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20 de agosto de 2012

Graus maçônicos


Graus maçônicos é o nome atribuído a uma hierarquia escalonada de evolução dentro dos Ritos existentes dentro da Maçonaria.
A maçonaria é uma associação que busca o aperfeiçoamento intelectual e social do homem, e que realiza seu intento dentro de uma estrutura que se organiza em ritos, estes são divididos escalonadamente em "graus".
A divisão em graus foi herdada das guildas medievais.
Essa divisão comporta duas estruturas: os graus simbólicos e os graus filosóficos denominados por vezes noutros ritos como no Rito Francês ou Moderno por Ordens.


Graus simbólicos

Os graus simbólicos são atribuídos universalmente em todas Obediências Maçônicas por Lojas Simbólicas, também denominadas de Lojas de São João ou Lojas Azuis, estes graus são sempre atribuídos nestas Respeitáveis Lojas independentemente da Obediência Maçônica a que respeite e o seu ritual, os ensinamentos simbólicos e iniciáticos transmitidos são muito semelhantes. Assim a Maçonaria embora praticando vários ritos, tem uma principal característica que é o reconhecimento, em todos eles, dos três primeiros graus, havendo diferenças após o grau de Mestre Maçom.

1 ) Aprendiz

1°. GRAU: APRENDIZ - O Aprendiz deve, acima de tudo, saber aprender. É o primeiro contato com o Simbolismo Maçônico. Aprende as funções de cada um no templo e sempre busca o desenvolvimento das virtudes e a eliminação dos vícios. Muitos maçons antigos afirmam que este é o mais importante de todos os graus.

2 ) Companheiro

2°. GRAU: COMPANHEIRO - A fase de Companheiro propicia ao maçom um excepcional conhecimento de símbolos, além de avanços ritualísticos e desenvolvimento do caráter.

3 ) Mestre

3°. GRAU: MESTRE - É o chamado grau da plenitude maçônica. No âmbito do Simbolismo (Lojas Simbólicas) é o grau mais elevado que permite ocupar quaisquer cargos. O Mestre possui conhecimentos elevados da história e objetivos maçônicos.

Graus Filosóficos e Ordens de Sabedoria


Graus Filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito

Os graus a seguir referem-se exclusivamente ao Rito Escocês Antigo e Aceito:

4) Mestre Secreto
5) Mestre Perfeito
6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
7) Preboste e Juiz
8) Intendente dos Edifícios
9) Cavaleiro Eleito dos Nove
10) Cavaleiro Eleito dos Quinze
11) Sublime Cavaleiro dos Doze
12) Grão-mestre Arquiteto
13) Cavaleiro do Real Arco
14) Prefeito e Sublime Maçon
15) Cavaleiro Do Oriente
16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou Cavaleiro Águia Branca
19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês
20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre "ad vitam"
21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
23) Chefe do Tabernáculo
24) Príncipe do Tabernáculo
25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
27) Grande Comendador do Templo
28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia ou Patriarca das Cruzadas
30) Grande Inquisitor, Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
31) Grande Juiz Comendador ou Inspetor Inquisidor Comendador
32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria
33) Soberano Grande Inspector-Geral.


Ordens de Sabedoria do Rito Francês ou Moderno


Assim o conjunto da Alta Maçonaria Filosófica do Rito Francês ou Moderno, compreende cinco Ordens de Sabedoria, a saber:

1.ª Ordem: Eleito ou Eleito Secreto;
2.ª Ordem: Grande Eleito ou Grande Eleito Escocês;
3.ª Ordem: Cavaleiro Maçônico ou Cavaleiro do Oriente;
4.ª Ordem: Soberano Príncipe Rosa-Cruz, Cavaleiro da Águia e do Pelicano ou Perfeito Maçônico Livre;
5.ª Ordem: Ilustre e Perfeito Mestre


As equivalências entre o Rito Francês e os outros Ritos

Com o Rito Escocês Antigo Aceito:
1.ª Ordem: 9.º ou mais (Mestre Eleito dos Nove);
2.ª Ordem: 14.º e mais (Grande Escocês da Abóbada Sagrada);
3.ª Ordem: 18.º e mais (Cavaleiro Rosa-Cruz);
4.ª Ordem: 30.º e mais (Cavaleiro Kaddosch);
5.ª Ordem: 33.º (Grande Inspetor Geral);
Com o Rito Escocês Retificado:
1.ª à 4.ª Ordem: Mestre Escocês de Santo André e mais;
5.ª Ordem: Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa (CBCS).


