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7 de fevereiro de 2013

Quatro enigmas e conspirações da Antiguidade




Não é só Dan Brown que aborda conspirações e mensagens secretas em seus trabalhos. Alguns estudos acadêmicos deixariam esse e outros escritores de queixo caído.


1. Misticismo judaico na Capela Sistina




A figura de Deus cercado por anjos se assemelha ao formato de um cérebro humano (Fonte da imagem: Écrans)


Uma das mais famosas teorias acerca da pintura realizada por Michelangelo no teto da Capela Sistina, no Vaticano, é o fato de que a imagem de Deus, cercada por anjos e tocando o dedo de Adão, se assemelha a um grande e detalhado cérebro humano, com direito a representação do lobo frontal, quiasma óptico, tronco cerebral, hipófise e outras partes do órgão. O assunto já foi tema de artigo no Jornal da Associação Médica Americana.
Mas se depender de especialistas da Universidade Yeshiva, em Nova York, a obra de arte esconde outros mistérios, como a presença de símbolos da Cabala, disciplina e escola de pensamento que se preocupa com o aspecto esotérico do judaísmo. O professor Benjamin Blech, em conjunto com o guia turístico do Vaticano Roy Doliner, chegou a publicar um livro sobre o assunto, intitulado "The Sistine Secrets: Michelangelos Forbidden Messages in the Heart of the Vatican”.
Em entrevista para a ABC, os autores explicaram que Michelangelo deve ter aprendido os ensinamentos judaicos enquanto morou com Lorenzo de Medici, em Florença. Na época, Medici foi um grande líder e usou sua influência para que diversos artistas e intelectuais fossem para a cidade dele. Muitos desses novos moradores estudavam o Zohar, livro-base da Cabala.



EXEMPLOS CABALÍSTICOS DE MICHELANGELO


Na Cabala, a letra hebraica “guímel” simboliza a justiça ou a punição. Ao representar a luta entre David e Golias, o artista representou seus corpos de maneira que se assemelham ao formato da letra:



Davi e Golias são representados no formato da letra hebraica guímel (Fonte da imagem: Cracked)

Na cena em que Judite e sua criada carregam a cabeça do general Holoferne, Michelangelo pintou-a de maneira que se assemelha à forma da letra “chet”, que para a Cabala simboliza um ato gratuito e espontâneo de bondade e amor.

Foto 02
Judite e sua criada formam a letra "chet", que simboliza bondade e amor (Fonte da imagem:Cracked)


A Árvore da Ciência do Bem e do Mal, citada nos capítulos iniciais do Gênesis, é normalmente representada pela cultura cristã como sendo uma macieira. Porém, nos textos judaicos e na obra de Michelangelo, a árvore é uma figueira:



A "Árvore da Ciência do Bem e do Mal" foi retratado como sendo uma figueira




2. A sinfonia da Última Ceia


Um dos quadros mais famosos de Leonardo DaVinci, “A Última Ceia” possui uma sinfonia oculta, como se o polímata italiano tivesse também composto uma trilha sonora para acompanhar a cena pintada. É o que afirma o músico Giovanni Maria Pala, que ajudou a decifrar a música com a ajuda de um técnico em informática. Em entrevista para a MSNBC, Maria Pala afirma que a composição soa “como um réquiem” e “enfatiza a paixão de Jesus”.
Para reconstruir a música, o pesquisador considerou elementos da pintura que tivessem um grande valor simbólico para a teologia cristã, interpretando-os de maneira musical. Ao desenhar cinco linhas horizontais sobre a imagem da ceia, de maneira semelhante a uma partitura, Maria Pala percebeu que os pães e as mãos de Cristo e dos apóstolos representavam notas musicais.
De acordo com o músico, isso casa com o simbolismo de que os pães, para os cristãos, representam o corpo de Cristo, enquanto as mãos são usadas para abençoar o alimento. Porém, a “partitura” não parecia certa até que Maria Pala lembrou de um detalhe crucial: Leonardo DaVinci escrevia da direita para a esquerda, exigindo que o leitor tivesse que posicionar um espelho em frente aos seus textos para decifrá-los.
A pesquisa está detalhada no livro “A Música Oculta”, publicado no Brasil pela editora Larousse. No vídeo acima, você pode ouvir a sinfonia decifrada pelo pesquisador italiano.


3. Mozart era um illuminati


Talvez você não esteja acostumado a ouvir ópera, mas existe um trecho de A Flauta Mágica que é muito famoso (vídeo acima) e, frequentemente, aparece em comerciais, filmes e até mesmo como referência em músicas pop. Mas o que pouca gente sabe é que estudiosos acreditam que a composição de Mozart está repleta de analogias a respeito da maçonaria.
A Wikipédia possui um artigo inteiro dedicado ao assunto, citando, inclusive, um fato muito curioso: Mozart era um illuminati! Mas calma, antes de começar a queimar os CDs do compositor, é bom esclarecer que não estamos falando da mesma sociedade secreta da qual participava aquele ex-membro que revelou detalhes exclusivos ao Tecmundo.
O movimento seguido pelo compositor era o Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da época do Iluminismo que acreditava que a humanidade deveria obter mais conhecimento e deixar que apenas a razão guiasse seus passos. A própria história de “A Flauta Mágica” está relacionada a essa filosofia. Além disso, existem trechos de três notas que podem ser considerados como uma referência clara à maçonaria, já que o número 3 é o número favorito de seus seguidores.


