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18 de junho de 2012

Sobre a lenda de Lilith


A referência mais antiga à personagem está no épico babilônico de Gilgamesh (aprox.2000 a.C.). Também é citada em relatos do Talmude Babilônico (oriundo das tradições orais javistas), no Zohar ou livro do Esplendor (uma obra cabalística do século XIII que constitui o mais influente texto hassídico) e na Cabala. Em todas estas fontes os relatos sobre Lilith são diversos e até discordantes.
Como o professor de seu catequizando é judeu, provavelmente ele esteja se referindo à versão que consta no Talmude Babilônico.

O texto de referência deste Talmude é a edição hebraica e inglesa, intitulada "The Babylonian Talmud" organizada pelo rabino Epstein. Esta edição foi publicada pela Socino Press, de Londres, em 1978.
“De acordo com a lenda hebraica, Lilith teria sido formada assim como o homem à partir do barro, logo após a formação deste. Por esse motivo ela não teria aceitado uma posição inferior em relação ao homem, pois sendo criada da mesma forma, exigia os mesmos direitos, não aceitou uma posição submissa e assim desentendeu-se com Adão. No primeiro ato sexual Lilith não aceitou ficar por baixo, agüentando o peso do corpo do companheiro e exigiu ter também o direito ao gozo e ao prazer sexual. Como não foi atendida em seus anseios ela se revolta e pronuncia o nome "inefável" que lhe deu asas por meio das quais fugiu do Jardim do Éden. Assim Lilith abandonou Adão com quem não se entendia e foi para as margens do Mar Vermelho. Adão ficou só e reclamando, tendo medo da escuridão opressora. Daí haver uma relação entre Lilith e a Lua Negra, a escuridão da noite, por isso a associação dela com a coruja, o pássaro noturno. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a "Mãe dos Demônios" e a "Lua Negra".


Deus vendo o desespero de Adão enviou três anjos, Semangelaf, Sanvi e Sansanvi, para trazê-la de volta ao Éden, mas ela recusou-se a aceitar tal proposta. Dessa forma a fuga converteu-se em expulsão.
Para substituir Lilith é criada Eva, mulher submissa, feita não de barro, mas de uma costela de Adão.
Lá às margens do Mar Vermelho habitavam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica, esse era um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio. Segundo essa mesma tradição é esse caráter demoníaco que levaria a mulher a contrariar o homem e a questionar seu poder” (2).



A Tese do sumiço da lenda de Lilith da Bíblia



Segundo Roberto Sicuteri autor do livro "Lilith A Lua Negra", houve uma transposição da versão javista da Bíblia para a versão sacerdotal. Foi aí, que segundo ele, a lenda de Lilith teria sido eliminada da Bíblia, fazendo todos crerem que foi Eva a primeira mulher, mas em Isaías 34,14 ficara ainda um indício sobre Lilith.
Depois desta longa, mas precisa exposição, vamos então à resposta que pediste.
Perceba que o Sr Roberto Sicuteri se fundamenta sua tese em outra tese. Ora, não há qualquer conclusão entre os especialistas de que uma tradição de origem sacerdotal suplantou uma anterior de origem javista. Nem mesmo um parecer consensual sobre a existência destas tradições existe.
A crítica científica do Antigo Testamento (AT) identificou diferenças de estilo no relato das mensagens bíblicas. A estas diferenças chamaram de tradição javista, sacerdotal e ainda eloísta. Estas tradições não são realidades, mas hipóteses que facilitam o estudo do texto do AT. Dizer que uma suplantou a outra é ainda mais imprudente. Mas infelizmente é desta forma que a Mentira se transfigura em Verdade, aguçando a curiosidade humana, pois todo mundo gosta de se sentir um descobridor da Verdade.
Devemos nos lembrar ainda que os textos do AT foram preservados por homens fiéis a Deus. Não é estranho que homens com tanta intimidade com Deus como os profetas, ficassem logrando o povo de Israel com um texto bíblico falso?

Infelizmente o professor judeu do seu aluno dá melhor crédito aos mágicos da Babilônia do que os santos profetas.


A tese da transposição dos textos bíblicos também é desfeita pelo fato de existirem inúmeros manuscritos do AT que chegaram ao nosso tempo. São mais de 56.000, segundo os estudiosos. Por que somente os supostos manuscritos javistas sumiram totalmente da face da Terra?
Referência de figuras mitológicas na Sagrada Escritura
Em Is 34,14 lemos:
"Nela se encontrarão cães e gatos selvagens, e os sátiros chamarão uns pelos outros; espectro noturno freqüentará esses lugares e neles encontrará o seu repouso" (Is 34,14) (grifos meus) (Tradução Ave-Maria).

"As feras do deserto se encontrarão com as feras da ilha, e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si" (Is 34,14) (grifos meus) (Tradução Almeida Corrigida e Fiel).

O termo que no português foi traduzido como “espectro noturno” ou “animais noturnos” é "liyliyth".
Segundo o léxico hebraico (3) "liyliyth" signfica: “1. Deusa conhecida como um demônio da noite que assombra os lugares desolados de Edom. 2. Animal noturno que habita em lugares desolados”.
Curiosamente Septuaginta traduziu o termo como “pardalis” ou seja pantera, ou fera negra.

A Bíblia muita vezes se refere a agentes capazes de trazer o mal (demônios, feras selvagens e etc) através de figuras mitológicas.

Um exemplo é Leviatã referido no AT em Jó 3,8; 40,20; Sl 73,14; 103,26. Será que também a Bíblia está endossando a existência do Dragão da mitologia fenícia? Claro que não!

Como sabemos Israel era cercado por povos pagãos, teve contato com a cultura deles, logo sofreu alguma influência por conta deste convívio. A Sagrada Escritura embora seja divina se expressa não poucas vezes de forma humana, para se fazer entender. Portanto é natural que Deus na Sagrada Escritura se sirva de termos comuns que signifiquem o mal. O próprio profeta Isaías também utilizou a figura de Leviatã em Is 27,1.