Graus Filosóficos do Rito Brasileiro

4) Mestre da Discrição
5) Mestre da Lealdade
6) Mestre da Franqueza
7) Mestre da Verdade
8) Mestre da Coragem
9) Mestre da Justiça
10) Mestre da Tolerância
11) Mestre da Prudência
12) Mestre da Temperança
13) Mestre da Probidade
14) Mestre da Perseverança
15) Cavaleiro da Liberdade
16) Cavaleiro da Igualdade
17) Cavaleiro da Fraternidade
18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou da Perfeição
19) Missionário da Agricultura e da Pecuária
20) Missionário da Indústria e Comércio
21) Missionário do Trabalho
22) Missionário da Economia
23) Missionário da Educação
24) Missionário da Organização Social
25) Missionário da Justiça Social
26) Missionário da Paz
27) Missionário da Arte
28) Missionário da Ciência
29) Missionário da Religião
30) Missionário da Filosofia. Kadosh Filosófico
31) Guardião do Bem Público
32) Guardião do Civismo
33) Servidor da Ordem da Pátria e da Humanidade



Referências

 CAMINO, Rizzardo da. Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda., 1999 (2.ª Ed.), ISBN 85-85505-65-6


Bibliografia

CAMINO, Rizzardo da. Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda, 1999 (2.ª Ed.),ISBN 85-85505-65-6
ARNAUT, António. Introdução à Maçonaria, 2000, Coimbra Editora, ISBN 9789723214161




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Regularidade maçônica


Regularidade maçônica é o estado em que um homem pode ser reconhecido como maçome portador, portanto, de todos os direitos concernentes à Maçonaria.

Tal preceito também se estende à Lojas, Grandes Lojas e Grandes Orientes aos quais este homem estará ligado.

A Grande Loja Unida da Inglaterra tem preceitos para determinar se um organismo pode ou não ser considerado como maçônico, entre os quais podemos citar oito que vieram a público em 1929, quais sejam:

O Mui Venerável Grão-Mestre, tendo expresso o desejo de que o Conselho Geral redigisse uma declaração sobre os Princípios Fundamentais segundo os quais esta Grande Loja poderia ser convidada a reconhecer toda Grande Loja que pedisse para ser reconhecida pela Jurisdição Inglesa, o Conselho respondeu a esse desejo logo que lhe foi possível. O resultado seguinte foi aprovado pelo Grão-Mestre e deve formar a base do questionário que será, no futuro, dirigido a toda jurisdição que peça o reconhecimento inglês. O Conselho deseja que não somente essas organizações, mas os Maçons que dependem da Jurisdição do Grão-Mestre, sejam plenamente informados da natureza desses Princípios Fundamentais da Maçonaria, que a Grande Loja da Inglaterra sempre sustentou ao longo da história.


Princípios Fundamentais para o Reconhecimento de Grandes Lojas


1º – A Regularidade de origem: uma Grande Loja deverá ser regularmente fundada por uma Grande Loja devidamente reconhecida, ou por pelo menos três Lojas regularmente constituídas;

2º – A crença do Grande Arquiteto Do Universo (G.A.D.U.) e em sua vontade revelada são condições essenciais para a admissão de novos membros;

3º – Todos os iniciados devem prestar sua Obrigação sobre o Livro da Lei Sagrada, ou com os olhos fixos sobre este Livro aberto, pelo qual é expressa a revelação do Alto, pela qual a consciência do indivíduo que se inicia está irrevogavelmente ligada;

4º – A Grande Loja e as Lojas, particularmente, serão compostas apenas por homens; também não poderão manter relações com Lojas mistas ou femininas;

5º – A Grande Loja exercerá o seu poder soberano sobre as Lojas de sua jurisdição, possuindo autoridade incontestável sobre os três graus simbólicos, sem qualquer subordinação a um Supremo Conselho ou a uma Potência que reivindique um controle ou vigilância sobre esses graus, nem repartirá sua autoridade com estes órgãos;

6º – As Três Grandes Luzes (Livro da Lei, Esquadro e Compasso) serão sempre expostas nos trabalhos da Grande Loja e das Lojas de sua jurisdição; a principal Luz é o Livro da Lei Sagrada;

7º – As discussões de ordem religiosa e política são interditadas nas Lojas;
8º – Os princípios dos Antigos Landmarks, costumes e usos da Maçonaria, serão estritamente observados.