 O Código de Newton

O século XVII foi a época das descobertas, pois muitos cientistas estavam ocupados em descobrir detalhes do “funcionamento” da Terra e do espaço, descobrindo planetas que até então não se tinham notícias e decifrando as leis da física que regem o nosso mundo.
Porém, com tanta concorrência e a ausência de um sistema de patentes que funcionasse de verdade, esses gênios precisavam manter seus estudos em segredo, caso contrário, uma pessoa mal intencionada poderia alegar ser a responsável por determinada descoberta.
Para evitar que isso acontecesse, os cientistas costumavam anotar suas teorias, transformando esses papéis em provas da autoria de uma pesquisa. Mas mesmo assim, um “vilão” poderia se apoderar dos escritos e tentar roubar a obra de alguém. Por isso, era comum que códigos fossem criados para criptografar as informações mais relevantes.


NEWTON X LEIBNIZ: FIGHT!


A ciência é uma prática complicada. Charles Darwin e Alfred Russel Wallace trabalharam, por acaso, nas bases que definiriam a teoria da evolução. E a matemática também teve um caso semelhante: Isaac Newton e Gottfried Leibniz desenvolveram, de maneira independente, um ramo da matemática conhecido como Cálculo Diferencial e Integral.




Sir Isaac Newton, aos 46 anos, pintado por Godfrey Kneller 



Durante a discussão entre os dois matemáticos que se deu por carta, Newton precisava provar que vinha pensando no Cálculo antes de Leibniz, mas precisava fazer isso sem entregar o teorema principal de seu trabalho para o rival. Portanto, em uma das correspondências, é possível ler a seguinte declaração de Newton:
"Eu não posso prosseguir com a explicação dos fluxions [Cálculo] agora, de modo que prefiro ocultá-la da seguinte maneira: 6accdae13eff7i3l9n4o4qrr4s8t12vx".
Se tivesse sido escrito na época de hoje, poderíamos dizer que o gato de estimação de Newton passeou por cima do teclado durante a redação da carta. Mas como isso foi produzido entre 1699 e 1711, pode-se assegurar, claramente, que a sequência de letras e números não passa de um anagrama. O código informava quantas vezes uma letra aparecia em uma frase escrita em latim.



O resultado do quebra-cabeça é:

"Data aequatione quotcunque fluentes quantitates involvente, fluxiones invenire; et vice versa"
Em bom português, essa frase se torna o teorema principal do Cálculo, usado por Newton para demonstrar que a derivação e a integração são processos inversos.
Sagaz, não?


Aqui está uma citação interessante da correspondência de Isaac Newton:




6accdae13eff7i3l9n4o4qrr4s8t12vx

Esta é a partir do 2 º ofício que Newton escreveu a Leibniz (via Oldenburg) em 1677. Ele estava respondendo a algumas perguntas de Leibniz sobre o seu método de séries infinitas e chegou perto de revelar o seu "método fluxional" (ou seja, o cálculo), mas, então, decidiu escondê-lo na forma de um anagrama. Depois de descrever seus métodos de tangentes e manipulação de máximos e mínimos, ele escreveu

As bases dessas operações é bastante evidente, de fato, mas porque eu não posso continuar com a explicação de que, agora, eu teria preferido ocultá-lo assim: 6accdae13eff7i3l9n4o4qrr4s8t12ux. Com esse fundamento Eu também tentei simplificar as teorias que dizem respeito a quadratura de curvas, e eu cheguei em certos Teoremas gerais.

O anagrama expressa, na terminologia de Newton, o teorema fundamental do cálculo: "Os dados aequatione quotcunque fluentes quantifica involvente, fluxiones Invenire; et vice-versa" vice, o que significa "Dada uma equação que envolve qualquer número de quantidades fluentes para encontrar as fluxões, e versa ". Organizando os personagens em sua sentença latina em ordem alfabética (e assumindo que ele contou o dipthong "ae" como um personagem separado e u e v são contados como o mesmo personagem), o número de occurrances de cada personagem são as seguintes



Isto concorda com anagrama de Newton


exceto que eu conto nove t, em vez de oito. Possivelmente ortografia original de Newton latim usado um menos t, embora eu não posso ver que um deles poderia plausivelmente ser omitido.Também pode ser que o anagrama foi incorretamente copiado, mas concorda com a versão em ambos da Westfall e Christianson de biografias, bem como a transcrição da carta de Newton contido em Clássicos Calinger de Matemática. Outra possibilidade é que Newton simplesmente mal contado. Isto não é tão implausível como pode parecer à primeira vista, uma vez que é um fenômeno bem conhecido psicológico de vista sobre a segunda carta, em curtas palavras conjuntivo (como o f em "de"), quando rapidamente a contagem do número de ocorrências de um certo letra em uma string de texto. É muito fácil, quando a contagem do número de t na frase em latim de Newton, a negligenciar o "t" da palavra "et".

