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16 de dezembro de 2011

Caibalion - O TODO


Sob as aparências do Universo, do Tempo e do Espaço e da Mobilidade, está sempre encoberta a Realidade Substancial: a Verdade fundamental.

~ O Caibalion

A Substância é aquilo que se oculta debaixo de todas as manifestações exteriores, a essência, a realidade essencial, a coisa em si mesma, etc. Substancial é aquilo que existe atualmente, que é elemento essencial, que é real, etc. A Realidade é o estado real, verdadeiro, permanente, duradouro, atual de um ente.
Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade substancial. Esta é a Lei.
O homem, considerando o Universo, de que é simplesmente uma partícula, observa que tudo se transforma em matéria, em forças e em estados mentais. Ele conhece que nada É real, mas que, pelo contrário, tudo é MÓVEL e CONDICIONAL. Nada está parado; tudo nasce, cresce e morre; no momento em que uma coisa chega a seu auge, logo começa a declinar; a lei do ritmo está em constante ação; não há realidade, qualidade duradoura, fixidez ou substancialidade em qualquer coisa que ,seja; nada é permanente, tudo se transforma. O homem que observa as leis do Universo vê que todas as coisas evoluem de outras coisas, e resolvem-se em outras; vê uma constante ação e reação, um fluxo e refluxo, uma criação e destruição, o nascimento, crescimento e a morte. Nada é permanente, tudo se transforma. Se esse homem for um pensador ativo, ele realizará todas essas coisas mudáveis, que serão, contudo, aparências ou manifestações exteriores da mesma Força Oculta, da mesma realidade substancial.
Todos os pensadores de todos os países e todas as épocas compreenderam a necessidade de ser admitida a existência desta Realidade substancial. Todas as filosofias dignas deste nome acham-se baseadas nesta opinião. Os homens deram a esta Realidade substancial muitas denominações: muitos designaram-na sob o termo Divindade (sob diversos títulos); outros chamaram-na a Eterna e Infinita Energia; outros ainda deram-lhe simplesmente o nome de Matéria: mas todos reconheceram a sua existência. Isto é evidente por si mesmo, não é necessário argumentos.
Nestas lições seguiremos o exemplo de muitos grandes pensadores antigos e modernos - os Mestres Hermetistas - e designaremos esta Força Oculta, esta Realidade substancial sob o nome de O TODO, termo que consideramos como o mais compreensível dos diversos termos empregados pelo Homem para designar AQUELE que excede todos os nomes e todos os termos.
Aceitamos e ensinamos as idéias dos grandes pensadores herméticos de todos os tempos, assim como as destas almas iluminadas, que galgaram elevados Planos de existência, e que afirmam a natureza íntima do TODO ser INCOGNOSCÍVEL. Isto é assim que ninguém pode compreender pelo próprio TODO por a natureza e a existência íntima dele.
Os Hermetistas pensam e ensinam que o TODO, em Si mesmo, é e será sempre INCOGNOSCÍVEL. Eles consideram todas as teorias, conjeturas e especulações dos teólogos e metafísicos a respeito da natureza íntima do TODO, como esforços infantis das mentes finitas para compreender o segredo do Infinito. Tais esforços sempre desviaram e desviarão da verdadeira natureza do seu fim. Uma pessoa que Prossegue em tais investigações vai, de circuito em circuito no labirinto do pensamento, prejudicar o seu são raciocínio, a sua ação e a sua conduta, até ficar totalmente inutilizada para o trabalho da vida. É como o esquilo, que furiosamente corre dentro da redondeza da sua gaiola, caminhando sempre sem nunca chegar em parte alguma, e parando só quando se assusta: é enfim um prisioneiro.
Porém são ainda mais presunçosos os que atribuem ao TODO a personalidade, as qualidades e propriedades característicos e atributos deles mesmos, e querem que o TODO tenha emoções, sensações e outros característicos humanos que estão abaixo das pequenas qualidades do gênero humano, tais como a inveja, o desejo de lisonjas e louvores, desejo de oferendas e adorações, e todos os outros atributos que sobrevivem desde a infância da raça. Tais idéias não são dignas de pessoas maduras e vão sendo rapidamente abandonadas.
