente, esta visão desprezível não é universal entre o clã, mas muitos dos recém adaptados do Sabbat, pelos Lasombra, têm grande satisfação na cruel destruição e na vulgar depravação que tais filosofias da facção permitem. Numa evidente contraste, os mais velhos do clã Lasombra ainda mantêm as suas ligações com a igreja, mas até estes parecem considerarem-se como "ferramentas do Diabo". Estas duas partes parecem estar de pleno acordo em pelo menos um ponto: membros do clã Lasombra, como perfeitos manipuladores deles mesmo, recusam determinadamente submeterem-se aos antigos ideais dos Ante-diluvianos. Eles lutam orgulhosamente o Jyhad, mas ao invés da maioria dos outros clãs, eles acreditam firmemente que o podem ganhar.
O típico Lasombra possui o dom da manipulação e um apurado dom para a liderança. Os Lasombra são os lideres mais comuns do Sabbat, visto que as suas motivações e a sua natureza maquiavélica, fazem deles os lideres ideais para orquestrar as acções do Sabbat. Infelizmente, o orgulho vai de mãos dadas com a nobreza obscura, e poucos Lasombra admitem outros vampiros como iguais, ja para não falar em superiores. 


Facção:
Os Lasombra são o clã dominante do Sabbat, tanto quanto se possa dizer que um clã "domina" essa facção caótica. Uns dos poucos anciões Lasombra, são membros do Camarilla ou são Independentes, mas tais criaturas têm uma existencia solitária e perigosa. 

Aparência:
Muitos Lasombra de gerações mais antigas têm descendência Espanhola ou Italiana, e alguns ainda mostram sinais da sua herança Moura ou Berbere. No entanto há varios membros Lasombra que usam grandes variedades de coisas, de culturas e étnias diferentes. Quase todos os Lasombra são razoavelmente atraentes, com traços de corteses e aristocráticos - é raro encontrar um Lasombra que tenha as mãos calejadas e tipicas da classe operária. 

Abrigos:
Muitos jovens Lasombra desprezam abrigos privativos, dormindo com o grupo e mantendo abrigos comunitarios "para o bem do Sabbat". Velhos habitos são duros de morrer entre os mais velhos do clã, alguns ainda mantêm mansões ancestrais ou outros abrigos magnificientes.


