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27 de maio de 2008

O que é a feitiçaria?


A feitiçaria consiste num conjunto de conhecimentos práticos e teóricos sobre magia, ou seja, sobre a invocação de espíritos com a finalidade de criar certos efeitos no mundo terreno.
Para usar correta e seguramente a capacidade de ser bruxo, é necessário estudar feitiçaria, ou o bruxo pode cair em erros fatais para si ou terceiros.




Por isso se diz que ninguém se faz bruxo, um bruxo nasce bruxo. Mas um bruxo precisa ser feiticeiro, ou seja, de estudar feitiçaria, para que possa exercer a sua habilidade espiritual com eficiência, segurança e resultados. Só que se na religião espírita se acredita em certos princípios doutrinários formais e se defende que apenas se deve de comunicar com os espíritos, na bruxaria vai-se muito mais longe e acredita-se que não se pode apenas comunicar com os espíritos, mas também encomendar certo tipo de missões aos espíritos e que, os espíritos podem cumprir com esses pedidos, causando assim certos efeitos desejados nesta nossa realidade física. A diferença entre estas duas visões espíritas acaba por ser bem visível na diferença entre o vidente e o bruxo. O vidente vê, o vidente comunica e faz a «ponte» entre este mundo e os espíritos. O bruxo actua, o bruxo contacta com os espíritos para mudar este mundo. O bruxo , tal como o vidente, também comunica com os espíritos. Mas ao contrário do vidente, o bruxo não se fica apenas pelo acto de comunicação com o mundo espiritual. O bruxo não comunica com os espíritos apenas para comunicar, mas antes se o faz, é para encomendar certos serviços aos espíritos que invocou, com a finalidade de alterar a realidade de acordo com determinado objectivo. Trata-se por isso da grande diferença entre «ver» e «mudar». O vidente limita-se a ver, e tudo que ele ve sobre o passado, presente e futuro, voce rapidamente vai confirmar que é tudo verdade. Mas mudar, o vidente não muda nada, pois ele apenas vê. O objectivo do bruxo não é ver, é mudar o rumo de uma certa realidade ou situação.
Nosso e-mail é: apocalipsedosanjos@hotmail.com (esperamos que você participe, trocando informações, idéias, nos mostrando curiosidades entre outros casos, podemos até divulgar o nome da pessoa que nos mandou o texto caso o autor desejar entre outras coisa).

O que faz o bruxo?


O bruxo possui uma íntima relação com certas forças espirituais, e é um receptáculo ou uma residência física para essas mesmas forças espirituais, com as quais ele convive por via da celebração seu culto religioso e da sua pratica mística.
O bruxo comunica com os espíritos, e comunica pedindo-lhe coisas, coisas essas que acontecem pois os espíritos assim o farão acontecer.
E com o bruxo, voce vê que as coisas mudam e se alteram na sua vida, tal como os espíritos prometem fazer. È claro que a bruxaria não é uma religião institucionalizada, não possui igrejas, não possui um Vaticano, nem uma Meca, nem mesquitas, nem sinangogas, nem templos, nem padres, nem ou bispos ou Papas. Não possui enfim, uma estrutura hierarquizada, nem existe na forma de uma organização formalmente constituída. Na bruxaria o templo de cada bruxo é cada igreja que existe, cada bruxo é o seu próprio padre, e cada bruxo trabalha para si próprio em razão dos seus interesses, embora todos estejam unificados pela mesma crença e pela mesma razão de existir: mundo sobrenatural, as leis do oculto, e a sua intima relação com essas realidades. A bruxaria não esta por isso unida e uniformizada por nenhuma liturgia, nem por uma organização hierárquica, por nenhuma instituição formal, como esta por exemplo a igreja católica, ou os Evangelistas, ou os Batistas, ou os Judeus, etc…. A bruxaria é uma religião unida apenas pelas suas milenares crenças e saberes que são comuns a todos os bruxos e que passam de geração em geração desde há milhares de anos. Foi esse o motivo pela qual a igreja católica durante quase 5 séculos de perseguições aos bruxos, não conseguiu eliminar a bruxaria como eliminou outras ordens religiosas institucionalizadas, como sucedeu com a sangrenta extinção da ordem dos templários. Nem tão pouco consegui a igreja calar ou destruir os cultos religiosos