(Vem a propósito dizer aqui que fazemos distinção entre a Religião e a Teologia, entre a Filosofia e a Metafísica.)
A Religião para nós é a realização institucional da existência do TODO, e sua relação para com ele; ao passo que a Teologia representa o esforço do homem em atribuir-lhe personalidade, qualidades e característicos, as teorias a respeito dos seus negócios, planos, desejos e vontades, e as apropriações de tudo isso para o ofício de mediadores entre O TODO e O povo.
A Filosofia é, para nós, a investigação de acordo com o conhecimento das coisas conhecíeis e concebíveis; ao passo que a Metafísica é o intento de levar a investigação às regiões incognoscíveis e inconcebíveis e além dos seus limites, com a mesma tendência que a Teologia. Por conseguinte, a Religião e a Filosofia são para nós coisas que têm o seu princípio na Realidade, ao passo que a Teologia e a Metafísica parecem delgados caniços, enraizados na areia movediça da ignorância, e nada mais constituem que o mais incerto apoio para a mente ou a alma do Homem. Não insistiremos com os estudantes que aceitam estas definições; só mencionamo-las para mostrar a posição em que nos colocamos neste assunto. Seja como for falaremos muito pouco sobre a Teologia e a Metafísica.
Mas, conquanto a natureza essencial do TODO seja Incognoscível, existem certas verdades conexas com a sua existência que a mente humana foi obrigada a aceitar. E o exame destas verdades forma um assunto próprio para investigações, mormente quando elas concordam com o testemunho do Iluminado nos planos superiores. Nós vos convidamos a fazer estas investigações.
AQUELE que é a Verdade Fundamental, a Realidade Substancial, está fora de uma verdadeira denominação, mas o sábio chama-o O TODO.
~ O Caibalion
Na sua Essência, O TODO é INCOGNOSCÍVEL.
~ O Caibalion
Mas os testemunhos da Razão devem ser hospitaleiramente recebidas e tratados com respeito.
~ O Caibalion
A razão humana, cujos testemunhos devemos aceitar ao raciocinar sobre alguma coisa, nos diz o seguinte a respeito do TODO, mas sem pretender levantar o véu do Incognoscível:
1 - O TODO é Tudo o que É REAL. Nada pode existir fora do TODO, porque do contrário o TODO não seria mais o TODO.
  
2 - O TODO É INFINITO, porque não há quem defina, restrinja e limite O TODO. É Infinito no Tempo, OU ETERNO; existiu sempre, sem cessar; porque nada há que o pudesse criar, e se ele não tivesse existido, não podia existir agora; existirá perpetuamente, porque não há quem o destrua, e ele não pode deixar de existir, porque aquilo que é alguma coisa não pode ficar sendo nada. É infinito no espaço; está em toda parte porque não há lugar fora do TODO; é contínuo no Espaço Sem cessação, separação ou interrupção, porque nada há que separe, divida ou interrompa a sua continuidade, e nada há para encher lacunas. É Infinito ou Absoluto em Poder; porque não há nada para limitá-lo, restringi-lo ou acondicioná-lo; não está sujeito a nenhum outro Poder, porque não há outro Poder.
3 - O TODO É IMUTÁVEL, ou não está sujeito a ser mudado na sua natureza real, nada há que possa operar mudanças nele, nada há em que possa ser mudado nem nada que tenha sido mudado. Não pode ser aumentado nem diminuído, nem ficar maior ou menor, seja qual for o motivo. Ele sempre foi e sempre será tal como é agora: O TODO; nada houve, nada há e nada haverá em que ele possa ser mudado.