Além deste critério existe o seguinte:

a) Regularidade de Origem: um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para ser regular, do reconhecimento e da transmissão da Tradição por outro Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras Potências, tendo assim uma Regularidade de Origem;

b) Respeito às antigas regras: a principal regra a ser seguida é a Constituição de Anderson, de 1723, formulada por Anderson, Payne e Desagulliers, para a recém-fundada Grande Loja de Londres. Pode-se, no entanto, levantar cinco pontos fundamentais para Regras que devam ser respeitadas:

i) Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma de Landmarks;
ii) Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes que se comprometam a por em prática um ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade;

iii) Ter sempre como objetivo o aperfeiçoamento do Homem, e como conseqüência, de toda a Humanidade;

iv) A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa dos Rituais, como modo acesso ao Conhecimento, através de práticas iniciáticas que lhe são próprias;

v) A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito às Opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas Lojas.

c) Reconhecimento: além das condições anteriores, para que uma Obediência seja regular, ela deve ser reconhecida por outras, geralmente após um tempo de observação. No entanto o reconhecimento não é incondicional, pois caso o Grande Oriente ou Grande Loja desvie-se destes preceitos, ele deixa de ser regular, perdendo o reconhecimento.


Algumas Potências Maçônicas foram interditadas pela Grande Loja Unida da Inglaterra (G.L.U.I.) por ferirem alguns destes preceitos, tal qual o Grande Oriente da França por ser político-partidário e retirar as menções ao Grande Arquiteto do Universo de seu ritual, além de aceitar a iniciação de ateus.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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Venerável Mestre - Maçonaria


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Venerável Mestre é o mestre maçon  que preside uma Loja Moçonica, sendo eleito pelos seus pares.
O Venerável Mestre é auxiliado em suas funções por vários outros irmãos (há funções em determinados ritos que não exigem o grau de Mestre para serem exercidos), na condução e administração de sua Loja.
Sendo o Venerável Mestre regularmente eleito para presidir uma Loja, este participa de um ritual especial, passando a ostentar o título de Mestre Instalado.  


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Lenda de Hiram Abiff



A Lenda de Hirão-Abi ou Lenda de Hiram Abiff, é um ritual do terceiro grau da maçonaria que surgiu em referência a construção do Templo de Salomão, quando o rei de Tiro, que também tinha o nome de Hirão, fez acordos comerciais com Salomão, enviando para a Terra Santa ouroprata, madeira de cipreste e cedro, além de pedreiros e desse sábio artífice Hirão-Abi.

O mesmo era descendente de  por parte de mãe e filho de um homem fenício.
A lenda apresenta Hirão-Abi como salvador maçônico, e apregoa um rito de morte e ressurreição do seu salvador. Na lenda, Hirão-Abi é abordado três vezes para revelar o segredo de um Mestre Maçom, no projeto do Templo, senão perderá sua vida. Por duas vezes Hirão-Abi recusa com a frase: "Perco minha vida, mas não revelo os segredos", e por essa recusa é ferido. Na terceira vez, negando novamente os segredos a um terceiro enviado para obtê-los, Hirão-Abi é morto. No dia seguinte, Salomão envia um grupo para investigar e descobrir a respeito de Hirão-Abi. Quando Hirão-Abi é encontrado, ressuscita da sepultura.
Finalmente, então, meus irmãos imitem nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua conduta virtuosa, sua piedade genuína a Deus, em sua inflexível fidelidade ao que lhe está confiado, para que, como ele, possamos receber o severo tirano, a Morte, e recebê-lo como um gentil mensageiro enviado por nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, em que o Supremo Arquiteto do Universo preside.



Lynn Perkins  escreve:

Portanto, a Maçonaria ensina que a redenção e salvação são ambos o poder e a responsabilidade do maçom individual. Salvadores como Hirão-Abi pode me mostram o caminho, mas os homens precisam sempre seguir e demonstrar, cada um por si, seu poder de salvar a si mesmos.


Albert Mackey esclarece sobre o significado da Lenda de Hirão-Abi:


...ensinar a imortalidade da alma. Esse ainda é o principal propósito do terceiro grau da Maçonaria. Esse é o escopo e objetivo do seu ritual. O Mestre maçom representa o homem, quando jovem, quando adulto, quando velho, e a vida que passa como sombras efêmeras, porém ressuscitado do túmulo da iniquidade, e despertado para uma outra e melhor existência. Por sua lenda e por todo seu ritual, é implícito que fomos redimidos da morte do pecado (...) o Mestre Maçom representa um homem salvo do túmulo da iniqüidade, e ressuscitado para a fé da salvação.




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18 de agosto de 2012

A Sexualidade dos Anjos


As descrições que temos nos dá a entender que muitas vezes os anjos apareceram em forma humana. Partindo desse ponto, muitas pessoas vincularam definitivamente os seres celestiais à forma humana e passaram a associá-los a diversas características e limitações do ser humano. Entre esses aspectos está a questão da sexualidade. Os anjos têm sexo? Procurando respostas a essa pergunta nos dedicamos ao exame das escrituras e de alguns comentários, conforme apresentamos na seqüência.