Se considerarmos verdadeira a existência de Lilith, temos que considerar como verdadeiro também o que se contra sobre ela. Ora, será que demônios podem ter relações sexuais com humanos? Será que os vampiros existem? Não é preciso ser nenhum gênio para saber essas coisas são fantasia pura e se existissem esse mundo já estaria bem pior do que está há séculos!


Se nos lembrarmos do significado de “Lilith” no léxico hebraico, vamos entender melhor a razão do profeta Isaías ter usado este termo ao anunciar o castigo de Deus. Nos versículos anteriores ao versículo 14 do mesmo capítulo 34 encontramos:
"A espada do Senhor está coberta de sangue, está impregnada de gordura, do sangue dos cordeiros e dos bodes, da gordura dos rins dos carneiros. Porque há um sacrifício ao Senhor em Bosra, uma grande carnificina na terra de Edom; em vez de búfalos, os povos aí tombarão, uma multidão de robustos guerreiros, em lugar de touros. Sua terra embeber-se-á de sangue, o chão impregnar-se-á de gordura" (Is 34,6-7).

Edom é a terra dos descendentes de Esaú, inimigos de Israel. Aqui o Profeta está anunciando que Deus fará justiça por Israel "porque é para o Senhor um dia de vingança, um ano de desforra para o defensor de Sião" (v. 8). Sião é o monte santo localizado em Belém, na Cidade de David (cf. 2Sm 5,7); é uma referência ao Povo de Israel.

Já que no folclore judaico Lilith é um demônio que aterroriza Edom, logo o profeta se utiliza desta figura para referir-se à desolação que se abaterá sobre os edomitas, tornando sua terra a morada do nada ou dos demônios ("liyliyth"). Ou será que depois do abate dos edomitas a “vampiresca chupa-cabra” foi fazer lá sua morada e ficou quietinha até os dias de hoje tirando umas férias?
A existência de Lilith apresenta um outro problema teológico. Com o pecado original Deus amaldiçoou a terra (cf. Gn 3,17) por isso o gene em Adão e Eva ficou “defeituoso” (pois vieram da terra). Se Adão perdeu seus “super poderes” com a maldição da terra, logo Lilith, que segundo a lenda foi formada da mesma terra, deixaria de ser um demônio e conseqüentemente voltaria a ser uma simples mortal como nós.



Como vemos, quanto mais mexemos no livro, mais a coisa fede (perdoem-me o termo).Não me impressiona que o Talmude babilônico tenha tanta influência pagã. Nos relatos do AT, o Senhor está sempre exortando e punindo Israel por causa de sua infidelidade às suas Leis e inclinação ao paganismo. Até mesmo os sacerdotes praticavam sua religião secreta profanando o Templo (cf. Ez 7,16-17) o que motivou Deus a entregar Israel ao domínio pagão.


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29 de maio de 2012

Ilha de Páscoa




"Dizem que a Ilha de Páscoa teria sido parte de um continente desaparecido sob as águas.". - "Mistérios Antigos"
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A Ilha de Páscoa é uma ilha vulcânica situada na Polinésia, ao Sul do Oceano Pacífico e a 3.700 km de distância da costa leste do Chile, possuindo assim um clima subtropical. De origem vulcânica remete à fusão de três vulcões. O mais antigo deles é o Poike, com seus 3 milhões de anos, seguido pelo vulcão Rano Raraku, de 2.5 milhões de anos e finalmente, o mais novo, chamado de Maunga Terevaka (de 12.000 a 10.000 anos).
A ilha ocupa uma área de 390 Km². As atividades econômicas da ilha são agricultura (trigo, milho, inhame e frutas tropicais), criação de ovelhas e turismo.
Em Rapanui, o idioma local, é denominado Rapa Nui "Ilha Grande", Te pito o te henúa "Umbigo do Mundo" e Mata ki te rangi "Olhos fixados no Céu".


A Ilha é famosa por suas enormes estátuas de pedra conhecidas como Moais (cabeças gigantescas talhadas na rocha vulcânicas), estátuas de madeira e tábuas contendo inscrições hieroglíficas. Um dos maiores mistérios dos "Moais", é o fato de pertencerem todos ao mesmo tipo e somente encontrados nessa ilha.
Em 1722, o comandante holandês Jacob Roggeveen, junto com seus marinheiros, desembarcou de seus 3 navios numa das praias da ilha um dia antes do domingo de Páscoa. Por essa razão, no dia 5 de Abril, batizaram-na com o nome Ilha de Páscoa.

 

Mas a ilha já tinha sido descoberta há séculos, há indícios de que os seus habitantes vieram de alguma ilha do Oceano Pacífico, provavelmente das Ilhas Marquesas e Mangareva. Dizem que a Ilha de Páscoa teria sido parte de um continente desaparecido sob as águas.
Em 1786, o francês La Perouse lá desembarcou e constatou a existência de refúgios secretos e cavernas subterrâneas onde se abrigavam os nativos.
Este viajante percebeu que as enormes estátuas de pedra não deveriam ser apenas ídolos, mas monumentos erguidos em memória de pessoas muito importantes.
As estátuas de Páscoa medem de 6 a 10 metros de altura em média, enquanto a maior delas mede quase 22 metros. Na opinião de Thor Heyerdahl (Aku-Aku, Ed. Albin Michel) e dos arqueólogos modernos, elas foram destacadas dos flancos da montanha - o vulcão Rano Raraku - e puxadas por rampas descendentes chamadas "Caminhos das Estátuas", até seu lugar definitivo.