Africanos de Kimbanda ou Vodu praticados pelos escravos negros, apesar da violenta repressão que lhes moveu.È que não se pode eliminar algo que não tem forma física, não tem domiciliação institucional. Apenas se pode matar um a um os sacerdotes dessa religião, mas não se pode destruir um Vaticano se o Vaticano não existisse. E na bruxaria, não há um Vaticano, não há sequer uma ordem formal estabelecida. E enquanto houver um bruxo vivo, ele vai transmitir a sua sabedoria a um iniciado que há-se sempre fazer sobreviver a religião da bruxaria. Foi isto que a igreja não percebeu, foi isto que salvou a bruxaria. A bruxaria ao longo dos tempos sempre sobreviveu, pois não existe como corpo físico, não existe como organização formal que se possa decapitar, trata-se apenas de uma religião em que os seus membros se encontram unidos unicamente pela sabedoria e pelas suas crenças, e cada um é igual ao seu colega de saber e de arte. Não há por isso forma de matar a bruxaria, e os bruxos continuaram ao longo da história, até aos nossos dias, a ser tão ou ainda mais procurados pelo povo que os padres. Mais:Se esta religião sobreviveu ao longo dos tempos, é também porque possui uma aracterística fundamental: a bruxaria funciona, a bruxaria mostra resultados práticos e fá-lo todos os dias em todo o mundo.

A bruxaria não se refugia em acontecimentos que sucederam há 2.000 anos,( ou mais), e que nunca ninguém viu acontecer na realidade, a bruxaria é uma religião viva, a bruxaria dá provas todos os dias e a toda a hora.


Que outra religião, ( á excepção talvez do espiritismo, do Vodu e do Kimbanda), pode gabar-se de conseguir oferecer diariamente a quem procura os seus sacerdotes, resultados práticos, tangíveis e palpáveis que sucedem todos os dias, ao longo de centenas e centenas de anos? Nenhuma outra. O facto é que a bruxaria é uma religião, tal como o cristianismo, o budismo, os islamismo, o judaísmo, o espiritismo, etc. E cada bruxo é um sacerdote dessa religião, que vive em conformidade com os saberes espirituais e as crenças da bruxaria, e pratica as suas artes espirituais todos os dias, em conformidade com a sua fé. Como já se disse, a bruxaria é uma religião de natureza espírita, a única que sobreviveu a séculos de perseguições e assassínios, a única que sobreviveu a centenas de anos de preconceitos sociais, e mesmo assim continua apresentando resultados práticos todos os dias e a toda a hora. È talvez a única religião que todos frequentam, por vezes ás claras ou por vezes ás escondidas, porque apesar de todo o preconceito que há sobre a bruxaria, ela é a única religião que responde com eficiência e clareza aos problemas práticos das pessoas. A bruxaria não se limita a oferecer soluções teóricas e espirituais ás pessoas, a bruxaria oferece soluções práticas e palpáveis com resultados que se vê. E é isso que as pessoas querem, e é isso que a bruxaria oferece. Por isso ela sempre existiu e ela sempre existirá.

AS MISSAS BRANCAS e MAGIA BRANCA

A magia, (seja ela negra ou branca), embora sendo em si um processo místico oculto,é contudo muito objectiva ou pelo menos, possui fins muito tangíveis e palpáveis. Pois da mesma forma que as pessoas acreditam na ciencia porque ela permite, por exemplo, que hajam telefones e as pessoas compram telefones porque ele funcionam, tambem as pessoas procuram a magia nao por mera superstição, mas porque, ( acreditando ou nao, pouco importa), os resultados desejados acontecem mesmo.

E como acontecem esses resultados?