Ironicamente, nem Leibniz nem Newton havia publicado nada sobre o cálculo no momento que esta carta foi trocado, embora ambos se acredita que se encontrava na posse do cálculo, por isso, se Newton tinha acabado de vir a público com uma declaração completa e explícita de seu cálculo ele Leibniz teria colocado em uma posição muito difícil, e teria estabelecido sua própria prioridade acima de qualquer dúvida (já que a letra passou por Oldenburg). Em vez disso, proteção muito Newton e sigilo levou a perder o que quer que inequívoca reivindicação de prioridade ele poderia ter tido (e levado a uma disputa de prioridade amarga que tanto amargurado e sua vida depois de Leibniz).

Em um nível muito profundo, era natural que Newton se expressar em anagramas, porque ele parece ter considerado "obscuridade artificial" (nas palavras de Domson) como uma característica essencial do projeto de Deus para o mundo, e Newton adotou este modo de operação em seu próprio trabalho. Lembre-se que ele disse que tinha feito a Principia "intencionalmente obscuro" (para evitar ser atraída por "smatterers pequenos" em matemática). Ainda mais incisivamente, Newton passou muitos anos tentando interpretar as profecias da Bíblia, que ele acreditava que foram apresentadas de forma deliberadamente disfarçado para que o seu significado só poderia ser deduzida, resolvendo-os como quebra-cabeças. Curiosamente, ele tinha desprezo por pessoas que tentaram desvendar profecias de eventos futuros. Em sua opinião, este foi equivocada e fadada ao fracasso. Ele acreditava que o codificado profecias foram destinados a ser entendida apenas após o fato. Em suas "Observações sobre as Profecias do Apocalipse de São João", escreveu ele

A loucura de intérpretes tem sido foretel vezes e as coisas por essa profecia, como se Deus projetado para fazer-lhes profetas. Por esta temeridade eles não só se expõe, mas trouxe também Profecia em desprezo. O projeto de Deus era muito contrário. Ele deu isso [Revelações] e as profecias do Antigo Testamento, não para satisfazer a curiosidades dos homens, permitindo-lhes conhecer antecipadamente as coisas, mas que depois elas foram cumpridas que pode ser interpretado pelo evento, e [que] sua própria Providência , e não o intérpretes, em seguida, ser manifestada, assim, para o mundo. Para o evento de coisas previu muitas eras antes, então será um argumento convincente de que o mundo é governado por Providência .

Podemos dizer que Newton viu as profecias bíblicas que serve exatamente a mesma função que seu anagrama em fluxões e fluentes, ou seja, ela é apresentada de uma forma que não pode ser interpretado para revelar o seu sentido antes do fato, mas depois os fatos acontecido eo solução do quebra-cabeça é encontrado, ele pode servir como prova irrefutável da Providência do criador.


  • Fonte do calculo (A Anagram Fundamental do Cálculo )