DEFESA DA SEXUALIDADE DOS ANJOS
Russel Norman Champlin, no Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, ao comentar a epístola de Judas, afirma que os anjos cometeram o pecado da concupiscência e se prostituíram com mulheres. Tal argumento está baseado na interpretação de que os “filhos de Deus” mencionados em Gênesis 6 são anjos. Entretanto, em sua Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, o mesmo autor vacila em suas colocações e chega a dizer que os anjos não têm sexo, citando Mateus 22:30.

Quanto ao texto de Gênesis 6, são muitos os teólogos que afirmam que aqueles “filhos de Deus” são anjos. Este é o principal ponto de apoio para os que defendem que os anjos são seres sexuados.

Bancroft afirma que, segundo Mateus 22:30, os anjos no céu não se casam, mas isto não significa que eles não tenham sexo. Diz ainda, que as escrituras ensinam a sexualidade dos anjos ao referir-se a eles através de termos masculinos. O mesmo teólogo conclui que todos os anjos são do sexo masculino e que o casamento não está no plano de Deus para eles. O assunto é encerrado nesse ponto, sem apresentar nenhuma finalidade para a aludida “mono-sexualidade” angelical.


OBJEÇÕES À SEXUALIDADE DOS ANJOS

Myer Pearlman afirma que “os anjos são sempre descritos como varões, porém não têm sexo; não propagam a sua espécie”.

Severino P. Silva entende, pelos textos de Col.1:16-17 e Gn.2:1 , que os anjos foram criados simultaneamente. Assim, depois disso nenhum anjo foi acrescentado ao número inicial. Desse modo, estaria descartada a possibilidade de reprodução angelical e, conseqüentemente, eliminada a necessidade de sexo. Afirma ainda que, os anjos não constituem uma raça. Cada anjo é uma criação original. Os anjos compõem uma companhia ou diversas companhias. Por esta causa não propagam a sua espécie; eles não têm sexo, ainda que citados no sentido masculino, porém neste campo são neutros. As escrituras jamais inferem aos anjos pronomes femininos. Seus nomes são poucos e limitados nas escrituras, mas os que são dados são nomes masculinos. Miguel, Gabriel, Maravilhoso, entre os bons; e Satanás, Abadon e Apolion, entre os maus. Na Bíblia sempre lemos frases assim : “filhos de Deus”, “filhos dos homens”, “filha das mulheres”, mas nunca lemos “filhos dos anjos”. Severino P. Silva opõe-se veementemente à tese de que os “filhos de Deus” citados em Gênesis 6 possam ser anjos, pelo fato de tal argumento não comungar com o ensino bíblico geral.

Louis Berkhof diz apenas que os anjos não têm corpos e não se casam.

O Manual de Doutrinas da Igreja Metodista Wesleyana afirma que os anjos não têm sexo.


CONCLUSÃO

Os anjos não têm sexo. O texto usado para defender a sexualidade dos anjos, Gênesis 6, é um texto obscuro, e, por isso, é interpretado erroneamente. Entretanto, o texto que nega tal sexualidade é cristalino em sua clareza. Jesus disse em Mateus 22:30 : “Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” Dizer que os anjos têm sexo apesar de não poderem se casar é, no mínimo, absurdo.

Como já dissemos, a questão da sexualidade dos anjos é fruto de uma imaginada equivalência entre seres humanos e celestiais. Este tipo de associação mitológica é uma fraqueza do ser humano, que o leva a fazer imagens de escultura e distorcer até mesmo conceitos a respeito da pessoa de Deus. É a tentativa de encaixar as realidades espirituais nas pequenas fôrmas da realidade natural.
O antropomorfismo utilizado pelos anjos em suas aparições não nos autoriza a concluir que eles possuam sexo. Da mesma forma como a aparição de serafins com asas não constituem informação suficiente para concluirmos que eles possam botar ovos.
Quem pensa que anjo tem sexo, segue o tipo de “lógica” que pode levá-lo a crer que o próprio Deus possa ser sexuado pelo fato de ter um Filho. Sabemos, porém, que nada disso faz sentido. Os seres humanos podem ser filhos de Deus ou filhos do Diabo sem que isso signifique a existência de alguma sexualidade espiritual.

BIBLIOGRAFIA

TEOLOGIA ELEMENTAR
Bancroft, E. H

TEOLOGIA SISTEMÁTICA
Berkhof, Louis - Edição Luz Para o Caminho

MANUAL DE DOUTRINAS BÍBLICAS DA
IGREJA METODISTA WESLEYANA

CONHECENDO AS DOUTRINAS DA BÍBLIA
Pearlman, Myer - Editora Vida

OS ANJOS, SUA NATUREZA E OFÍCIO
Silva, Severino P. - CPAD

ENCICLOPÉDIA DE BÍBLIA TEOLOGIA E FILOSOFIA
Champlin, Russel Norman - Editora Milenium

BÍBLIA SAGRADA
Versão Revista e Atualizada - Tradução de João Ferreira de Almeida
Sociedade Bíblica do Brasil

O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO
Champlin, Russel Norman - Editora Milenium


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O que a Bíblia realmente diz sobre os Anjos?