Os espíritos existem e as sagradas escrituras são prova disso.Pelas escrituras sabemos que Deus é um espírito, (Jo 4;24),e que existem todo o tipo de espíritos.Existe por isso um mundo terreno, no qual habitamos em corpo, e um mundo espiritual, no qual habitam entidades espirituais(1 Cor 15;40). Frequentemente as tradições hebraicas referem esse mundo espiritual, ( o mundo dos espíritos, ou mundo onde habitam os espíritos daqueles que partiram deste mundo físico), como «reino dos mortos» ( Is 13,9 ; Sb 17,13). E existem vários tipos de entidades espirituais: espíritos bons, espíritos de traição,espíritos do mal, etc. (Deut 34;92 ; Cr 18;20-22; Act.Apost. 16;16-17; Mc 1; 23-26, etc)Os espíritos acedem ao nosso mundo e influenciam-no, quer queiramos, quer não.Tal como se diz nos evangelhos, eles são como vento. São por isso algo que tal como o vento não podemos ver, mas que contudo podemos sentir e por isso não podemos negar a sua influencia e presença neste mundo.

Espiritos malignos são atraídos a esta mundo por vários tipos de fenómenos, tanto voluntários, (como magias negras, feitiçarias, etc), como involuntários, ( como invejas, pragas, etc), e podem livremente entrar na vida de uma pessoa, actuando sobre ela e causando todo o tido de enfermidade ou infortúnio:

Doenças inexplicáveis, ruína, má sorte,divórcios e destruição da família, acidentes e problemas constantes, obstáculos inultrapassáveis na vida, etc. Uma das formas de expulsar esse mal espiritual que entrou na vida de uma pessoa, é com recurso a entidades espirituais de luz e que se opõem ás entidades espirituais malignas.

Como se expulsa o mal, e se retorna uma vida ao bem?

Imensos problemas são causados por forças espirituais negativas que entram na vida de uma pessoa. Desde infortúnios constantes, á destruição da família e de casamentos, á perda financeira constante, á perda de amor, ao fecho de caminhos e constante má sorte, etc.,os espíritos malignos podem tudo isso causar na vida de uma pessoa. E subitamente, ela vê a sua vida arrasada, e nem sequer entende porquê. A pessoa amada foge e se ontem amava, hoje odeia; o trabalho desaparece e os negócios afundam sem explicação; os contratempos e revezes insistem em suceder sem fim; a pessoa olha á volta e nem entende como ficou sem aquilo que mais amava.

Contra isso, e para repor a verdade na vida dessa pessoa, são realizados actos místicos que invocam forças espirituais. Essas forças espirituais, quando correctamente invocadas, irão actuar na vida de uma pessoa, lutando contra o mal que nela se instalou, expulsando os espíritos adversos e parasitários,fazendo com que o bem e a verdade sejam repostos na vida de quem esta sofrendo pela maldade alheia, que atraiu forças negativas á sua vida. Esses espíritos de luz actuarão, e essa acção terá consequências espirituais.Essas consequências espirituais, irão despertar uma série de efeitos que irão alterar o rumo dos eventos de uma certa situação. Tal é feito para alcançar um determinado fim, que consiste na protecção e reposição do bem e da felicidade na vida da pessoa.

25 de maio de 2008

Como são realizadas as missas brancas?

As «Sephirot» da «arvore da vida» estudada pela ciência Cabalista, representam as varias forças e energias espirituais que existem,
e que actuam tanto sobre toda a existência, ( seja a nivel do mundo espiritual, como do universo fisico),
como tambem sobre as nossas vidas.

São forças espirituais invisíveis, e são leis do mundo espiritual, leis intangíveis e no entanto,
a sua existência é atestável através dos processos matemático – numerológicos
das ciências místicas hebraicas.
No grande esquema da «Arvore da Vida», o pilar esquerdo da arvore, formado por Hod (Mercúrio), Gevurah (Marte), e Binah (Saturno), é gerador de trevas, ao passo que o pilar direito da arvore da vida constituído por Netzach (Vénus), Hesed ( Júpiter) e Chokmah (Urano), configura a fonte de luz.
Os processos mágicos de magia negra devem por isso ser canalizados á esfera espiritual de Yesod, com a finalidade de captar as influencias espirituais do pilar esquerdo da arvora da vida, ao passo que os processos mágicos de magia branca devem ser canalizados a Yesod, com o objectivo de captar as energias espirituais do pilar direito da arvore da vida.
O pilar central da arvora da vida, constituído por Malkut (Terra), Yesod (Lua), Tiphareth (Sol), Daath (Plutão) e Kether ( Neptuno), tanto pode ser usado como meio de canalização de processos de comunicação com as esferas celestiais, ( e logo com Deus), assim como veiculo de realização de tarefas magicas cuja a natureza seja complexa e importe por isso tanto influencias do pilar esquerdo como direito.