http://mathpages.com/home/kmath414/kmath414.htm



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4 de fevereiro de 2013

Misticismo



O misticismo é uma temática tão vasta que se perde nos tempos, perde-se também nos limites do espaço, pois aparece em todo o lugar da Terra. Dir-se-ia mesmo que onde quer que haja homens há místicos; não que se entenda que todo o homem é místico, mas, sem dúvida, todo o homem experimenta na sua vida um ou outro momento de misticismo, na medida em que seja confrontado com o grande mistério da existência, com o grande enigma da vida e da morte. Todavia, esta conceção tão geral não serve a uma definição de misticismo,vamos por isso restringir o seu sentido apenas àqueles homens que doaram a sua vida à busca do mistério. Neste sentido, mais restrito, encontramos místicos ao longo da história de toda a humanidade.
Antes de mais, o misticismo é uma via de conhecimento, quer dizer, uma via que procura desvelar o mistério do real, pois para o místico o real aparece como um mistério. Esta via, embora englobando em si a racionalidade, ao contrário do que muitas vezes de maneira apressada se tem dito, não se limita a ela e anseia por uma visão intuitiva direta, pois sabe que, em última instância, o mistério é suprar racional. São Tomás de Aquino, na linha do seu mestre, Santo Alberto Magno, definiu a mística como "conhecimento experimental de Deus". O  objetivo, primeiro e último, do místico é encontrar Deus - em quem ele deposita a raiz do mistério. O místico entende que é o conhecimento que salva o homem e lhe permite voltar ao estado que tinha antes de ter decaído. Por esta razão o misticismo se associa frequentemente à religião, embora não possamos falar aqui de uma relação exclusiva, pois há místicos fora de uma religião instituída.Apesar de tudo, o misticismo mais elaborado e mais coerente é aquele que toma por base uma religião e no seio da sua doutrina explora, por uma hermenêutica profunda os textos sagrados da sua revelação.
A via que o misticismo assume para si próprio assenta numa constatação prática da teoria, numa vivência da crença. Tal como o místico não aceita a via da razão exclusivamente, também não aceita a via da teoria exclusivamente e, por isso, acentua o lado prático, quer dizer, vivencial, da experiência. Por esta razão, o místico é frequentemente um asceta.
Supõe-se que a pré-história teria uma vivência essencialmente mística, na medida em que, tanto quanto nos é dado saber, para esses povos o sagrado podia-se manifestar em qualquer lugar. A natureza era vista ela própria como uma teofania, determinados lugares "transbordavam" de sagrado, de poder divino. O místico aqui era sobretudo o feiticeiro, a quem cabia, depois de uma longa e terrível iniciação, a mediação entre Deus e os homens. Apesar de esta função mediadora se ver centralizada no feiticeiro, o homem primordial tinha a noção de que a liberdade divina se podia manifestar a qualquer momento e noutros membros da comunidade, sobretudo através do sonho.
Numa época mais recente encontramos um florescimento de místicos, numa espantosa quase simultaneidade do ocidente ao oriente: Lao-Tsé, Buda,Pitágoras, Moisés. Numa outra época mais recente ainda, depois de Cristo,encontramos o gnosticismo, os Padres do deserto e as diferentes heterodoxias,como o priscilianismo, para só dar um exemplo português. Outro ciclo importante é o que se segue ao século XIII e ao século XVII.
O místico interpreta o real como um símbolo de Deus, sob a sua forma dupla,quer dizer, na dupla revelação divina, na natureza ou sob a sua forma escrita,nos livros sagrados. Tanto a natureza como esses livros têm um lado exterior ou aparente e um lado interior ou oculto. Por isso, face a um texto como a Bíblia,um místico, não descurando a interpretação literal, prefere o sentido simbólico.
Há inúmeras formas de mística, mas podem ser metodologicamente dividas em duas grandes classes: aquela que acentua o lado do imanente e aquela que acentua o lado do transcendente da sua experiência. Por exemplo, no cristianismo encontramos S. Francisco ao lado da primeira e Mestre Eckhart ao lado da segunda. Todavia, transcendência e imanência estão ambas presente sem todos os místicos, mas em graus diferentes. Aliás, poder-se-ia dizer que o ponto nuclear do misticismo é precisamente a certeza paradoxal que o místico tem de que entre a transcendência de Deus e a imanência do homem há um ponto de contacto e é este ponto ou ponte que ele procura toda a sua vida.
Tem-se acusado os místicos de se encerrarem numa experiência puramente subjetiva, mas uma leitura atenta destes autores perceberá imediatamente que um dos seus primeiros e principais objetivos é o de vencerem a sua subjetividade, o seu ego, que consideram o seu grande inimigo. Estudiosos como Carl Gustav Jung, na psicologia, e Mircea Eliade, na história dos mitos e das religiões, têm ajudado a compreender que a linguagem dos místicos é universal,e que podemos encontrar as mesmas experiências desde o oriente ao ocidente,nas mais variadas épocas.



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31 de janeiro de 2013

Teoria dos astronautas antigos



A Teoria dos Astronautas antigos É uma Teoria usada para descrever a crença de que seres ou criaturas extraterrestres visitaram a Terra a Milênios atrás, e que as civilizações do passado de alguma forma teriam interagido com o tal contato. Para essas civilizações, esses seres que desciam dos céus eram os Deuses que de alguma forma teria recebido as preces dos filhos dos Homens e que o tal contato está relacionado com a origem ou desenvolvimento do Homem e da cultura humana. Esta teoria foi popularizada por autores como Erich von Däniken e Zecharia Sitchin. Muitas das provas apresentadas pelos defensores desta teoria são artefatos arqueológicos, Lugares enigmáticos, Monumentos Megalipticos, Lendas, Mitos e Histórias que são interpretados de acordo com a mesma. Essa Teoria pode ser considerada uma variação da Teoria do Paleocontato, hipótese em que extraterrestres inteligentes visitaram a Terra a Milênios atrás. Carl Sagan, I. S. Shklovskii e Hermann Oberth foram alguns dos cientistas de renome que consideraram seriamente esta possibilidade.


Detalhes

Os defensores da Teoria dos Astronautas antigos afirmam constantemente que os humanos são descendentes ou que são criações de seres que visitaram a Terra milênios atrás. Uma teoria relacionada defende que esses seres nos deram muito do Conhecimento, da Cultura e da Religião. A Religão especialmente foi um grande modelo para o desenvolvimento da Humanidade, pois esses seres apesar de tudo ensinaram o Homem a amar o próximo, a sua Familia, e o seu Lar. Mas quando esses seres iam embora eles sempre iam com a promessa que voltariam em um Futuro distante, para reinar, Manter a Paz, o Amor e a Ordem. Os Astronautas antigos teriam atuado como uma "cultura-mãe". O conceito do Paleocontato aparece em diversas histórias e filmes de ficção científica, a destacar: 2001: Uma Odisséia no Espaço.