Os  anjos estão sujeitos ao governo divino, e o  importante  papel que têm desempenhado na história do homem,  torna-os merecedores de referência especial e de um estudo especial, pois, nas Escrituras, sua existência é sempre considerada matéria pacífica. Desta forma, estaremos nos ocupando em estudar a partir  do presente estudo sobre os anjos, ministros de Deus (Hb 1:14).


DEFINIÇÃO DO TERMO "ANJO"

A palavra portuguesa anjo possui origem no latim  angelus ,  que por sua vez deriva-se do grego angelos . No  idioma  hebraico, temos malak . Seu significado básico é "mensageiro"  (para designar  a idéia de ofício de mensageiro). O grego clássico  emprega o termo angelos para o mensageiro, o embaixador em assuntos humanos, que fala e age no lugar daquele que o enviou.

No  Antigo testamento (AT), onde o termo malak ocorre 108 vezes,  os  anjos aparecem  como seres celestiais, membros da corte de Yahweh,  que servem e louvam a Ele (Ne 9:6; Jó 1:6), são espíritos ministradores  (1Rs  19:5),  transmitem a vontade de  Deus  (Dn  8:16,17)), obedecem a vontade de Deus (Sl 103:20), executam os propósitos de Deus  (Nm  22:22), e celebram os louvores de Deus  (Jó  38:7;  Sl 148:2).

No Novo Testamento (NT), onde a palavra angelos aparece por 175 vezes, os anjos  aparecem como representativos do mundo celestial e  mensageiros  de  Deus. Funções semelhantes às do AT são  atribuídas  a eles,  tais como: servem e louvam a Cristo (Fp 2:9-11;  Hb  1:6), são  espíritos ministradores (Lc 16:22; At 12:7-11;  Hb  1:7,14), transmitem a vontade de Cristo (Mt 2:13,20; At 8:26), obedecem  a vontade  dEle (Mt 6:10), executam os Seus propósitos  (Mt  13:39-42), e celebram os louvores de Cristo (Lc 2:13,14). Ali, os anjos estão  vinculados a eventos especiais, tais como: a concepção  de Cristo (Mt 1:20,21), Seu nascimento (Lc 2:10-12), Sua  ressurreição (Mt 28:5,7) e Sua ascensão e Segunda Vinda (At 1:11).

O  termo teológico apropriado para esse estudo que  ora iniciamos é Angelologia (do grego angelos , "anjo" e logia , "estudo", "dissertação"). Angelologia, se constitui, portanto, de doutrina  específica dentro do contexto daquilo que  denominados  de Teologia Sistemática, a qual se ocupa em estudar a existência, as características, natureza moral e atividades dos anjos. Iniciaremos, portanto, pelo estudo da existência dos anjos.


SUA EXISTÊNCIA

Ao  iniciarmos nosso estudo de Angelologia, faz-se  necessário que assentemos biblicamente a verdade da existência  dos anjos.

A  existência dos anjos, conforme veremos a  partir  de agora,  é  claramente demonstrada pelo ensino, tanto  do  Antigo, quanto do Novo Testamentos.

a) Estabelecida pelo Ensino do Antigo Testamento

São inúmeros os textos do AT que comprovam a  realidade da existência dos anjos. Queremos, no entanto, destacar apenas os que  se seguem: Gn 32:1,2; Jz 6:11ss; 1Rs 19:5; Ne 9:6;  Jó  1:6; 2:1;  Sl  68:17; 91:11; 104:4; Is 6:2,3; Dn 8:15-17;  Nos  textos alistados  anteriormente, vemos os anjos em suas funções  principais  de  servir e louvar a Yahweh, transmitir  as  mensagens  de Deus, obedecer Sua vontade, executar a vontade de Deus, e  também como guerreiros.

b) Estabelecida pelo Ensino do Novo Testamento

     No  contexto do NT, os anjos não são apresentados  simplesmente como "mensageiros de Deus", mas também como  "ministros aos herdeiros da salvação" (Hb 1:14). Outrossim, a existência dos anjos é apresentada de  maneira inequívoca no NT. Vejamos, por exemplo, os textos a seguir: Mt  13:39;  13:41; 18:10; 26:53; Mc 8:38; Lc 22:43; Jo  1:51;  Ef 1:21; Cl 1:16; 2Ts 1:7; Hb 1:13,14; 12:22; 1Pe 3:22; 2Pe 2:11; Jd 9; Ap 12:7; 22:8,9.