As missas brancas que apelam ás forças espirituais de Luz, ( representadas no pilar direito da «Arvore da Vida»),
apenas devem ser realizadas por quem possui a força espiritual adequada para a realizar.
Invocar espíritos de luz, é tão perigoso como invocar espíritos de terrenais ou de trevas.

Se um mago não possui força espiritual para controlar os espíritos das trevas que convoca,
poderá sofrer serias consequências negativas.

Igualmente se um profeta não possui pureza para dialogar com os espíritos de luz,
poderá sofrer forte punição por se colocar diante da luz sem estar devidamente purificado.

Por isso, muitas das vezes as pessoas dizem: «Orei, invoquei anjos e nada aconteceu»;
Ou pior: «Orei, invoquei anjos e parece que só me aconteceram coisas más e que tudo piorou».

È normal, pois não se faz pão com uvas, nem vinho com farinha.

Nao se podem invocar poderosos espíritos de luz com intenções impuras,
nem sem estar purificado, nem sem ter sabedoria que permita dialogar com tais entidades celestes.
Perante os desrespeitos, essas entidades podem retribuir, ou com desprezo, ou com desagrado.

Por isso podemos observar que nas sagradas escrituras, ( nos livros de Êxodo, Números, Levítico, Deuteronómio),
o espírito de Deus pede que se observem regras de pureza e expiação para poder aceder á sua presença,
e mesmo assim nomeou aqueles que se poderiam colocar diante do Seu altar e pedir por todos os demais.
Nem todos podem ser médicos, nem todos podem fazer pão e nem todos podem subir á presença dos espíritos.
Cada um na sua missão e como esta escrito nos Evangelhos:
«A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus».
Isto neste caso, significa: « Ao terreno o que é da terra, e ao espiritual o que é do espírito».
Por outras palavras:
«se estais doentes, não vos fazeis de médicos e procurai o medico para curar o corpo;
se padeceis do mal, não vos fazeis de profetas e procurai o profeta para curar o espírito»

Sobre as missas brancas e o seu processo, assim esta escrito:


«Este tipo de demónios não se expulsa senão com recurso á oração e ao jejum»
Mt 17,21


O estado de pureza do profeta que convoca tais entidades tem de ser absoluto de corpo e espírito.

Para isso, ele obedece a
5 regras:
I
Rigoroso Jejum
II
Total purificação do corpo e do espírito
III
Orações ancestrais e poderosas, recitadas em clausura
IV
Poderosa fé
V
Vasta sabedoria espiritual
São estes os 5 meios exigidos a quem procede à celebração de cerimonias brancas,
e assim realiza invocação dos espíritos celestiais. Nas Missas Brancas são invocados poderosos espíritos de Deus,
assim como são realizados rituais ancestrais e secretos, conhecidos pelo antigos profetas e Pastores,( Mestres),
e que, hoje em dia já não se celebram nas vulgares missas. Nas Missas Brancas, são feitos rituais em conformidade com as instruções que estão descritas na Bíblia
e que provem dos profetas de Deus. Nestas Missas verdadeiramente fieis ás instruções dos textos sagrados,
são realizados todas as antigas e secretas invocações espirituais que os padres dos nossos dias já não praticam nas normais liturgias. As missas Brancas dão poderosos resultados em assuntos de:
UNIAO DE CASAIS SEPARADOS PELO MALEXORCISMO DE MAUS ESPIRITOSDESMANCHO DE MALEFICIOSDESTRUIÇÃO DE MAUS OLHADOSDESCARREGO DE INVEJASLIMPEZA DE MAUS AGOUROSABERTURA DE CAMINHOS NO AMOR, NA FAMILIA, NA RIQUEZAPROTECÇÃO DA FAMILIAPROTECÇÃO DE CASAMENTOPROTECÇÃO DE DINHEIRO E BOA SORTE.