Em 1956, Heyerdahl tentou com sucesso essa experiência deixando que os nativos usassem somente os meios de que dispunham, a saber: machados de pedras e cabos. Aliás, o mistério não está na maneira em que as estátuas foram esculpidas ou transportadas , mas se refere muito mais ao povo que conseguiu aquele feito e que alguns acreditam ter uma certa relação com o continente Mu.
A maior das estátuas , a de 22 metros , que é chamada "o Gigante", não está separada do flanco do vulcão, mas o arqueólogo americano William Mulloy, que estuda este problema, acredita que ela também seria transportada como as outras.
O Livro dos Mundos Esquecidos de R. Charroux --- Hemus --- 1975

 
No lugar podem ser encontradas muitas pontas de lança e machados em basalto duro.
A pedra que serve para esculpir as estátuas é de tufo mais mole. As costas das estátuas eram cuidadosamente polidas para poderem deslizar mais facilmente pelos "caminhos" como se estivessem esquiando.
As órbitas eram entalhadas antes do transporte, mas o olho era esculpido somente quando a estátua chegava em seu lugar definitivo, durante uma cerimônia chamada "Abertura dos Olhos".
Era aí então que a estátua recebia sua vida e sua força, e seu olhar dirigido para o interior da ilha, protegia as aldeias e seus habitantes. Em 9 de setembro de 1888, o Chile tomou posse da ilha definitivamente.
Os pascoenses, como todos os povos polinésios, são extremamente afáveis e possuem um grande instinto musical. Freqüentemente são organizados na ilha bailes tradicionais, seguidos de festejos (sau sau) que fazem a delícia dos visitantes.


A Enigmática Ilha de Páscoa continua sendo um Antigo Mistério...




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3 de maio de 2012

Religião de mistérios



Religião de mistério ou mistérios é uma forma de religião com arcanos, ou um corpo de conhecimento secreto. Nela, há um conjunto central de crenças e práticas de natureza religiosa que são reveladas apenas aos iniciados em seus segredos.
As religiões de mistérios era comuns na Antiguidade, sendo exemplos delas os mistérios de Elêusis, o orfismo, o pitagorismo, o culto àÍsis, o culto a Mitra e os gnósticos. Nos tempos modernos, algumas das religiões de mistérios praticadas são o Cristianismo Esotérico, oRosacrucianismo e a religião dos druzos.


Elementos comuns às religiões de mistérios

Os Mistérios eram, em todos os países nos quais eram praticados, uma série de representações dramáticas, onde a cosmogonia e a natureza oculta eram personificadas por sacerdotes e neófitos, desempenhando o papel de diferentes deuses e deusas, repetindo alegorias(cenas) de passagens de suas vidas. As encenações eram posteriormente explicadas aos candidatos em seu sentido oculto e incorporadas às doutrinas filosóficas e a vida cotidiana.
Os iniciados recorriam a um conjunto de práticas como o jejum, a flagelação, o sacrifício de animais (como o touro ou os porcos) ou o rapar da cabeça.
O sacerdócio que estava ligado aos Mistérios não tinha uma estrutura rígida, sendo na sua maioria constituído por mulheres.

Os Mistérios na Grécia

Um dos mistérios mais importantes da Grécia Antiga eram os Mistérios de Elêusis. A origem deste culto é desconhecida, tendo sido proposta uma proveniência egípciacretensetessálica ou trácia.
Segundo o mito, que se conhece através do "Hino a Démeter" atribuído a HomeroHades, divindade do mundo subterrâneo, desejava ter uma esposa, tendo raptando uma jovem chamada Perséfone. A sua mãe, Démeter, desesperada pelo desaparecimento da filha percorreu toda a terra à procura dela. Démeter acabaria por se fixar em Elêusis, localidade situada na Ática, entre Atenas e Mégara, onde tomou a forma de uma idosa. Nesta forma humana, a deusa travaria conhecimento com as filhas de Celeu, chefe local, e com a mãe destas, Metaneira. Esta convidou-a ser ama de um dos seus filhos, uma criança que estava doente. Démeter aceitou e graças aos seus cuidados a criança melhorou. De acordo com o relato, a deusa realizava no menino tratamentos místicos com ambrósia e fogo, que lhe concederiam a imortalidade se não tivessem sido interrompidos por Metaneira. Uma noite Metaneira espreitou a deusa durante a realização dos tratamentos e gritou por ver fogo sobre o filho. Démeter decidiu então revelar a sua identidade aos homens e exigiu a construção de um templo dedicado a si em Elêusis, onde ensinaria aos homens os seus ritos.
Entretanto, Démeter tinha recusado realizar os seus deveres de deusa agrícola e uma grande fome abateu-se sobre a terra. Hades foi obrigado a soltar Perséfone, mas uma vez que esta tinha consumido uma semente de romã não poderia voltar completamente a viver na terra junto da mãe. Uma solução de compromisso seria alcançada: Perséfone passaria um terço do ano com Hades e o resto com a sua mãe. Satisfeita, Démeter permitiu que a terra voltasse a produzir o trigo.
As celebrações decorriam todos os anos em Setembro, sendo antecedidas pelo envio de mensageiros especiais a todas as cidades que proclamavam uma trégua sagrada de quarenta e cinco dias e solicitavam o envio de delegações oficiais. Começavam na Ágora de Atenas, onde se reúnia o povo que desejava participar. No Pórtico das Pinturas, o arconte rei realizava uma declaração na qual afirmava que só poderiam prosseguir até Elêusis aqueles que tivessem fala intelegível e as mãos limpas. Depois de tomarem um banho ritual no mar e sacrificarem porcos, os peregrinos deixavam Atenas e caminho de Elêusis percorrendo a Estrada Sagrada.
Em Elêusis, depois de um dia de descanso e de purificações, decorriam as cerimónias no interior de um recinto denominado telestérion. Não se sabe o que acontecia dentro do telésterion, devido ao secretismo a que os participantes estavam obrigados. Pode-se contudo afirmar que havia coisas feitas, coisas mostradas e coisas ditas.


O culto dionisíaco

O culto de Dioniso datava da época micénica, sendo talvez originário da Trácia. Dioniso era entre os Gregos uma divindade associada à fecundidade e ao vinho.
O seu culto não tinha um santuário fixo, sendo praticado onde quer que existisse um grupo de adoradores do deus. Esses adoradores eram na sua maioria mulheres, sendo designadadas como Ménades ou Bacantes.
Durante o Inverno as Bacantes, descalçadas e vestidas com roupas leves, com peles de gamos sobre os ombros, subiam às montanhas cobertas de neve para se entregarem a danças agitadas. Estas danças frenéticas forneciam aos adeptos um sentimento de liberdade e força, sendo atribuído às Bacantes actos impressionantes, como desenraizar árvores. Levavam consigo um bastão - denominado tirso - envolto com heras e encimado por uma pinha. As mulheres caçavam também animais que consumiam crus (omofagia), acreditando que com este acto adquiriam a vitalidade do deus. Este parece ter sido o ponto principal do culto, embora também se especule que a promessa da imortalidade figurasse igualmente nele.
Os Gregos consideraram este culto nocivo e muitos governantes das cidades-estado tentaram bani-lo.