04. O ARCANJO MIGUEL

Pretendemos  a  partir de agora estudar a  respeito  de cinco classes especiais de anjos, a começar por Miguel, o  Arcanjo.

No grego encontramos Michael , heb. mika'el . O nome  Miguel significa "quem é como El (Deus)?".

A  tradição  sobre a existência de arcanjos  não  fazia parte  original da fé judaica. Assim, na literatura bíblica,  Miguel é introduzido em Dn 10:13,21 e 12:1 e reaparece no NT em  Jd 9 e Ap 12:7. Embora algumas literaturas tenham Gabriel como outro Arcanjo (totalizando sete na literatura apócrifa e pseudepígrafa, onde  quatro  nomes  são revelados:  Miguel,  Gabriel,  Rafael  e Uriel), a Bíblia só revela a existência de um único Arcanjo,  Miguel. Isto é demonstrado pelo fato de que nas duas ocorrências da palavra grega archangelos , "arcanjo", 1Ts 4:16 e Jd 9, o termo só aparece  no singular, ligado unicamente ao nome de Miguel,  donde se  conclui biblicamente que só exista um anjo  assim  denominado Arcanjo, ou anjo-chefe, e que esse Arcanjo chama-se Miguel.

O Miguel que se pode encontrar no NT, surge no AT  apenas no livro de Daniel. Como Gabriel, é um ser celestial . Tem, no entanto, responsabilidade especiais como campeão de Israel  contra o anjo rival dos persas (Dn 10:13,21), e ele comanda os exércitos  celestiais contra todas as forças sobrenaturais do mal  na última grande batalha (Dn 12:1). Na literatura judaica recente, bem como nos apócrifos e pseudepígrafos, o nome de Miguel é apresentado como guardião  militar e intercessor de Israel.

No NT, Miguel aparece apenas em duas ocasiões. Em Jd 9, há  referência a uma disputa entre Miguel e o diabo com  respeito ao  corpo de Moisés. Essa passagem é bastante polêmica.  Orígenes acreditava  que isto estaria registrado num apócrifo  chamado  de "Assunção de Moisés", mas a história não aparece nos textos existentes, porém incompletos, desta obra. A literatura rabínica posterior  parece ter conhecimento desta história. O outro texto  em que  Miguel aparece, é Ap 12:7, que retoma o tema de Dn 12:1,  apresentando-se Miguel como sendo o vencedor do dragão  primordial, identificado como Satanás.

 
OS SERAFINS

O  termo hebraico é saraph . Quanto à origem exata  e  a significação desse termo, não existe concordância entre os eruditos. Provavelmente, deriva-se da raiz hebraica saraph , cujo  significado é "queimar", o que daria a idéia de que os Serafins  são anjos rebrilhantes, uma vez que essa raiz também pode  significar "consumir com fogo", mas também "rebrilhar" e "refletir".

A única menção a esses seres celestiais nas páginas das Escrituras  Sagradas fica no livro de Isaías (Is 6). Os  serafins aparecem  associados com os Querubins na tarefa de  resguardar  o trono  divino.  Os seres vistos por Isaías tinham  forma  humana, embora  possuíssem  seis asas (Is 6:2). Estavam postos  acima  do trono  de Deus (Is 6:2a), o que parece indicar que sejam  líderes na adoração ao Senhor. Uma dessas criaturas entoava um refrão que Isaías registra nas palavras: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos;  a terra inteira está cheia da Sua glória"  (Is  6:3). Tão vigorosa era esta adoração, que é dito que o limiar do Templo divino se abalava e o santo lugar ficava cheio de fumaça.

Pelo que observamos no texto, parece que para Isaías  os Serafins  constituíam uma ordem de seres  angélicos  responsáveis por certas funções de vigilância e adoração. No entanto,  parecem ser criaturas morais distintas, e não apenas projeções da  imaginação  ou personificação de animais. Suas qualidades morais  eram empregadas exclusivamente no serviço de Deus.

OS QUERUBINS

No hebraico, temos keruhbim , plural de kerub . No  grego cheroub . Palavra de etimologia incerta.

