Ele tinha muitos nomes: Avernus, Gehenna, Tartarus, Hades, Abaddon, Sheol... Era um local de dor e chamas e gelo, onde, há tempos, cada pesadelo havia se tornado real. Nós o chamaremos de Inferno. A maioria de seus habitantes não o considerava um lugar agradável; porém, estando mortos e estando lá (assim eles imaginavam) contra a vontade, suas opiniões importavam pouco. E, na verdade, se o inferno fosse um lugar agradável, eles se sentiriam enganados: eles permaneciam lá por causa da dor, do sofrimento, do tormento. O que recebiam em abundância. Os outros habitantes desse lugar não eram mortos; mas também não eram vivos, em nenhum sentido biológico da palavra. A humanidade os chamou de demônios, mesmo sem compreender o que haviam batizado. Havia pouco em comum entre a raça de demônios e as legiões de almas amaldiçoadas, com quem dividiam os limites infernais. No entanto todos concordavam em uma coisa: aquilo era tão ruim quanto possível, não podia ficar pior.
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