Etimologia

A palavra Mistérios deriva do grego "muô", o ato de fechar a boca. Cada símbolo a eles relacionados tinham significados ocultos, uma vez que Platão e vários outros sábios filósofos da Antiguidade consideravam-nos altamente religiosos, morais e benéficos.




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1 de abril de 2012

Camarilla e seus clãs


O Camarilla é um grande grupo de vampiros que se formou em finais da Época Medieval. Uma "Nação Unida" de vampiros de todas as espécies, foi formado para proteger os vampiros da ira da Inquisição, para manter as Tradições de Caine, e para reforçar a grande "Masquerade". Muitos dos vampiros do Camarilla, relembrando-se das noites infernais de quando eram perseguidos e exterminados, apoiam a Masquerade fanáticamente. Os vampiros do Camarilla rejeitam a ideia que se tem de ver os vampiros como monstros predadores, preferindo em vez disso viver na clandestinidade entre os mortais e alimentando-se cautelosamente.
O Camarilla é a facção mais populosa, e (pelo menos em teoria) a mais poderosa. Engloba sete clãs de vampiros, cada um com a sua cultura, e tantas diferêncas traduzem-se em discordias e por vezes falta de harmonia. Governado por uma espécia de parlamentarismo turbulento, o Camarilla é demasiado lento a reagir e muitas vezes indecisos, mesmo estando diante do perigo; no entanto, quando todos unem as suas forças, o Camarilla é verdadeiramente imparavél.








Brujah


O clã Brujah é largamente constituido por rebeldes. Individualistas, sinceros e violentos, os Brujah têm alguns dos mais violentos vampiros do Camarilla. muitos dos outros vampiros vêm os Brujah como nada mais do que uns punks e descrentes.
Os Brujah adoptam paxões e causas, que apoiam com todas as forças e seguem com toda a convicção. Alguns deles seguem os passos de alguns membros mais carismaticos do seu clã, enquanto que outros preferiam o provocador individualismo. O clã proclama uma historia rica em guerrieros-poetas, e este conceito foi adoptado por eles para as noites modernas: muitos dos Brujah adoram ter uma oportunidade para expremirem a sua mentalidade, e depois satisfazerem-se com um pouco de destruição para ilustrarem bem os seus pontos de vista. Tendo um inimigo em comum, os Brujah, mesmo que com ideais completamente diferentes lutarão lado a lado para se oporem ao seu adversário. Quando o inimigo for derrotado, as alianças desfazem-se e tudo volta ao normal.
Os Brujah acrediam no comportamento caotico e perturbado para fazer passar as suas ideias. De facto, dos Brujah espera-se sempre uma certa incoerência e uma incitaçao a desordem; Este comportamento so ajuda os membros mais eloquentes e de boa reputação, quem não precisam de recorrer a violência para explicar os seus argumentos.
Os Brujah são a parte fisíca do Camarilla. Alguns membros do clã vêm-se como uma instituição dentro da comunidade Camarilla, e circula por entre o clã algo mais do que uma simples inquietação. Os outros clãs acreditam que os Brujah seriam os primeiros a abandonar o Camarilla. Os Brujah acreditam no mesmo...
Facção: A maioria dos Brujah pertençe ao Camarilla. Os Brujah também suportam os anarquistas, muito mais do que o próprio Camarilla. Na realidade, os anarquicos tem mais membros do clã Brujah, do que todos os membros de outros clãs juntos.
Aparência: Os Brujah vairam muito de aparência, se bem que a maioria adopta por um estilo radical e arrojado. Se fossemos idealizar a letra o tipico Brujah, este estaria vestido de um blusão motard, calças de ganga esfarrapadas, botas de tropa e um penteado assustador. Na verdade, poucos Brujah se assentam naquela imagem. Jovens, com roupas da moda e penteados notaveis são varias vezes encontrados entre os Brujah, mas outros preferem guarda roupas mais elegantes para que os outros os encarem a sério. No fim de contas, a aparência de um Brujah reflecte a sua personalidade: Um Skinhead é muito provavél que seja um rebelde e anarquista, Enquanto que um individuo de aparência respeitavel vestindo um fato, pode muito bem ser um reformista ou liberal. Note-se que, qual quer que seja a aparência de um Brujah, dado a sua nao-conformidade, qualquer supusição baseada pela aparência pode ser potêncialmente perigosa. Os Brujah aparentam-se como quiserem.
Abrigos: Resumidamente: Onde eles bem quiserem. Mais do que qualquer outro clã, os Brujah não se importam de dividir o seu espaço com outros clãs. Os Brujah têm sempre mais do que um abrigo, pois como estão quase sempre em conflicto, poderia-se tornar impossivél voltar sempre ao mesmo refugio em segurança. Alguns Brujah tem a pratica urbana de invasão de casas, dominar ou matar os ocupantes e ficar com a casa. Contudo, a invasão de casas raramente suscita o interesse dos Brujah, e eles mudam-se bastante, sempre que se cançam de determinado sitio.