No  AT esses seres são apresentados como  simbólicos  e celestiais. No livro de Gênesis, tinham a incumbência de  guardar o caminho para a árvore da vida, no jardim do Éden (Gn 3:24). Uma função semelhante foi credita aos dois Querubins dourados, postos em  cada extremidade do propiciatório (a tampa que cobria a  arca no santíssimo lugar - Êx 25:18-22; Cf Hb 9:5), onde simbolicamente  protegiam os objetos guardados na arca, e proviam,  com  suas asas  estendidas, um pedestal visível para o trono  invisível  de Yahweh (veja Sl 80:1 e 99:1, para entender essa figura). No livro de  Ezequiel (Ez 10), o trono-carruagem de Deus,  que  continuava sustentado por Querubins, tornava-se móvel. Também foram bordados Querubins nas cortinas e véus do Tabernáculo, bem como estampados nas paredes do Templo (Êx 26:31; 2Cr 3:7).
Tem sido objeto de críticas acirradas, o fato de que os povos  vizinhos de Israel possuíam criaturas  aladas  simbólicas. Especialmente  os  heteus popularizaram os grifos,  uma  criatura altamente complicada com corpo de leão, cabeça e asas de águia  e com a aparência geral semelhante à de uma esfinge. Por estes  motivos,  alguns críticos têm conjeturado que Israel tenha  tomado esse  costume por empréstimo desses povos vizinhos.  No  entanto, fica bastante claro que a situação é inversa: os povos vizinhos é que deturparam a simbologia israelita, adaptando-a às suas  crendices.  Exemplo disto, é a conhecida "Epopéia de Gilgamesh",  uma história babilônica do dilúvio, obviamente tomada por  empréstimo do relato bíblico.


O ANJO GABRIEL

O  vocábulo hebraico Gabriel significa "homem de  Deus" (heb. geber , "varão" e El - forma abreviada de Elohim , "Deus").

No  AT,  Gabriel aparece apenas em Daniel, e  ali  como mensageiro  celestial  que surge na forma de um homem  (Dn  8:16; 9:21). Suas funções são: revelar o futuro ao interpretar uma  visão  (Dn 8:17), e dar entendimento e sabedoria ao próprio  Daniel (Dn 9:22).

No NT, Gabriel surge somente na narrativa de Lucas  que descreve o nascimento de Cristo. Ali, ele é o mensageiro  angelical  que anuncia grandes eventos: o nascimento de João (Lc  1:11-20) e de Jesus (Lc 1:26-38). Também é apresentado como aquele que "assiste diante de Deus" (Lc 1:19). Destes casos, conclui-se  que Gabriel  é o portador das grandes mensagens divinas  aos  homens. Pode-se concluir, dizendo que na Bíblia, Gabriel é o "anjo mensageiro" e Miguel o "anjo guerreiro".

O ANJO DO SENHOR

Outro ensino veterotestamentário de grande importância, que  por sua vez está estritamente relacionado com as  Teofanias, são as aparições do Anjo do Senhor. Optamos por estudar,  separadamente, este assunto, em virtude de sua importância crucial, uma vez que as aparições do Anjo do Senhor se constituem em  Teofanias,  mas especificamente Teofanias onde as aparições de  Deus  se davam de forma humana.

A  expressão "Anjo do Senhor" ou sua variante "Anjo  de Deus",  se encontram mais de cinqüenta vezes no AT.  Portanto,  é necessário algumas considerações acerca desse personagem, que  se reveste de grande importância quando tratamos da possibilidade da Encarnação.

A primeira aparição bíblica do "Anjo do Senhor", foi no episódio  de  Agar, no deserto (Gn 16:7).  Outros  acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22:11,15), Jacó (Gn  31:11-13), Moisés (Êx 3:2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14:19) e posteriormente em Boquim (Jz 2:1,4), Balaão (Nm 22:22-36), Gideão (Jz 6:11), Davi (1Cr 21:16), entre outros.

A Bíblia nos informa que o Anjo do Senhor realizou  várias  tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes,  Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens do Senhor Deus, como  por exemplo em Gn 22:15-18; 31:11-13. Em outras  aparições, Ele  fora enviado para suprir necessidades (1Rs 19:5-7)  ou  para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14:19; Dn 6:22).

Com relação à identidade do Anjo do Senhor, os eruditos não são e nunca foram unânimes. Entretanto, não há porque duvidar da  antiquíssima interpretação cristã de que, nesses casos  acima citados, encontramos manifestações preencarnadas da Segunda  Pessoa da Trindade.

Desejamos, portanto, apresentar a seguir três  argumentos  bíblicos que comprovam, indubitavelmente, que o Anjo do  Senhor é Jesus Cristo antes de encarnado.

Josué 5:14 - Quando o Anjo do Senhor apareceu a  Josué, diz a Palavra do Senhor que ele "...se prostrou sobre o seu rosto na terra, e O adorou, e disse-lhE: Que diz meu Senhor ao seu servo?". Se o Anjo do Senhor não fosse o próprio Senhor (ou  melhor, o  Senhor  Jesus como Segunda Pessoa da Trindade), o  anjo  (caso fosse simplesmente "um anjo") teria proibido a Josué de adorá-lo, como ocorreu em Ap 19:10 e Ap 22:8,9.