Defensores

As teorias sobre os Astronautas antigos têm tido contribuições de autores como:

Peter Kolosimo (em seu livro de 1957, Il pianeta sconosciuto)
I.S. Shklovskii e Carl Sagan (em seu livro Intelligent LIfe in the Universe, de 1968)



Däniken


Erich von Däniken foi um defensor destacado desta teoria no final dos anos 1960s e início dos 1970s, obtendo um grande público a partir da publicação em 1968 de seu livro campeão de vendas "Eram os Deuses Astronautas?" e suas continuações. As provas apoiando a visão de paleocontato de Von Däniken seguem-se:
Determinados artefatos e construções monumentais, de propósito e origem desconhecidos, aparentam terem exigido uma capacidade tecnológica mais sofisticada durante sua manufatura do que aquela atribuída pelos historiadores às respectivas culturas antigas. Estes objetos e estruturas são avaliados como sendo superiores aos conhecimentos tecnológicos daquelas culturas creditadas com sua manufatura (ao menos aos olhos do autor e seus defensores). Von Däniken sustenta que esses artefatos foram manufaturados ou diretamente por extraterrestres ou por humanos que aprenderam o conhecimento necessário dos ditos visitantes extraterrestres. Tais artefatos e monumentos incluem Stonehenge, os moai da Ilha de Páscoa, a Máquina de Anticítera e as antigas baterias elétricas de Bagdad. (ver Oopart)
Na arte e iconografia antigas pelo mundo afora, certos temas similares podem ser interpretados como ilustrações de veículos aéreos e espaciais, criaturas inteligentes não-humanas, astronautas antigos e artefatos de uma tecnologia anacronicamente avançada. Von Däniken também identifica certos detalhes que parecem ser similares pela arte de culturas históricas geograficamente diversas, que ele alega demonstrarem uma origem comum.

As origens de muitas religiões podem ser interpretadas como reações a encontros de humanos primitivos com alguma raça extraterrestre. De acordo com sua perspectiva, os humanos teriam considerado a tecnologia dos extraterrestres como sendo sobrenatural e os próprios como sendo deuses. Von Däniken observa que as tradições orais e escritas da maioria das religiões contêm referências a visitantes extraterrestres através da descrição de estrelas e objetos veiculares viajando por ar e espaço. O autor defende que estas devem ser vistas como descrições literais de testemunhas oculares que se alteraram com a passagem do tempo até se tornarem mais obscuras, ao invés de ficção mítica ou simbólica. Um exemplo é a revelação de Ezequiel no Velho Testamento, que Däniken interpreta como sendo a descrição detalhada do uma espaçonave pousando.
A partir da publicação dos livros de Von Däniken, não foram encontradas maiores provas para confirmar suas alegações, enquanto muitos alegaram que as provas haviam sido desmascaradas. A maioria dos historiadores considera suas alegações - bem como as de outros adeptos dos astronautas antigos - como pseudociência ou pseudo-arqueologia.



Sitchin


O corpo de trabalho contínuo de Zecharia Sitchin, The Earth Chronicles, começando com a primeira edição, The 12th Planet, desenvolve sua interpretação dos antigos textos do Oriente Médio. Sítios megalíticos misteriosos e artefatos anômalos encontrados pelo mundo afora. Ele teoriza que os deuses eram de fato astronautas do planeta Nibiru, que os sumérios acreditavam ser um distante "décimo - segundo" planeta (incluindo e denominando o Sol, a Lua, todos os outros sete planetas e Plutão como "planetas") associado com o deus Marduk. Segundo Sitchin, Nibiru continua a orbitar o Sol numa órbita alongada de 3600 anos.
Ainda segundo Sitchin, os Sumérios relatam como 50 "Anunnaki", ou habitantes de Nibiru, chegaram à Terra há aproximadamente 400 000 anos com a intenção de extrair matérias-primas para transportá-las a seu próprio mundo. Devido a seu reduzido número, eles logo se cansaram da tarefa e começaram a alterar geneticamente trabalhadores para operarem nas minas. Após muita tentativa e erro, eventualmente criaram o homo sapiens, o "Adapa" (homem modelo) ou o Adão da mitologia posterior.



Defensores recentes


Graham Hancock

Graham Hancock foi influenciado pelas teorias de Erich von Däniken, embora as considere incompletas. Em seu livro, Fingerprints of the Gods, Hancock teoriza que uma "cultura-mãe", tendo obtido conhecimento e tecnologia de extraterrestres, plantou as sementes do saber e cultura em civilizações antigas como os egípcios. Esta teoria da "cultura-mãe" constantemente é relacionada de perto aos mitos do continente perdido de Atlântida.


Movimento Raeliano

O Raelianismo é um movimento religioso criado por Claude Vorilhon (ou Rael), que afirma ter tido contatos com extraterrestres em diversas ocasiões, explica a criação dos humanos como tendo sido feita por uma raça de outro planeta chamada Elohim, usando o DNA deles. O Movimento Raeliano também questiona a Teoria da evolução e defende a clonagem humana.