Tzimisce

Se o clã Lasombra é o coração do Sabbat, o clã Tzimisce é certamente a alma. Mesmo os outros vampiros ficam apreensivos ao pé destes arrepiantes parentes, e a alcunha do clã de "Demónios" foi lhes dada em noites passadas por parentes horrorizados. A característica disciplina de Vicissitude do clã Tzimisce é motivo de grande pavor; lendas falam de estropiadas desfigurações aplicadas por capricho, de "experiências" sinistras e torturas refinadas fora do alcançe da compreensão humana e vampirica.
Esta terrível reputação pareçe por vezes injustificada á primeira vista. Muitos Tzimisce são seres reservados e perspicazes, de longe diferentes daqueles gueereiros barulhentos que compoem muito do Sabbat. A maioria dos Tzimisce pareçem ser criaturas racionais, formidavélmente inteligentes, possuindo uma inclinação cientifíca e inquisitiva, e generosamente amáveis com os convidados.
Os parentes que se relacionam com os Tzimisce, aperceberam-se que os traços de fisionomia humana dos Demónios, são meras aparências que se sobrepoêm... a algo. Por milénios que os Tzimisce têm explorado e aperfeiçoado a sua compreensão da situação vampirica, moldando os seus corpos e mentes em novos padrões de natureza diferente. Caso se prove necessário, esclarecedores ou simplesmente agradaveís, os Tzimisce não hesitam em fazer moldar as suas vitimas forma similar. Enquanto isso, os mais jovens do clã podem ser descritos como implacavéis ou sádicos, os mais velhos do clã simplesmente são incapazes de compreender misericórdia ou sofrimento - ou talvez eles compreendam mesmo, mas não considerem essas qualidades relevantes.
Em noites passadas, os Tzimisce estavam entre os mais poderosos clãs do mundo, dominando muita da região hoje conhecida por Europa do Leste. Poderosos feiticeiros, os Tzimisce dominaram também a região dos mortais, no processo, serviram de inspiração para muitas das historias de horror acerca dos vampiros. Clã após clã planearam arrancar pela raiz o clã Tzimisce, mas só os feitiçeiros Tremere é que conseguiram atingir tal feito. De facto, como alguns contam as lendas, os Tremere usaram o vitae de Tzimisce capturados nas suas experiências para atingir a imortalidade. Por isto, os Tzimisce odeiam impiedosamente os Tremere , e os Tremere que cairam nas malhas do Sabbat, tipicamente sofreram um horrível fim nas garras dos Tzimisce.
Durante a grande revolução anárquica, o clã Tzimisce voltou-se para si mesmo, enquanto que os mais jovens do clã descobriram maneiras ocultas de fazer quebrar a ligação de sangue que têm com os mais velhos e que os força a servirem os mesmos. A luta que se seguiu, muitos dos jovens "Demónios" aniquilaram os mais velhos do clã e destruiram tudo o que restava das suas poderosas bases. Certos Sabbat sussurram que o clã conseguiu encontrar e destruir os seu proprio progenitor ante-diluviano, apesar disso, os Tzimisce não confirmam nem desmentem este boato.
Agora os Tzimisce servem o Sabbat como sábios, conselheiros e sacerdotes. Muitas das práticas do Sabbat tiveram origens em costumes do proprio clã. Explorando as possibilidades e os limites do vampirismo, os clã espera discobrir o grande desígnio de todos os vampiros. Se isso significar a total destruição dos arcaicos ante-diluvianos, a criação do Camarilla, e a vivisseção de milhões de vitimas como se fossem gado, enfim, todas as experiências têm as suas consequências.
Facção: A maioria dos Tzimisce servem o Sabbat. Uns poucos, mas poderosos idosos Tzimisce conservam a sua independência. Quase que não há nenhum Tzimisce no Camarilla; mesmo aqueles "Demónios" que não simpatizam com o Sabbat, acham o Camarilla furtivo entre as massas para ser desagradavél.
Aparência: Como mestres da disciplina da Vicissitude, os Tzimisce muitas das vezes têm aparências surpreendentes - quer sejam admiravélmente belas ou impressionantemente grotescas, dependendo obviamente da vontade de cada um. Os jovens Tzimisce, na procura de explorar a sua natureza desumana, levam a cabo varias modificações corporais neles mesmo. Os mais velhos do clã, todavia, muitas das vezes adoptam formas impecavéis e simetricas; afinal de contas, o corpo é apenas uma máquina de passagem. A face de um Tzimisce por vezes assemelha-se com uma máscara perfeita, sem qualquer tipo de expressão, e os "demónios" raramente se riem, apesar de se saber que alguns têm soltado risos durante experiências particularmente elaboradas.
Abrigos: Os Tzimisce são seres extremamente timidos, dando grande valor á santidade dos seus abrigos. De facto, o clã tem uma série de protocolos bastante elaborados sobre a hospitalidade. Os que são convidados para um abrigo Tzimisce, podem contar com a sua protecção; os transgressores são perseguidos até ao fim da Terra e serão punidos lenta e horrivélmente. Surpreendentemente, os abrigos Tzimisce, não são necessáriamente confortáveis ou muito bem conservados comparando com as habitações dos Ventrue, ou mesmo com as dos Toreador. As comodidades dos mortais são de pouco interesse para os Tzimisce.