TODO sendo Infinito, Absoluto, Eterno e Imutável, segue-se que tudo o que é finito, passageiro, condicional e Mutável não é o Todo. E como não há nada Real fora do TODO, todas as coisas finitas não são Reais. Não deveis ficar admirados e espantados das nossas palavras; não queremos levar-vos à Ciência Cristã fundada sobre a parte inferior da Filosofia hermética. Há uma Reconciliação para o aparente estado contraditório atual do assunto. Tende paciência, que nós trataremos deste assunto em seu tempo.
Vemos ao redor de nós que aquilo que se chama Matéria constitui O Princípio de todas as formas. É O TODO Simplesmente Matéria? Absolutamente não! A Matéria não pode manifestar a Vida ou a Mente, e como a Vida e a Mente são manifestadas no Universo, Porque nada é superior à sua própria origem, nada se manifesta como efeito que não esteja na causa, nada evolui como conseqüente, que não tenha involuído como antecedente. Quando a ciência moderna nos diz que não há realmente outra coisa senão Matéria, devemos saber que aquilo que ela chama Matéria é simplesmente uma energia eu força interrompida, isto é, uma energia ou força com poucos graus de vibração. Disse um recente escritor, "a Matéria obscureceu-se no Mistério". Mesmo a ciência materialista já abandonou a teoria da Matéria e agora se apoia sobre a base da Energia.
Então o TODO é simplesmente Energia ou Força? Não é Energia ou Força como os materialistas empregam estes termos, porque a energia e força deles são coisas cegas e mecânicas, privadas de Vida ou de Mente. A Vida ou a Mente não pode evoluir da Energia ou Força cega, pela razão dada acima, que: Nada é superior à sua própria origem, nada evolui que não tenha involuído, nada se manifesta como efeito que não tenha a sua causa. E assim O TODO não pode ser simplesmente Energia ou Força, porque, se assim fosse, não teriam existência a Vida e a Mente, e nós sabemos muito bem que elas existem, porque somos nós os que temos Vida, e que empregamos a Mente para considerar esta questão, assim como os que pretendem que a Energia ou Força é Tudo.
Que é, pois, que sabemos existir no Universo, que é superior à Matéria ou Energia? A VIDA E A MENTE! A Vida e a Mente em todos os seus diversos graus de desenvolvimento! "Então, perguntais, quereis dizer que O TODO É VIDA E MENTE? Sim e Não! é a nossa resposta. Se entendeis a Vida e a Mente como nós pobres mortais conhecemo-las, diremos, Não! O TODO não é isto! "Mas, que natureza de Vida e de Mente quereis significar?", direis vós.
A resposta é: "A MENTE VIVENTE, muito acima do que os mortais conhecem por essas palavras, como a Vida e a Mente são superiores às forças mecânicas ou à matéria; A INFINITA MENTE é Muito superior em comparação à Vida e à Mente finita." Queremos exprimir o que as almas iluminadas significam ao pronunciarem reverentemente a palavra ESPÍRITO!
O TODO é a Infinita Mente Vivente; o Iluminado chama-a ESPÍRITO! 


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Caibalion - O UNIVERSO MENTAL


O Universo é Mental: ele está dentro da mente d'O TODO.
~ O Caibalion
O TODO é ESPÍRITO! Mas que é Espírito? Esta pergunta não pode ser respondida, porque a sua definição seria praticamente a do TODO, que não pode ser explicado nem definido. Espírito é um simples nome que os homens dão às suas mais elevadas concepções da Infinita Mente Vivente; esta palavra significa a Essência Real; significa a Mente Vivente, tão superior à Vida e à Mente tais como as Conhecemos, quanto estas últimas são superiores à Energia mecânica e à Matéria. O Espírito é superior ao nosso entendimento, e só empregamos este termo para podermos falar do TODO. No juízo dos pensadores e inteligentes estamos justificados falando do Espírito como Infinita Mente Vivente, e reconhecendo que não Podemos compreendê-la, quer raciocinando sobre ela, quer estudando a matéria na sua totalidade.