Provas

Muitos autores aproveitam as antigas mitologias para defenderem seus pontos-de-vista, baseando as suas teorias no princípio básico de que quase todos os antigos mitos da criação descrevem um deus ou deuses que teriam descido dos "céus" à Terra para criar o homem. Esses mitos detalham aventuras extraordinárias desses deuses que seriam na verdade tecnologias modernas, vistos a partir da perspectiva dos terrenos de mentes primitivas.
Por exemplo, máquinas voadoras constantemente aparecem em textos antigos. Um exemplo clássico são os vimanas, máquinas voadoras encontradas na literatura da Índia em que as histórias vão desde fantásticas batalhas aéreas empregando armamento diverso, inclusive bombas, os leigos descrevendo simples informações técnicas, procedimentos de vôo e vôos da imaginação.
No Velho Testamento bíblico, Deus é descrito como tendo vários atributos que poderiam ser interpretados como sendo foguetes avançados ou outros veículos aéreos. Ele é descrito como tendo um "corpo" superior de metal  (que também pode ser interpretado como um tipo de coroa), aparecendo numa coluna de fumaça e/ou fogo e soando como uma trompa. Estas descrições retratam o Deus dos antigos hebreus como não apenas tendo as características de uma máquina voadora, mas também bastante claramente descrevendo Deus como uma presença física , não uma abstração. Este Deus acompanha os hebreus e faz chover relâmpagos  e pedras sobre Seus inimigos a partir de sua posição no céu. Contudo, poeticamente, as descrições de Deus também apresentaram-no como tendo asas protetoras e braços alongados nos Salmos, características contrárias às teorias de quaisquer manifestações mecânicas da parte de Deus. Além disso, as características da Arca da Aliança [ e o Urim e Thummim  tem sido identificados como sendo de tecnologia avançada, talvez de origem extraterrestre.
Outros exemplos incluem as descrições bastante detalhadas no Livro de Ezequiel bíblico, o Livro de Enoque apócrifo, e incontáveis relatos antigos que vão da China ao Peru.
As provas materiais incluem a descoberta de antigos "aeromodelos" no Egito e América do Sul, que apresentam certa semelhança com aviões e planadores modernos. Provavelmente, os itens de provas circunstanciais mais famosos são as linhas de Nazca do Peru; enormes e incontáveis desenhos no solo que só podem ser vistos de grandes alturas Mais embasamento à esta teoria vem do que se supõe serem discos voadores na arte medieval e renascentista. Objetos nas pinturas que não podem ser explicados com relevância à obra em questão são constantemente interpretados como discos voadores. Isto auxilia na defesa da teoria dos astronautas antigos ao demonstrar que os criadores do homem podem retornar para acompanhar sua criação através do tempo. Outro embasamento artístico à teoria dos astronautas antigos são as pinturas de
cavernas paleolíticas. Vondjina na Austrália e Val Camonica na Itália demonstram uma semelhança com os astronautas atuais. Os defensores das teorias dos astronautas antigos afirmam que algumas semelhanças coincidentes tais como cabeças em forma de globo, ou seres usando capacetes espaciais, provam que o homem primitivo foi visitado por uma raça extraterrestre.



Conceitos anteriores


Fontes mais antigas, embora geralmente não mencionando astronautas antigos per se, sugerem que a criação de alguns monumentos estaria além das capacidades humanas, tais como a sugestão de Saxo Grammaticus de que gigantes criaram os imensos dolmens da Dinamarca, ou nas histórias em que Merlin montou Stonehenge através de magia.
As provas dos astronautas antigos freqüentemente consistem de afirmações de que antigos monumentos, tais como as maiores pirâmides do Egito, ou Macchu Picchu no Peru, ou outras antigas ruínas megalíticas, tais como Baalbek no Líbano, não poderiam ter sido construídos sem o emprego de capacidades técnicas além das daqueles povos à época. Tais afirmações não são novidade na História. Raciocínio semelhante se encontra por trás do assombro das muralhas de construção ciclópica nas cidades micênicas aos olhos dos gregos na Idade das Trevas que seguiu-se a elas, que acreditavam que os gigantes ciclopes tinham construído as muralhas. Candidatos típicos para as civilizações perdidas que ensinaram ou proporcionaram essas capacidades são os continentes perdidos de Atlântida, Lemúria e Mu.
Outro tema freqüente que pode ser encontrado em muitas mitologias é uma pessoa que vem de muito longe como um deus, ou como o arquétipo de um "herói civilizador" que traz conhecimento à humanidade. Prometeu é o exemplo ocidental mais famoso. Na tradição americana nativa há diversos exemplos, incluindo Quetzalcoatl dos astecas e Viracocha dos incas.
Nos textos teosóficos do século XIX e início do século XX podem ser encontrados muitos precursores das teorias dos astronautas antigos. A teosofia influenciou autores como H. P. Lovecraft e Charles Fort, e mesmo autores posteriores como Erich von Däniken.



Reviravolta na teoria

Na década de 1940, dois antropólogos franceses descobriram um achado surpreendente enquanto estudavam a tribo dogon da África Ocidental. Eles descobriram que os dogon tinham conhecimento de que uma pequena estrela orbita outra, a bem conhecida estrela Sirius. Essa estrela menor, impossível de ser observada a olho nu, era desconhecida dos astrônomos ocidentais até 1862. Os antropólogos afirmaram que o conhecimento dos dogons precede a descoberta da estrela menor pelos ocidentais por centenas de anos. Esta teoria sofreu um revés quando pesquisas posteriores por outros antropólogos revelaram que apenas os poucos anciões da tribo mencionados pelos dois antropólogos originais tinham conhecimento da estrela, o que levou outros pesquisadores a crer que a pesquisa feita pelos dois antropólogos franceses fora manipulada.  Embora esta teoria tenha sido refutada, muitos leram The Sirius Mistery, de Robert K. G. Temple.
Alan F. Alford, autor de God of the New Millennium (1996), foi um dos adeptos da teoria dos astronautas antigos. Muito de sua obra baseia-se nas teorias de Sitchin. Contudo, ele admite algumas falhas na teoria de Sitchin, após uma análise mais profunda. "Tenho agora a firme convicção de que esses deuses personificavam o céu caindo; em outras palavras, a descida dos deuses seria uma descrição poética do mito do cataclisma que faz parte do núcleo das religiões antigas do Oriente Próximo."