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15 de julho de 2012

Afrodite – uma força para os novos tempos


Situada na costa sudoeste da ilha de Chipre, a maior ilha do Mar Mediterrâneo, vamos encontrar a velha cidade de Paphos, hoje conhecida como Kauklia. De acordo com a transmissão mitológica grega, foi nestas redondezas que a bela Afrodite emergiu das espumas do mar, dando início a um culto que iria perdurar até os dias de hoje.
As paragens por onde caminhou a deusa sobre a terra se tornaram conhecidas como Geroskipou, uma palavra que significa Jardins Sagrados, formado pela junção de Geros=sagrado e Kipos=jardim. A conexão entre as práticas de seu culto e as belezas naturais da região se expressa em sua nomeação como ‘Afrodite nos Jardins’ (Kipis).
Nesta sua versão oriental, Afrodite era cultuada como propiciadora de toda fertilidade animal e vegetal e, sob este aspecto, uma deusa específica das mulheres. Como deusa do impulso sexual, está na origem do nascimento, do casamento e da vida familiar.
A região de Pafos, que abrange a parte mais a oeste da ilha, caracteriza-se pela beleza de suas rochas, pelo brilho de suas verdejantes campinas e pela tranquilidade de seu mar azul, justificando sua reputação como os Jardins de Afrodite.
Nestes jardins era realizado o festival anual de Aphrodisia, em honra à deusa. Ele marcava seu nascimento em abril, exatamente no período do renascimento da natureza, após o descanso invernal. No dia anterior ao festival, os devotos de todo o mundo antigo percorriam o caminho desde os Jardins até a cidade de Palepaphos (Paphos Antiga), onde ficava a famosa Igreja de Afrodite, seu centro de culto no Chipre.
Mas seu lugar de culto e seu altar em Paphos já estavam bem estabelecidos muito tempo antes que as primeiras estruturas fossem erguidas, no final da Idade do Bronze. Vestígios de assentamentos humanos na ilha de Chipre, provavelmente tribos oriundas da Anatólia, existem desde 10 mil aec, como comprovam poços localizados a oeste da ilha, considerados os mais antigos do mundo. O hino homérico a Afrodite lhe atribui a regência sobre todas as coisas vivas na terra, no ar e na água, sua influência se estendendo até sobre os deuses.
Em Paphos, a deusa era representada por uma pedra meteórica cônica, relíquia indicativa de sua origem como a antiga deusa fenícia da fertilidade que, assimilada pelos gregos conquistadores, tornou-se a deusa grega do amor e da beleza. Suas raízes como deusa da fertilidade, contudo, permencem no mito grego, que nos relata como, ao emergir das águas e apoiar seus pés sobre a terra, ela fez a vida e a beleza irromper no mundo. Seu caráter como uma deusa da vegetação aparece claramente no culto e ritual de Adonis, derivado do culto a Átis, filho/amante/parceiro da grande deusa da Anatólia, conhecida pelo nome de Cibele.
Os mais famosos ritos de fertilidade, contudo, não se originaram na Grécia e sim nos países ribeirinhos da parte oriental do Mar Mediterrâneo. Foram os povos do Egito e da Ásia Ocidental que representaram o declínio e o ressurgimento da vida vegetal na figura do deus que anualmente morre para ser trazido à vida novamente pela grande deusa da vida e da morte. A deusa e seu filho/amante são conhecidos sob nomes diversos, como Isis e Osíris no Egito, Inanna e Dumuzi na Suméria, Ishtar e Tamuz na Babilônia, Cibele e Átis na Anatólia e, finalmente, Afrodite e Adonis na Grécia.
Assim como Afrodite Urania é a versão grega da Deusa da Montanha da Anatólia, Adonis é a versão grega de Átis, um deus da vegetação, que nasce e morre com as estações, estas representadas pelas Horas que, no mito grego, recepcionam Afrodite quando ela emerge do mar em Chipre.
Nas línguas semíticas, Adonis significa ‘Senhor’, título que os gregos, por um mal-entendido, adotaram como nome próprio para o deus.
Conta o mito grego que, um dia, a esposa do Rei de Chipre se vangloriou de que sua filha Smyrna era mais bela que a própria Afrodite. Diante do insulto, a deusa fez com que Smyrna se apaixonasse pelo próprio pai e o procurasse disfarçada e secretamente durante a noite. Grávida, ela é expulsa pelo pai que a persegue pelos campos. Para protegê-la, Afrodite a transforma em uma árvore de mirra que, ao ser partida ao meio pela espada paterna, liberta a criança Adonis. Afrodite então ocultou Adonis em uma arca, que confiou a Perséfone, a rainha dos mortos, para que a guardasse em um lugar escuro.
Curiosa, Perséfone abriu a arca e, ao se deparar com a bela criança, retirou Adonis e o criou em seu palácio, tornando-o seu amante. Ao se inteirar disto, a enciumada Afrodite requisitou Adonis para si. Para resolver o impasse, foi convocada uma corte divina que decidiu que ele ficaria um terço do ano com Perséfone, um terço do ano com Afrodite e um terço do ano ficaria por conta própria. Usando de sua magia, Afrodite conseguiu persuadi-lo de passar esse terço com ela.