Gangrel


De todos os vampiros, os Gangrel são provavelmente aqueles que são mais fieis as suas origens. Estes nómadas solitarios rejeitão o constragimento das sociedades, preferindo o conforto de areas mais desertas. A maneira de como eles se safam a ira dos lobisomens é desconhecida; talvez tenha alguma coisa a haver com o facto de os Grangel conseguirem mudar as suas formas. Quando um mortal fala de um vampiro que mudou a sua forma para um lobo ou um morcego, ele refere-se muito provavélmente a um Gangrel.
Tal qual como os Brujah, os Grangel são guerreiros ferozes; por outro lado, a ferocidade dos Gangrel não vem dos ideais rebeldes e anarquicos dos Brujah, mas sim de instinctos animais. Os Gangrel estão entre os mais predadores de todos os clãs, e adoram a excitação de uma caçada. Eles tem um profunda compreensão da Besta que existe nas suas almas, e preferem passar as noites em comunicação com os animais que eles encarnam. De Facto, os Gangrel são tão harmoniozos com as Bestas que encarnam, que quando se envolvem demasiado, apareçem-lhes pelo corpo varios traços fisionomicos dos animais.
O clã tem pouco contacto com, ou consideração, pelos outros parentes. Isto pode dever-se ao facto de desejarem evitar as armadilhas dos Jyhad, mas é mais provavél que seja apenas puro desinteresse. Certamente, os Gangrel são vistos como um clã tranquilo, taciturno e fechado. Apesar de isto ser verdade para todos os membros do clã, denota-se nos Gangrel uma certa ostêntação como as dos Toreador ou Ventrue.
Os Gangrel têm uma ligação muito forte com os ciganos, adoptando muito da sua cultura, como a fala e as suas maneiras. Rumores especulam que os ciganos são de facto descendentes dos antediluvianos que fundaram o clã Gangrel. Assim sendo, como dizem os rumores, aquele que magoar ou arrastar um cigano para o seu clã, ira sofrer a furia dos anciãos. Obviamente os vampiros do clã Ravnos ignoram este rumor de proibição, tendo os Ravnos e os Gangrel uma relação de odio uns pelos outros.
Facção: O clã Gangrel é normalmente dos Camarilla, apesar de existirem alguns membros dos Gagrel nos Sabbat. A maioria dos Gangrel não se mostra preocupado com as facções, havendo rumores de uma completa separação dos Camarilla.
Aparência: O rigido estilo de vida dos Gangrel e a sua falta de interesse pela moda, faz com que eles se pareçam grosseiros e selvagens. Junte-se isto ás caracteristicas animalescas comuns entre o clã, e os Grangel por vezes pareçem completamente assustadores. Alguns mortais e parentes, acham uma certa beleza predadora nos Gangrel, mas isto pode induzi-los em erro quanto ás verdadeiras intenções dos Gangrel.
Abrigos: Muitas das vezes os Gangrel não tem abrigos permanentes, dormindo onde quer que encontrem um abrigo do sol. Os Gangrel possuem a mestria mais que suficiente da disciplina Protean, dormem no chão dos parques e em outros sitios com terra natural. Apesar de que muitos dos Gangrel viajam de terra em terra, preferem repousar ao relento, eles são também tão vuneraveís aos ataques dos lobisomens como os seus outros parentes, vendo-se as vezes forçados a ficar confinados em recintos urbanos.



Malkavian



Mesmo os outros clãs temem os Malkavian. O seu sangue amaldiçoado poluiu a suas mentes, como resultado disso, todos os Malkavian sofrem irremediavelmente de perturbações mentais. O pior de tudo é que a locura dos Malkavian pode assumir qualquer forma, como excessivas tendencias homicidas. Os poucos cujas psicoses são imediatamente obvias, são dos mais terriveis vampiros a andar pelas ruas.
Desde os primordios, os Malkavian têm agitado toda a comunidade de vampiros á sua passagem. Apesar de o clã não ter provocado grandes guerras nem ter feito derrubar nenhum governo dos mortais (pelo menos, não com o conhecimento de todos os outros vampiros), a simples presença de um Malkavian é o suficiente para haver mudanças subteis numa cidade. O caos rodeia os Malkavian, e aqueles que se associem mesmo com o mais bem intencionado dos Malkavian, muitas vezes vêm a sua vida mudar pela demência destes vampiros.
Recentemente, os Malkavian executaram a sua maior "brincadeira" de sempre. Ninguem consegue dizer se foi idealizado num grande Parlamento de Malkavians realizado algures numa vila Europeia, ou num qualquer pantanal sem vida e esqueçido afastado da civilização. Algumas historias falam de uma epidemia de demência colectiva naqueles em cujas veias corre o sangue dos Malkavian. Qualquer que seja a causa, os Malkavian de todo o mundo começaram a ostentar um novo e perigoso padrão de loucura, acompanhado por bizarros eventos em cidades de parentespor todo o mundo. Um dos firmes conceitos dos Malkavian, consiste em considerar os Jyhad como sendo uma piada instigada pelo criador do clã; alguns parentes perguntam-se, se na verdade, os Malkavian não terão pregado a partida a eles.
Ninguém consegue dizer exactamente o que torna este clã tão perigoso. Certamente que a sua loucura muita vezes os liberta do medo da dôr ou da morte. Mais do que apenas alguns Malkavian demonstram um impulso horroroso e mortifero ou uma completa falta de emoções, incluindo a compaixão. Os malkavian estão livres dos limites da racionalidade e podem fazer o que lhes apeteçe - e esta liberdade é conjugada com um estranho conhecimento e sabedoria que não pode ser compreendida pelos sãos. Os Malkavian possuem um intelecto obscuro que é por vezes - e de modo crescente - regulado para propositos assustadores.
Facção: Os Malkavian como clã têm um entendimento com os Camarilla. Eles também se encontram, apesar de em menor número, nos Sabbat, onde até aterrorizam os seus proprios parceiros com as suas exibições psicoticas. No fundo a sua verdadeira lealdade provavélmente transcende facções. Quando chegar a Gehenna (Inferno), ninguém sabe dizer com a certeza onde é que os Malkavian vão ficar.
Aparência: Os Malkavian usam desde uma gama com aspecto terrivélmente pisotico a uma convincentemente usual em todos os aspectos - por vezes combinam as duas ao mesmo tempo. Tal qual como os assassinos em série, eles podem ser qualquer pessoa - o mal arranjado vadio a falar consigo mesmo, ou mesmo o agradavél mas silencioso vizinho. Estes vampiros são capazes de grande subtileza, e raramente mostram a alguem outra face que não seja aquela que eles querem que as pessoas vejam.
Abrigos: Os Malkavian so escolhem os abrigos que eles gostam, apesar de alguns encontrarem velhos hospitais e asilos deficientemente consolidados mesmo aos seus gostos. Muitos pareçem gostar da companhia de mortais sem esperânças, e preferem bairros de lata e instituições a abrigos mais isolados.