24 de maio de 2008

Como funciona a Bruxaria?

Bruxaria e Maldições
Se queremos entender como funciona a bruxaria, temos de mergulhar nos conhecimentos mais ancestrais sobre essa pratica espiritual. Quando falamos de magia ou de bruxaria, mais concretamene na antiguidade, ( nas civilizações Egipcia, Grega e Romana), estas revestem-se de processos esotericos que foram beber aos conhecimentos misticos mais ancestrais e que ainda hoje perduram nas actuais praticas magicas. Sendo que os mais ancestrais saberes se perderam ao longo dos tempos, podemos encontrar nessas civilizações da Antiguidade, ( civilizações Greco-Romanas e Egipcia), fontes de conhecimento bastante esclarecedoras. Antes demais, é curioso é verificar que nas praticas magicas da Antiguidade Classica, toda a bruxaria era operada atraves de maldições. Nos tempos Greco-Romanos e Egipcios, existiam varios tipos de maldições para varios fins.
Haviam 5 tipos de finalidades de maldições na bruxaria da antiguidade:
1-litigio- realizadas para vencer litigios, seja em tribunais, na vida pessoal, ou social, ou na politica
2-competição - realizadas para vencer competições desportivas ou na arte
3-oficio - realizadas para vencer nos negocios, nos assunto profissionais e financeiros, etc.
4-erotica - realizadas para unir ou desunir pessoas, seja sentimentalmente seja sexualmente
5-justiça - realizadas para obter vingança
Como podemos concluir, ontem como hoje os objectivos da bruxaria permanecem inalterados. As maldições que a bruxaria produzia nesses tempos, eram realizadas com as 5 finalidades acima descritas e no fundo, e como vamos compreender mais adiante, toda a bruxaria era, ( e ainda é e sempe será), feita com recurso a maldições que são materializadas com recurso á necromancia. No entanto, veja-se que a maldição de que se falava na Antiguidade Classica, na verdade correspondia a uma forma de bruxaria e nao exactamente ao conceito de maldição como hoje em dia é comummente entendido. Hoje em dia quando falamos de «maldição», entendemos imediatamente tratar-se de uma especie de praga destinada a matar ou eliminar alguem. No entanto, as maldições produzidas pela bruxaria, nao tinham propriamente objectivo de matar, ( pelo menos, nem sempre...), mas antes elas podiam e eram direccionadas a causar um certo efeito na vida da pessoa visada. Podiam e eram maldições temporárias, condenando alguem a fins como: - ter um desejo sexual louco por uma certa pessoa; ou condenando alguem a perder uma causa na justiça; ou condenando alguem a perder um grande negocio em deterimento de outrem; ou condenando alguem a perder uma prova desportiva em deterimento de segunda pessoa; ou condenando alguem a casar com certa pessoa; etc. As maldições eram inscritas em Placas de Maldições, ( que eram placas maleáveis como papiro, mas feitas de chumbo, ou entao mesmo em papairo tratado para esse especial fim), assim como em bonecas do tipo Vodu.
As Bonecas Vodu
Na verdade, as bonecas tipo vodu são muito mais antigas do que comummente se julga. Essas bonecas de maldições, onde eram trespassados alfinetes e inscritas tanto orações como os pedidos da bruxaria realizada, remontam ao antigo Egipto. Exemplos delas podemos encontrar no museu do Louvre, onde ali estao exibidas bonecas usadas para fins magicos que remontam a II-III d.C. e mesmo periodos anteriores da antiguidade Egipcia. As bonecas de vodu, como hoje sao conhecidas, eram denominadas «Kolossoi» entre os magos Gregos. As maldições eram executadas atraves da boneca, torcendo das formas mais violentas os membros dessa, assim como horriveis mutilações. Nao se pretendia com isso mutilar a vitima, nem causar a destruição fisica do visado pela bruxaria, mas antes confundir os seus desejos, a sua vontade e os seus esforços, de forma a que se conseguisse obter um certo fim. Por exemplo: - se se deseja uma mulher ou homem, pretende-se causar-lhe tal nivel de desnorte, que essa pessoa venha a cair nos braços de alguem sem saber como, tal a forma como fica fragilizado; Se se deseja ganhar um negocio a um competidor, o objectivo é torna-lo de tal forma confuso e sem forças, que ele perca controle da situação e seja vencido; etc....