Mas Perséfone foi ter com Ares para lhe contar que Afrodite agora preferia Adonis a ele que, então, se disfarçou de javali e matou Adonis diante de Afrodite. Do sangue de Adonis que penetrou na terra brotaram anêmonas, a primeira das flores a florescer na primavera. Pesarosa, Afrodite foi pedir a intervenção de Zeus, para que Adonis passasse com ela a metade ensolarada do ano, ou seja, o verão.
Vemos no mito de Adonis a eterna alternância entre verão e inverno, entre a vida e a morte da natureza e de todas as coisas vivas. É justamente esta alternância que põe em evidência a dualidade característica de toda criação humana. Se nos primórdios, esta ambivalência era inerente à figura da grande deusa, que corporificava ambos os aspectos, com a evolução da consciência humana, a totalidade da existência representada pela grande deusa foi desmembrada em suas partes constituintes.
Esse desmembramento certamente representou um processo evolutivo, caracterizado pela capacidade de discernimento da razão humana. Foi a emergência do princípio masculino, que se diferencia a partir da totalidade característica do princípio feminino primordial. Surge inicialmente como filho da grande deusa-mãe, para ela retornando sazonalmente, apenas para renascer no devido tempo. É a consciência da morte que põe a vida em perspectiva.
Como deusa da fertilidade, do amor e da beleza, Afrodite foi cultuada sem interrupção até o ano de 391 da era comum, quando o imperador romano Teodosio I proibiu as religiões pagãs. Sem os seus ritos e festivais, aos poucos seu poder e suas qualidades de fertilidade, amor e beleza foram desvirtuadas e banalizadas.
À medida que o princípio masculino foi se expandindo e assumindo o poder, o discernimento se tornou separação. E com ela surge a consciência do bem e do mal, expulsando-nos dos Jardins de Afrodite.
Afrodite representa o poder erótico, a força de atração que mantém o universo coeso. Na ausência de ritos que honram este poder divino, a beleza fundamental da própria vida foi gradualmente dessacralizada e, nas palavras de Rollo May, “a crescente banalização do amor na literatura e na arte, e o fato de o sexo ser, para muita gente, cada vez mais acessível e desprovido de significado, o ‘amor’ tornou-se progressivamente difícil, senão uma completa ilusão”. Como consequência, todos sofremos a falta de amor verdadeiro e nos tornamos incapazes de nos comprometer com ele e com o resto do mundo.
Esse processo de banalização das qualidades representadas pela deusa Afrodite é amplamente discutido pelo psicanalista Rollo May, em seu texto Eros e Repressão de 1969, e continua atual nos nossos dias tão tumultuados.
A força de atração representada por Afrodite não é um impulso da personalidade, mas emerge do fundamento do Ser e se apossa da pessoa em sua inteireza, como bem o sabemos quando nos apaixonamos verdadeiramente. Essencialmente criativa, essa força fundamental e arquetípica da experiência humana era concebida pelos antigos gregos como demoníaca, no sentido derivado do conceito de ‘daimon’ ou do latim ‘genii’. O demoníaco é nossa genialidade. É o impulso do Ser para se firmar, perpetuar e ampliar, nos libertando da dualidade e nos conectando com o divino em nós mesmos.
Mas, como qualquer força natural, pode ser destrutiva ou criativa, razão pela qual precisa ser orientada e canalizada para um objetivo, em vez de simplesmente ser reprimida até o ponto de apatia e indiferença para, com o tempo, explodir como violência. Quando lhe damos passagem livre, não levando em consideração as consequências de nossas ações na vida de outras pessoas, podemos causar muito dano. Mas quando a utilizamos com sabedoria para realizar nossos propósitos, seus efeitos construtivos se manifestarão em seu esplendor divino.
"Em sua justa proporção”, escreve May, “o demoníaco é o impulso para alcançar os outros, ampliar a vida por meio do sexo, criar, civilizar; é alegria e encantamento, ou a simples segurança de saber que somos importantes, que podemos afetar os outros, formá-los, exercer um poder significativo. É um modo de nos certificarmos de que nos dão valor.”
Reprimimos de tal forma essa força primordial, que nossos relacionamentos não passam de contatos rasos, baseados mais em aparências superficiais do que em algo profundo, aquilo que é demoníaco em cada um de nós. É preciso mergulhar nas profundezas da ambivalência, onde vida e morte estão presentes, para recuperarmos a força natural que nos conecta com a totalidade da vida. Precisamos acolher e direcionar o demoníaco em nós mesmos, para ele não se tornar algo que nos persegue e se apossa de nós.
Mais do que nunca, precisamos caminhar como Afrodite, para que cada passo que dermos desperte o amor, a paixão e a beleza da vida, de seu estado de apatia e superficialidade, fazendo a vida renascer em sua abundância. Assim criaremos Jardins de Afrodite onde quer que nos encontremos.




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