Referências

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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Twitter: @Noitedoanjo









29 de janeiro de 2013

Caso Vilas-Boas - alegação de abdução


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O Caso Vilas-Boas é um dos mais famosos casos ufológicos brasileiros: foi a primeira alegação de abdução em todo o mundo e também o primeiro relato de contato imediato de quinto grau. Não foi, porém, o primeiro caso do gênero a ser publicado: embora o episódio tenha ocorrido em 1957, o relato do mesmo só foi publicado na edição de janeiro de 1965 do periódico estadunidense Flying Saucer Review. Quatro anos antes, a divulgação da suposta abdução do casal Hill havia já causado furor em todo mundo. Hoje parece certo que os Hill imaginaram toda a historia da sua alegada abdução e o Caso Hill é considerado obsoleto, ao passo que o Caso Vilas-Boas permanece inconclusivo quanto à sua veracidade ou falsidade.


Antônio Vilas-Boas


Antônio Vilas-Boas era filho de Jerônimo Pedro Vilas-Boas (18871963) e Enésia Cândida de Oliveira (18971963), fazendeiros em São Francisco de SalesMinas Gerais. O casal teve ao todo dez descendentes, quatro homens e seis mulheres.
Para lavrar a terra, a família Vilas-Boas usava um trator com o qual trabalhavam em dois turnos, um diurno e outro noturno. De dia trabalhavam os empregados da fazenda, e à noite, por sua vez, o próprio Antônio, sozinho ou acompanhado dos seus irmãos e cunhados.


Fenômenos ovniológicos antes da abdução


Em 5 de outubro de 1957 os Vilas-Boas receberam visita, razão porque todos foram se deitar só por volta das 23h. Fazia bastante calor naquela noite e por isso Antônio abriu a janela do seu quarto, que dava para um terreiro. Estava em companhia do irmão João. De repente viu uma luz de procedência indefinida, bem mais clara que a do luar, iluminando todo o ambiente. Chamou pelo irmão, que não se interessou pelo fenômeno. Antônio logo fechou a janela e ambos foram dormir. Pouco depois, sem resistir à curiosidade, Antônio tornou a levantar-se e a abrir a janela. A luz continuava inalterada, mas de repente a mesma se deslocou para junto da janela. Assustado, Antonio fechou a janela com tanta força que acordou o irmão e, dentro do quarto escuro, ambos passaram a acompanhar a luz que entrava pelas venezianas. A luz se deslocou para o alto do telhado da casa, onde penetrou pelas frestas entre as telhas. Finalmente, depois de alguns minutos, a luz desapareceu e não retornou mais.
Em 14 de outubro houve um segundo incidente que ocorreu por volta de 21h30 ou 22 horas. Naquela ocasião, Antônio trabalhava com o trator em companhia de outro irmão (José, provavelmente). Subitamente eles avistaram uma luz muito clara, penetrante, a ponto de fazer doer as suas vistas. A luz era grande e redonda, como uma roda de carroça, e estava na ponta norte do campo. Era de um vermelho claro e iluminava uma grande área. Ao observarem melhor, distinguiram alguma coisa dentro da luz, mas não conseguiram precisar o que era, pois as suas vistas ficavam totalmente ofuscadas. Curioso, Antônio começou a correr atrás da luz, que por sua vez começou a fugir dele. Finalmente desistiu da empreitada e voltou para junto do irmão. Por uns poucos minutos, a luz ficou imóvel, à distância; ela parecia emitir raios intermitentes, em todas as direções. Em seguida desapareceu tão repentinamente que deu a impressão de ter simplesmente se apagado.