Façamos agora uma consideração sobre a natureza do Universo, quer no seu todo, quer nas suas partes. Que é o Universo? Dissemos que nada há fora do TODO. Então o Universo é O TODO? Não; não o é; porque o Universo parece ser formado de MUITOS, e está constantemente mudando, ou, por outras palavras, ele não pode ser comparado com as idéias que estabelecemos a respeito do TODO. Então, se o Universo não é o TODO, ele é o Nada; tal é a conclusão inevitável da mente à primeira idéia. Mas esta não satisfaz a questão, porque sentimos a existência do Universo. Ora, se o Universo não é O TODO, nem o Nada, que será então? Examinemos a questão.
Se verdadeiramente o Universo existe, ou parece existir, ele procederá diretamente do TODO, poderá ser uma criação do TODO. Mas como poderá alguma coisa sair do nada, de que O TODO a teria criado?
Vários filósofos responderam a esta pergunta, dizendo que TODO criou o Universo de si MESMO, isto é, da existência e substância do TODO. Mas isto não pode ser, porque o TODO não pode ser dividido ou diminuído, como já vimos, e se isto fosse verdade, cada partícula do Universo não poderia deixar de conhecer o seu ente n’O TODO; o TODO não perderia o conhecimento próprio, nem SE TORNARIA atualmente um átomo, uma força cega ou uma coisa de vida humilde. Com efeito, alguns homens, julgando que o TODO é exatamente TUDO, e reconhecendo também que eles, os homens, existem, aventuraram-se a concluir que eles eram idênticos ao TODO, e atroaram os ares com os seus clamores de "EU SOU DEUS!" para divertimento da multidão e sorriso dos sábios. O clamor do corpúsculo que dissesse: "Eu sou Homem!", seria mais modesto em comparação.
Mas, que é, pois, o Universo, se não for o TODO separando a si mesmo em fragmentos? Que outra coisa poderá ser? De que coisa poderá ser feito? Esta é a grande questão. Examinemo-la bem. Reconhecemos que o Princípio de Correspondência (vide a primeira lição) vem em nosso auxílio aqui. O velho axioma hermético "o que está em cima é como o que está embaixo", pode ser empregado com êxito neste ponto. Permiti-nos fazer uma rápida hipótese sobre os planos elevados, examinando-os em nós mesmos. O Princípio de Correspondência aplica-se a este como a outros problemas.
Vejamos, pois! No seu próprio plano de existência, como cria o Homem? Primeiramente, ele pode criar, fazendo alguma coisa de materiais exteriores. Mas assim não pode ser, porque não há materiais exteriores ao TODO, com os quais ele possa criar. Em segundo lugar, o Homem procria ou reproduz a sua espécie pelo processo da geração que é a própria multiplicação por meio da transformação de uma parte da sua substância na da sua prole. Mas, assim também não pode ser, porque o Todo não pode transferir ou subtrair uma parte de si mesmo, assim como reproduzir ou multiplicar a si mesmo: no primeiro caso haveria uma revogação da lei, e no segundo, uma multiplicação ou adição do TODO, idéias totalmente absurdas. Não há nenhum outro meio pelo qual O HOMEM cria? Sim, há; ele CRIA MENTALMENTE! E deste modo, não emprega materiais exteriores, não reproduz a si mesmo, e, apesar disso, o seu Espírito penetra a Criação Mental.
Conforme o Princípio de Correspondência, temos razão de considerar que O TODO CRIA MENTALMENTE o Universo, de um modo semelhante ao processo pelo qual o Homem cria as Imagens mentais. Este é o testemunho da Razão, que concorda perfeitamente com o testemunho do Iluminado, como ele o manifesta pelos seus ensinos e escritos. Assim são os ensinamentos do Sábio. Tal era a doutrina de Hermes.