Nosferatu




Os filhos de Caine são apelidados de "Os Condenados", e ninguém encarna mais neste papel que os miseraveís Nosferatu. Os Nosferatu carregam consigo uma antiga e terrivél maldição, pois ja não são feitos á imagem de Deus; a transformação vampirica, deformou-lhes o corpo, transformando-os em abominações aos olhos dos homens e dos anjos. Marginalizado pela sociedade dos mortais e dos vampiros, estes seres deformados assombram as catacumbas e todos os tipos de lugares escuros e desertos.
Os Nosferatu raramente confraternizavam com os mortais, mas ficaram enraizados na sociedade dos humanos como monstros. Outros vampiros, com medo dos roubos dos Nosferatu aos seus clãs, levaram estas criaturas a procurar abrigo em baldios, longe das sociedades. Este exilio forçado, combinado com a revulsão intrinseca que a sua aparência inspirava, tornou-os no perfeito bode expiatório para tudo o que não tinham explicação, real ou imaginário. Esta malvada (e nada merecida) reputação forçou os Nosferatu a estarem para sempre em movimento, sempre escondidos, sem poderem descançar devido ao medo da exterminação.
Muitas vezes eles evitaram a sua destruição traficando preciosas informações. A sua dependencia em fazer as coisas pela calada, comunicar com bestas e estar sempre em movimento de lugar para lugar, propocionou-lhes acesso a muita informação que os seus congeneres menos audazes não tinham conhecimento. Mesmo os Nosferatu que viviam nos perimetros das cidades, descobriram que as suas escolhas de estadia e de victimas, lhes forneciam conhecimento secreto de todo o tipo de informações e de assuntos vulagares, inacessiveis mesmo ao mais grandioso clã. Os Nosferatu aprenderam que os mais refinados principes Ventrue muitas vezes cobriam o pescoço, tapavam o nariz e davam um pedinte ou dois, em troca de informação sobre o seu clã rival Lasombra. (e se o ragateio se provasse futil, os Nosferatu não estavam imunes a chantagens...)
Desde o aparecimento da Cristandande, muitos Nosferatu mudaram os seus comportamentos. Viam-se amaldiçoados por Deus, mas capazes da salvação atravéz de Cristo (quem quer que fosse), aguentaram com firmeza e com sofrimento a sua penitência na terra, na tentativa de evitar o inferno. Como o Nosferatu tem de se manter encondido entre a camada social mais baixa dos mortais, encontram desta maneira muitas oportunidades de fazer bons trabalhos a partir da escuridão.
Aparência: Cada Nosferatu é único, sendo cada um mais repugnante que o outro. As suas deformidades são tão exageradas como grotescas. Alguns tem aspecto de um corpo em decomposição, sem narizes e orelhas; outros aparentam-se com demonios ou roedores vorazes. Muitos perdem o cabelo e deixam cresçer inchaços e verrugas como os sapos. Alguns tem uma pele gordurosa e enrugada, outros horrivelmente não tem pele, parecendo-se como porcos esfolados num mercado. Um cheiro pestilento circunda os Nosferatu, atraindo muitas das vez pragas de moscas e de gafanhotos. Em todos os Nosferatu, a falta de higiene é evidente. Num esforço para esconder a sua vergonha (e evitar os caçadores de bruxas), muitos dos Nosferatu encobrem-se numa especie de sarapilheira.
Abrigos: Os Nosferatu assombram sitios abandonados e pestilentos, de preferência ruinas, pântanos, florestas ou, de preferência, zonas infectadas por pragas. Nas cidades, tendem a habitar catacumbas antigas, leprosarias, masmorras e casas baratas fora dos limites da cidade. Os grandes montes de estrume comuns as cidades da época medieval, serviam de abrigo diurno (e era mesmo muito pouco provavél que mesmo o mais zeloso caçador de bruxas, fosse escavar um monte de estrume á procura de um vampiro adormecido).
Antecedentes: Os Nosferatu escolhem as suas vitimas da mais baixa classe da sociedade: idiotas, leprosos, ermitas, criminosos e vagabundos. Os Nosferatu na caminhada para o céu, muitas vezes castigam os orgulhosos, hipócritas e outros pecadores, forçando-os a entrar no clã. Os Judeus eram os favoritos, pois muitas das vezes eram inteligentes e praticos, mas não tinham protecção contra os vampiros. Ocasionalmente, um Nosferatu indignado, escolhe uma belas victima para a tornar monstrousa, mas hoje em dia esta pratica já nãoé comum.
Personalidade: A maioria dos Nosferatu tem a ideologia de um pedinte ou de um estranho a uma sociedade. Os atributos fisicos e os talentos são geralmente essênciais, pois têm de ser rapidos, espertos e tem de dar preparados para sobreviver com as suas inumeras privações. Raramente tem aliados, contactos, servidores ou qualquer outra coisa que os ligue ao mundo dos mortais. Apesar de tudo, o raro humano que ajudar um Nosferatu, terá um amigo para a vida (e para a dos seus filhos, netos.... ). O caminho para o céu é comum entre os Nosferatu, seguido de perto pelo caminho da besta. Muitos Nosferatu rejeitão o caminho da humanidade, não se considerando dignos da humanidade.