Jz 13:18 - Embora concordemos com o fato de que existem controvérsias  a respeito desta passagem, reputamos a mesma  como factual e elucidativa. Quando Manoá, pergunta ao Anjo do  Senhor, o  Seu  nome, Ele responde: "...porque perguntas assim  pelo  meu nome, visto que é maravilhoso ?" Uma comparação desta resposta com a passagem de Is 9:6, demonstra que o Anjo do Senhor que apareceu a Manoá é o Menino que nos fora dado de Isaías. Isto é, o Anjo do Senhor, cujo Nome é Maravilhoso (YHWH), é o próprio Senhor, e  ao mesmo tempo o Menino que nos fora dado.

A  terceira prova escriturística que queremos  apresentar, é que no contexto neotestamentário, a Bíblia deixa de utilizar-se do termo "o Anjo do Senhor" como pessoa específica. Isto é demonstrado pelo fato de que o artigo definido masculino singular "o" deixa de ser utilizado, sendo substituído pelo artigo indefinido  "um". Alguns exemplos disto, são os textos de Lc  1:11;  At 12:7 e At 12:23, dentre muitos outros. Infelizmente, nem todas as ocorrências de Anjo do Senhor no NT, na versão ARC, se  encontram com o artigo indefinido "um", o que ocorre na versão ARA nos textos citados e em outros correlatos.

Esta substituição possui um grande significado. Isto é, no  contexto do NT, contemporâneo ou posterior à  Encarnação,  as manifestações angelicais não eram do Anjo do Senhor, mas meramente de um de Seus anjos, pois o Anjo do Senhor já havia sido manifestado na carne (1Tm 3:16).

BIBLIOGRAFIA

A BíBLIA SAGRADA. Edição Revista e Corrigida no Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Bíblica Brasileira, 1994.

BANCROFT, Dr. Emery H. Teologia Elementar. Trad.  João M. Bentes.3ª ed. SP, Imprensa Batista Regular, 1986.

CHAMPLIN, Russel N. & BENTES, João Marques. Enciclopédia de Bíblia Teóloga e Filosofia (6 volumes).São Paulo,
Associação Religiosa Editora e Distribuidora Candeia, 1991.



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Anjos Rebeldes


Deus não criou o Diabo: um anjo criado por ele é que se fez demônio. Era um arcanjo (como Miguel) que arrebatou consigo outras criaturas celestes. Era o mais belo de todos e também o mais amado por Deus. Seu nome era Lúcifer ("portador da luz"). Extremamente orgulhoso de sua beleza , queria se igualar a Deus e persuadir os outros anjos a tratarem-no como tal. Numerosos anjos o seguiram e foram parar junto com ele, nas trevas, indo reinar no Inferno.

No livro do Gênesis, em seu 6º capítulo, há uma passagem a qual mostra os filhos de Deus se unindo às filhas dos homens. Surgiram diversas versões uma delas narra que 200 anjos chefiados por Semjaza e Azazel, atraídos pela beleza das mulheres, desceram a terra para se unir a elas. Estes anjos ensinaram aos mortais vários conhecimentos nocivos.

As mulheres conceberam gigantes famintos e descomunais (alguns com mais de 3000 metros de altura) comiam tudo o que encontravam e começaram a devorar uns aos outros. O mundo mergulhou numa anarquia total. Deus interveio, enviando seu anjo Miguel que aprisionou os anjos turbulentos nos vales da terra, onde estão à espera do juízo final.

Outra versão afirma que os anjos encarregados de velar pelas criaturas terrestres foram seduzidos pelas mulheres. Dessa união resultaram os demônios que dominam os homens por meio da magia.

O orgulho e o ciúme são apontados como causas possíveis da queda dos anjos.

Os demônios se multiplicaram e formaram um universo complexo. Diz-se que existem cerca de 7.459.126 diabos divididos em 1.111 legiões, dirigidos por 72 príncipes.

Seus poderes são reais: souberam tentar tanto Adão e Eva como Cristo. São provocadores de calamidades e heresias, responsáveis pelas diversas enfermidades físicas e morais que tanto afligem os homens.

"Há três tipos de demônios. Aqueles que procuram infernizar a própria pessoa, induzindo-a a pensamentos ou atos espúrios, ações degradantes, visões apavorantes. Há demônios que fazem com que o possuído irradie mal a pessoas, animais ou objetos que estão em seu campo de ação e, por fim, existem demônios que impelem à ambição, avareza, egoísmo, vaidade, fazendo com que o indivíduo tenha como propósito dominar e explorar seus semelhantes".



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