As Placas de Maldição e a origem do termo «Amarração»
Na Grecia e em Roma, era contudo mais frequente executar bruxaria atraves das Placas de Maldições, que eram folhas de chumbo preparadas para a realização de actos magicos e espirituais. Os trabalhos de magia podiam igualmente ser executados em papiros preparados para esse efeito. É curioso que todo o tipo de maldição inscrita nas placas ou bonecas, era denominada de «amarração». O termo «amarração» advem do Grego «Katadesmos», «Katadesmoi», «Katadein». O termo deriva de um verbo encontrado nas próprias placas de maldição e que significa «prender», «amarrar»,«restringir». O termo é usado por Platão na sua obra «Republica», e refere-se tanto á forma fisica das placas de maldição, ( que sao «enroladas», como que «amarradas» sobre si mesmas quando o feitiço nelas inscritas esta redigido e concluido), como á própria função das mesmas placas, que é «restringir» a vida de alguem. No latim, o termo provem de «defixio» que significa igualmente amarrar e que igualmente pode ser encontrado nas placas de maldição romanas. Por isso, o trabalho a que actualmente chamamos «amarração», nao é na verdade um trabalho exclusivamente amoroso ou com fins eroticos, tal e qual hoje comummente é entendido. Na verdade, todo o trabalho de bruxaria era feito por via de uma maldição, e todo esse trabalho por sua vez era denominado uma «amarração». Explica-se: - a amarração visava «amarrar» a pessoa visada pela bruxaria a um certo fim, a um certo destino. Por isso se dizia que uma pessoa embruxada tinha sido «amarrada», pois a vida dessa pessoa tinha sido restringida de forma a que certo efeitos lhe sucedessem. Daí o termo «amarração», que era igual a dizer que a pessoa fora «amarrada» ou «condicionada» de forma a que certos efeitos lhe sucedam na vida. Na antiguidade, dizer que alguem tinha sido amarrado, era equivalente a dizer que alguem tinha sido embruxado, fosse para que finalidade fosse. Mas o termo esoterico de «amarração» tem outra origem e explicação, esta talvez mais tecnica do ponto de vista da metodologia mistica. Nesses tempos ancestrais, atraves do processo magico, entendia-se que a alma da pessoa visada pela bruxaria era amarrada a um espirito de um morto, sendo que o espirito desse morto iria ficar na vida da pessoa amaldiçoada, até que esse espirito do falecido fizesse cumprir o objectivo da bruxaria na vida dessa pessoa enfeitiçada. Para melhor entender: os cemiterios eram por isso tidos como locais ferteis para a pratica de bruxarias, porquanto neles abundavam espiritos de mortos. A placa de maldição, onde estavam inscritas orações de conjuro, a maldição e o nome da vitima, era amarrada á mao do morto, ou amarrada ao corpo do morto. Desta forma, procurava-se atraves de um metodo necromantico, que o espirito do defundo a quem a bruxaria foi amarrada, se encarregasse de ir para a vida da pessoa embruxada e cumprisse a missao que lhe foi encomendada. No fundo, o contacto da placa de maldição com o morto, deveria atraves de um processo de necromancia, levar a vitima e ser restringida pela acção do espirito desse mesmo morto. A vitima era quase sempre assinalada na Placa de Maldição pelo seu nome e pelo nome da sua mae, pois a mae era uma fonte segura de identificação certa da vitima, ao passo que a identificação do pai poderia levar a equivocos. Dessa situação, falava o provebio latim, ao declarar: «Pater incertus, Mater certa».
Locais de Despacho das Placas de Maldição