A abdução


Na madrugada de 16 de outubro de 1957, Antônio arava a terra sozinho com o trator quando foi surpreendido por uma luz vermelha. A luz se aproximou, aumentando progressivamente de tamanho. Tratava-se de um objeto oval e brilhante, que ficou estático a uns 50 metros da cabeça do agricultor, pairando. Antônio ficou paralisado de medo. Após uns 2 minutos, o objeto desceu e pousou a uns 15 metros de distância do agricultor. Foi quando ele pôde distinguir nitidamente os contornos da máquina: era parecida com um ovo alongado, apresentando três picos metálicos, de ponta fina e base larga, disposto um ao lado do outro. Em cima da nave algo girava a alta velocidade e emitia uma luz vermelha fluorescente.
De repente, a parte debaixo do objeto se abriu e deixou sair três suportes metálicos. Antonio concluiu tratar-se do trem de pouso da nave. Percebendo que algo iminente iria acontecer com ele, resolveu fugir no trator, mas após avançar alguns metros com o veículo, o motor parou e os faróis se apagaram. Tentou ainda dar a partida, mas o motor não pegou mais. Antônio pulou do trator e começou a correr, porém um ser que mal chegava a altura dos seus ombros agarrou-o pelo braço. Desesperado, Antônio aplicou-lhe um golpe que o fez perder o equilíbrio, largar o seu braço e cair para trás. Novamente tentou correr, quando três outros seres instantaneamente o agarraram pelos braços e pernas e o ergueram do solo. Embora dominado, Antônio ofereceu resistência, mas os alienígenas conseguiram por fim fazê-lo subir por uma escada flexível e bambeante para o interior da nave.
No OVNI, Antônio foi completamente despido, a despeito dos seus esforços contrários. Um líquido oleoso, mas que não deixava a pele engordurada, foi passado em seu corpo com uma espécie de esponja. Em outra sala, dois seres se aproximaram com um tipo de cálice, do qual saíam dois tubos flexíveis. Eles colocaram a extremidade de um dos tubos no “cálice”; a outra ponta possuía uma peça de embocadura parecida com uma ventosa, que eles enfiaram no queixo de Vilas-Boas. O agricultor não sentiu dor, apenas a sensação de que a pele estava sendo sugada. Seu sangue escorreu pelo tubo e se depositou no cálice, que encheu até a metade. O tubo foi então retirado. O outro tubo, que ainda não havia sido usado, foi colocado do outro lado do queixo, de onde se coletou mais sangue, até completar o vasilhame. A pele de Antônio ficou ardendo e coçando no lugar da sangria.
Deixado sozinho numa sala que exalava uma fumaça de cheiro desagradável e sufocante, que lhe provocou vômitos, Antonio esperou por um longo tempo até que, para seu espanto, surgiu uma mulher inteiramente nua. Seus cabelos eram macios e louros, quase cor de platina - como que esbranquiçados - e lhe caíam na nuca, com as pontas viradas para dentro. Usava o cabelo repartido ao meio e tinha grandes olhos azuis, amendoados. Segundo Antônio, a alienígena era baixa, mas belíssima. O que mais lhe chamou a atenção foi o fato dela ter os pêlos das axilas e do púbis vermelhos.
Essa alienígena se aproximou de Antônio em silêncio, não deixando dúvidas acerca de suas intenções. Ela abraçou Antônio e começou a esfregar seu rosto e corpo contra o dele. A porta se fechou e Antônio ficou a sós com a alienígena, com quem acabou tendo várias relações sexuais.
Por fim, aparentando estar cansada, a alienígena passou a rejeitar Antônio. Antes de sair da sala, ela virou-se para ele e apontou, primeiro, para sua barriga, depois, com uma espécie de sorriso, para o próprio Antônio e, por último, para o alto - como se quisesse dizer que ele iria ser pai de um ser que nasceria entre as estrelas.
Logo em seguida um dos alienígenas voltou com a roupa de Antônio, que se vestiu imediatamente. Segundo Antônio, os alienígenas usavam macacões colantes, de um tecido bem grosso, cinzento, muito macio e, em alguns pontos, colado com tiras pretas. Cobrindo a cabeça e o pescoço, usavam um capacete da mesma cor, mas de material mais consistente e reforçado atrás, com estreitas tiras de metal. Este capacete cobria a cabeça toda, deixando à mostra somente os olhos, protegidos por um par de óculos redondos.


Fim da abdução


Antônio foi então levado para fora da nave. Antes, tentou ainda pegar um objeto para provar a história, mas os aliens perceberam e tomaram o objeto de volta. Por fim, a nave decolou verticalmente e sumiu em poucos minutos. Antônio calculou ter ficado no interior do óvni de 1h15min às 5h30min da madrugada – portanto, mais de quatro horas.
Análise do caso

Poucas são as provas da abdução de Antônio Vilas-Boas. Na época não foram feitas fotografias das marcas que o trem de pouso da nave espacial teria deixado. Em 1978 a fazenda da família Vilas-Boas sofreu uma inundação, destruindo toda e qualquer evidência disso. Pesa ainda contra o depoimento de Antônio o fato da sua história ter sido divulgada pelo jornalista João Martins, da revista O Cruzeiro, que foi protagonista de outro caso ufológico, o Caso da Barra da Tijuca, de 1952, comprovadamente uma fraude.
As maiores evidências do Caso Vilas-Boas são as marcas que Antônio apresentou no corpo, que teriam sido causadas pelos experimentos que os extraterrestres teriam feito com ele, e os sintomas que passou a sofrer, semelhantes ao de alguém que tivesse sido exposto a uma radiação moderada. Mas quando Antônio morreu, em 17 de janeiro de 1991, aos 56 anos, o atestado de óbito emitido pelo Cartório de Registro Civil de Uberaba (Minas Gerais), apontou como causa mortis “hemorragia subaracnóidea, aneurisma da artéria basilar e hipertensão arterial.”




Twitter: @Noitedoanjo