Toreador


Os Toreador são apelidados de varios nomes - "degenerados", "artistas", "hedonistas", á execpção de uns poucos. Mas qualquer má categorização do clã, pode lhes causar prejuizos. Dependendo do individuo e da seu temperamento, os Toreador são alternativamente elegantes e exibicionistas, brilhantes e absurdos, visionarios e dissipados. Talvez a maior evidênica que pode ser aplicada ao clã inteiro, é o zelo estético em todos os seus membros. O que quer que seja quem um Toreador faça, ele gosta de o fazer com paixão. Da mesma maneira que aquilo que um Toreador é, gosta de o ser com paixão.
Para os Toreador, a vida eterna é para ser saboreada. Muitos Toreador foram artistas, musicos ou poetas em vida; muitos mais gastaram frustrantes séculos produzindo ridiculas tentativas de arte, musica ou poesia. Os Toreador consideram-se como cultivadores de tudo o que há de bom na humanidade. Ocasionalmente, um talentoso e inspirado criador é adoptado para o clã, para preservar esse talente para a eternidade. Desta maneira, o clã Toreador fez ingressar nas suas fileiras, grandes artistas, poetas e musicos humanos; uma das coisas que se pode dizer acerca dos Toreador, é que não há dois membros que concordem precisamente com o mesmo significado para "talentoso" ou "inspirado".
De todos os clãs, os Toreador são os vampiros com maiores ligações ao mundo dos mortais, enquanto que outros vampiros vêm os humanos como gado ou como simplesmente sustento. Os Toreador são os vampiros que mais têm probabilidades de se envolverem emocionalmente com mortais, e eles rodeam-se com as melhores, mais elegantes e luxuriosas coisas - e pessoas - que o mundo tem para oferecer. É desta forma, muito trágico quando um Toreador sucumbe ao tédio e desfaz-se da sua busca estética a favor de prazeres sem sentido. Tais vampiros tornam-se caçadores de prazeres decadentes, preocupados somente em agir de acordo com os seus caprichos e vicios.
Os Toreador estão comprometidos com o Camarilla e partilham o amor pela alta sociedade com os Ventrue, mas não o tédio de realmente dirigir as coisas - é para isso que que funcionarios servem. Os Toreador sabem que a sua função é cativar e inspirar - atravéz dos seus brilhantes discursos, graciosos actos e da simples, cintilante existência.
Facção: A maioria dos Toreador estão no Camarilla, a nobre organização que promove a "cultura" e permite aos Toreador viver entre os mortais que eles tanto prezam. Aqueles que estão no Sabbat perseguem bizarros passatempos "artisticos", tal como torturas e pinturas de sangue, ou são governantes dos mais decadentes movimentos secretos.
Aparência: Os Toreador adoptam novos membros para o seu clã por paixão, como por qualquer outra razão; consequentemente, muitos Toreador são criaturas de inigualavél beleza. De todos os vampiros, os Toreador são os que estão mais harmonizados com as tendências da moda humana; os Toreador centenários são muitas das vezes mais elegantes, que mortais rondando a idade dos trinta anos. Quanto mais se estiver na moda, maiores são as chançes de se ser adoptado pelos Toreador.
Abrigos: Os Toreador tomam todos os cuidados possivéis para se assegurarem de que os seus abrigos são confortavéis, convenientes para socializar e - acima de tudo - estar em conformidade com os seus gostos estéticos. Os vampiros de uma maior tendência artistica podem manter vastos sótãos para poderem exibir os seus trabalhos, enquanto que a contraparte dos "exibicionistas" gostam de manter grande e opulentos apartamentos perfeitos para hospedar grandes festas.


Tremere



Quer sejam receados, desconfiados, temidos ou ultrajados por todos os outros, os insulares vampiros do clã Tremere são tudo menos desconhecidos. Aqueles que já ouviram falar das acções do clã, são titpicamente suspeitos dos Tremere, e com boas razões - a alcunha de feitiçeiros cai-lhes na perfeição. Por meio dos seus proprios artificios, os Tremere são mestres numa forma de feitiçaria vampirica, com rituais e feitiços tão potentes - senão muito mais - do que outros poderes de qualquer outro clã. Combinando a hierarquia rigida com a ambição tão comum entre os Tremere, este poder é pertubador para aqueles que sabem o que os Tremere são capazes de fazer.
De acordo com alguns registos de outros clãs, os Tremere formaram o seu clã muito recentemente, pelo menos pelo criterio dos imortais. A lenda conta que na Europa durante a Idade das Trevas, uma associação secreta de feitiçeiros humanos decretaram um grande ritual sobre os corpos adormecidos dos ante-diluvianos, e desse modo tiraram para eles mesmo o dom do vampirismo. A guerra sucedeu-se pouco depois - o inexperiente clã encontrou-se cercado pelos enraivecidos clãs. Mas os Tremere não são mais do que sobreviventes. As suas magias humanas perderam-se, mas mesmo assim conseguiram alterar os seus rituais. Estes dotes magicos, agora praticados como a Disciplina Taumaturgia, assegurou desde então o futuro dos Tremere entre os outros clãs.
Estes vampiros entram de boa vontade nos jogos de diplomacia e de intrigas com os novos parentes. No entanto, o seu comportamento tem sempre vestigios de um pouco de paranoia, pois os Tremere sabem que os mais velhos de pelo menos três outros clãs carregam consigo uma terrivél má vontade que ainda esta por compensar. Por esse motivo, os Tremere trabalham por ganhar todos aliados possiveis, mesmo quando estão empenhados em aumentar a sua mestria em magia. Isto é o minimo que eles precisam para sobreviver. Como resultado, os Tremere estão entre os mais activos e instruidos de todos os clãs; poucos tem a sorte de sairem ilesos depois de se crusarem com estes magicos.
Os Tremere são vampiros do antigo mundo, mas ja percorreram continentes a procura de um sitio para se estabelecerem. A mais alta autoridade do clã situa-se em Vienna, onde os mais antigos do clã Tremere se reunem em assembleia e discutem as directivas futuras do clã. Mas muitas das grande cidades em todo o mundo albergam outros polos de poder Tremere - casas bem defendidas quem eram em parte universidades, mosteiros e fortalezas. É nesses sitios que os Tremere se reunem para trocar informações e estudar a sua feitiçaria vampirica, salvos das atenções dos seus rivais.
Facção: Os Tremere ficaram mais do que contentes ao se juntarem ao Camarilla na altura em que esta foi criada, e tornaram-se de grande valor dentro da facção. Na verdade, os Tremere são um dos pilares de segurança da facção. Eles tem um especial interesse em manter o Camarilla forte, e é claro que com os seus inimigos Tzimisce, que deram instruções a todos os que pertençem ao Sabbat para atacar todos os Tremere que encontrassem, que estes precisassem de aliados. Com os valiosos poderes magicos que os Tremere possuem, não lhes foi dificil encontrar o apoio que precisavam dentro do Camarilla. Com a protecção do Camarilla, os Tremere estão livres para procurar a mestria que eles tão avidamente desejam.
Aparência: Os feiticeiros Tremere são tipicamente imponentes ou sinistros. Alguns optam por um visual mais classico, de fato e gravata; outros preferem um visual mais antiquado, vestindo-se com fatos ao estilo dos anos 1940. Muitos usam encantos e amuletos com inscrições obscuras ou outros simbolos, como sinal do seu conhecimento. Apesar de alguns Tremere individualistas usarem desde uma gama imaculadamente precisa a uma desarrumada e excêntrica, um feitiçeiro vampiro tem sempre um brilho de compreensão e de perspicácia escondido no seu olhar.
Abrigos: Enquanto que um feiticeiro pode manter o seu abrigo individual (muitas das vezes com extensas bibliotecas), o clã mantêm um abrigo em todas as cidades que alberguem uma forte presença Tremere. Estes abrigos estão abertos a todos os que pertençam ao clã Tremere, sendo inteiramente proibido para todos os outros clãs. Os Tremere são infames para com os seus abrigos muito bem guardados; quase todos se vangloriam da sua mistica protecção, que até mesmo outro tremere acharia dificil rodear.