As sepulturas eram os locais fundamentais para se proceder ao deposito das Placas de Maldiçao, e assim a completar execução de um trabalho de bruxaria por meios de uma maldição. As sepulturas ou covas preferidas pelos bruxos, eram as de pessoa que tinham falecido tragicamente e vitimas de morte violenta. Assim era praticado, pois diziam os velhos conhecimentos espirituais que as almas daqueles que morreram permaturamente vagueiam perto das suas covas em tormento e sem descanso, até que chegue a altura em que deveriam ter partido para o mundo espiritual. Até chegar essa hora, todos esses espiritos que vagueiam se descanso na terra, sao passiveis de serem facilmente invocados. Tambem os campos de batalha, assim como os locais de execução de pessoas, ou mesmo os locais em que as pessoas tinham falecido sem oportunidade de se lhes oferecer os ultimos ritos de funeral, eram tambem outros dos mais poderosos locais para a execução de bruxarias na forma de maldições. Como já foi explicado, sabia-se que a alma de pessoas que faleceram de morte violenta, ou que o espirito de pessoas que morreram permaturamente, iriam permanecer vaguendo por este mundo até que chegasse a hora em que deveriam na verdade ter falecido, e apenas nessa hora as ditas almas amarguradas abandonariam este mundo. Como essas almas vitimas de morte violenta ou permaturas, faleceram antes dessa hora, dizia-se que esses espiritos estavam condenados a percorrer este mundo como fantasmas em tormentos. Ora, os campos de batalha e os locais de execução de criminosos eram locais ferteis em pessoas que tinham sido mortas de forma violenta e certamente abreviando a sua vida, ou seja, provavelmente em alguns casos seriam pessoas que faleceram antes da sua hora. Sabia-se igualmente que mesma sorte sofrem aqueles que morreram sem oportunidade de se lhes prestar um funeral condigno e os ultimos ritos de enterro. A esses, os Gregos denominavam «Atelestoi». Ora, juntar ao cadaver dessas pessoas a Placa de Maldição com uma bruxaria ( sempre que possivel, a Placa de Maldição era amarrada ao defunto), era influenciar o espirito atormentado desse defundo a atormentar a vida da pessoa visada pela bruxaria, causando-lhe assim restrições. Essas restrições que a vitima iria sofrer, iriam a seu tempo conduzir á produção dos objectivos ditados pela magia que fora feita. Se por exemplo uma maldição tinha sido lançada para que um desportista perdesse uma competição, o espirito do morto ao qual essa pessoa foi «amarrada» iria actuar na vida dessa mesma pessoa de forma a afectar-lhe e restringir-lhe a saude tanto psicologica como fisica. A seu tempo, a vitima acabava por ficar desconcentrada, descontrolada e mesmo fragilizada tanto mentalmente como fisicicamente,o que facilmente podia conduzir ao aparecimento de lesoes e subsequentemente á perda de uma competição. Por este breve exemplo, é facil entender como um espirito que foi «amarrado» á vida de uma pessoa, pode «restringir» essa mesma de forma produzir os efeitos desejados por uma maldiçao. Ao espirito do atormentado era endereçado um pedido, e o atormentado iria fazer com que esse pedido fosse realizado na vida da vitima dessa bruxaria.
Como funciona a Bruxaria: as Maldições na forma das Amarrações
Tal como se pode verificar por todo o exposto, o termo «amarração» descrevia nao apenas uma bruxaria com fins sentimentais ou eroticos, mas antes tudo aquilo que era uma bruxaria. Podemos mesmo concluir que o termo «amarração», nasce desta pratica magica de natureza necromante, ou seja, a bruxaria por via da qual uma maldição era «amarrada» a um morto, de forma a que o espirito desse morto fosse tambem «amarrado» á alma da pessoa atingida pela feitiçaria, de forma a que o espirito do morto «restringisse» a sua vitima e assim, fizesse cumprir na vida da mesma os fins a que o trabalho se propunha cumprir. Como tambem podemos facilmente concluir, toda a bruxaria esta fortemente ligada á produção de maldições com fins especificos, e a execução dessas maldições é conseguida atraves de processos de necromancia, ou seja, por via da invocação dos espiritos de mortos. E logo assim, entendemos que os espiritos dos mortos, uma vez «amarrados» á pessoa atingida pela bruxaria, causam nas suas vitimas uma acçao de «amarração», ou seja, «restringe»m a vida dessa pessoa de tal forma até que nela vao suceder os eventos enunciados pela maldição. Estes esclarecimentos historicos sao importantes, para que se possa compreender como, na verdade, funciona a bruxaria.