Ventrue



Os parentes do clã Ventrue têm a reputação de serem honrados, bem educados e de gosto impecavél. Desde tempos antigos que os Ventrue têm sido o clã mais influente do Camarilla, esforçando-se por fazer manter as tradições dos ansiões e a procura de arranjar uma forma de mudar o destino dos parentes. Em noites de tempos já passados, os Ventrue foram escolhidos dos nobres, principes mercadores ou de outras pessoas que tivem-se poder. Nos tempos modernos o clã faz o recrutamento em familias saudaveís e abastadas, pessoas que sobem implacavélmente nas corporações e politicos. Qualquer que seja a sua origem, os Ventrue preservam a estabilidade e mantêm a ordem do Camarilla. Outros clãs por vezes vêm os Ventrue como arrogantes ou avarentos, mas para os Ventrue, os seus modelos de orientações é mais uma questão de destino do que de honra.
Os Ventrue apoiam a "Masquerade" de todo o coração, sentindo que por debaixo da sua protecção, uma melhor existençia para todos os vampiros pode ser obtida. Na ideologia dos Ventrue, os outros clãs são impertinentes e impetuosos. Demasiado empenhados em ter grandes confortos em curto prazo, muitos vampiros darão de boa vontade uma eternidade amanhã, em troca de uma noite cheia de confortos. Sem os Ventrue não haveria a "Masquerade"; sem a "Masquerade" não haveria vampiros. Deste modo, os Ventrue têm o peso do Atlas nos seus ombros. Nenhum outro clã conseguiria liderar os filhos de Caine nas noites infernais que estão pra vir - ou assim dizem os Ventrue, que se consideram aptos para a sua liderança. Apesar de tudo a sua reputação apoia-se nisso.
Os Ventrues vêm-se a eles proprios como nobres, lutando para proteger a hierarquia dos outros parentes. Eles sãos os reis, cavaleiros e barões das noites modernas. Apesar de a luta ter mudado dos campos de batalha para salas de conçelhos e de listas de torneios para votos distritais, o clã Ventrue continua o duelo. Jovens Ventrue reunem e lideram tropas com os seus telefones celulares e limusines, enquanto que os mais velhos do clã olham para o horizonte a procura de pronuncios de nuvens ameaçadoras de tempestades. Muitas das herdades que estão sob controle dos Camarilla são controladas pelos Ventrue, e os outros clãs estão relutantes em lagar o controle das coisas que eles têm lutado desesperadamente por manter. Reputação e realização leva um parente para o seio da clã Ventrue, mas nada disso conta se o vampiro não conseguir manter a sua influência.
Outros vampiros por vezes lançam difamações aos Ventrue, difamando-os como hipocritas, pomposos ou mesmo tiranos - e no entanto continua a ser a eles que os outros vampiros recorrem qual algo corre mal. Os Ventrue cultivam influência e - tudo o que mais conseguirem - o controle dos média, policia, politicos, saúde e medicina, crime organizado, industria, finanças, transportes e até mesmo a igreja. Quando um vampiro lhes pede ajuda, eles podem forneçe-la, mas tem sempre um preço.
Facção: Elegantes, aristrocaticos e sumptuosos, os Ventrue são os lordes do Camarilla. É o clã Ventrue que dirige o Camarilla nas piores alturas. Mesmo agora na idade moderna, a maioria dos principes descendem do clã Ventrue. É claro que os Ventrue não admitiriam que se passasse o contrario.
Aparência: os Ventrue vestem-se de uma maneira classica e tradicional. Por vezes os Ventrue mudam o seu estilo, e pode-se frequentemente advinhar a idade de um vampiro Ventrue, determinando de que época são as vestes que ele está a utilizar. Os membros mais jovens do clã têm a tendência de seguir a furia da moda, mas por vezes perferem um estilo mais classico de fato e gravata. Os Ventrue são elegantes e distintos, mas raramente se inclinam para a ultima moda ou mesmo para roupas mais baratas. Apesar de tudo, deve-se sobressair, não chamar as atenções.
Abrigos: Só os melhores servem. os Ventrue geralmente fazem dos seus abrigos, mansões ou propriedades valiosas. Muitas das vezes estes vampiros descendem de familias abastadas, e os seus abrigos são por vezes ancestrais. Uma tradição antiga dos Ventrue diz que, qualquer membro do clã pode-se abrigar em casa de qualquer outro membro dos Ventrue, e a recusa não é aceitavél. Esta tradição raramente é evocada, pois para o vampiro que procura refugio em casa de outro, subsequentemente fica em grandes dividas para com o mesmo. Todavia, esta pratica ja salvou varias "vidas".




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