O TODO não pode criar de outro modo senão mentalmente, sem empregar qualquer material (nada há para ser empregado), e nem reproduzir a si mesmo (o que é também impossível). Não se pode escapar desta conclusão da Razão, que, como dissemos, concorda com os mais elevados preceitos do Iluminado. justamente como vós podeis criar um Universo de vós mesmos na vossa mentalidade, assim O TODO cria Universo na sua própria Mente. Mas o vosso Universo é criação mental de uma Mente finita, enquanto que o do TODO é criação de uma Mente Infinita. Ambos são análogos em natureza, mas infinitamente diferentes em grau. Vamos examinar cuidadosamente como fazemos nos processos de criação e manifestação. Mas antes de tudo é preciso fixardes as vossas mentes nesta frase: O UNIVERSO, E TUDO O QUE ELE CONTÉM, É UMA CRIAÇÃO MENTAL DO TODO. Com efeito, O TODO É MENTE!
O TODO cria na sua Mente infinita inumeráveis Universos, que existem por éons de Tempo; e contudo, para O TODO, a criação, o desenvolvimento, o declínio e a morte de um milhão de Universos é como que o tempo do pestanejar dum olho.
~ O Caibalion
A Mente Infinita d'O TODO é a matriz dos Universos.
~ O Caibalion
O Princípio de Gênero (vide lição primeira e seguintes) é manifestado em todos os planos de vida, quer materiais, mentais ou espirituais. Mas, como já dissemos, Gênero não significa Sexo; o sexo é simplesmente uma manifestação material do, gênero. Gênero significa relativo à geração ou criação. Em qualquer lugar, em qualquer plano, em que uma coisa é criada ou gerada, o Princípio de Gênero se manifesta. E isto é verdade mesmo na criação dos Universos.
Mas, não se deve concluir disto que ensinamos haver um Deus ou Criador macho e fêmea. Esta idéia é um desvio dos antigos preceitos sobre este assunto.
O verdadeiro ensinamento é que o TODO em si mesmo está fora do Gênero, assim como de qualquer outra Lei, mesmo as do Tempo e do Espaço. Ele é a Lei de que todas as Leis procedem e não está sujeito a elas. Contudo, quando O TODO se manifesta no plano de geração ou criação, os seus atos concordam com a Lei e o Princípio, porque se realizam num plano inferior de existência. E, por conseguinte, ele manifesta no Plano Mental o Princípio de Gênero, nos seus aspectos Masculino e Feminino.
Esta idéia poderá causar admiração a alguns de vós, que aprendem-na pela primeira vez, mas todos vós aceitaste-a passivamente nas vossas concepções diárias. Falais na Paternidade de Deus e na Maternidade da Natureza; de Deus, o Pai divino e da Natureza, a Mãe universal; logo, reconheceis instintivamente o Princípio de Gênero no Universo. Não é verdade?
Mas a doutrina hermética não exprime uma dualidade real: O TODO é um; os dois aspectos são simplesmente aspectos de manifestação. O ensinamento é que o Princípio Masculino manifestado pelo TODO só impede a destruição da concepção atual do Universo. Ele projeta o seu Desejo no Princípio Feminino (que se chama Natureza), ao mesmo tempo que este último começa a obra atual da evolução do Universo, desde os simples centros de atividade até o homem, e subindo cada vez mais de acordo com as bem-estabelecidas Leis da Natureza. Se dais preferência aos velhos modos de expressão, podeis considerar o Princípio Masculino COMO DEUS, o Pai, e o Princípio Feminino COMO a NATUREZA, a Mãe Universal, em cuja matriz todas as coisas foram geradas. Isto não é simplesmente uma ficção poética de linguagem; é uma idéia do processo atual de criação do Universo. Mas é preciso não esquecer que O TODO é um, e que o Universo é gerado, criado e existe na sua Mente Infinita.
Isto vos permitirá fazer uma idéia de vós mesmos, se quiserdes aplicar a Lei de Correspondência à vossa própria mente e a vós mesmos. Sabeis que a parte de Vós que chamais Eu. em certo sentido, sustenta e prova a criação de Imagens mentais na vossa própria mente. A parte da vossa mente em que é realizada a geração mental pode ser chamada o eu inferior, distinto do Eu que sustenta e examina os pensamentos, as idéias e as imagens do eu inferior. Reparai bem que "o que está em cima é como o que está embaixo", e que os fenômenos de um plano podem ser empregados na solução dos enigmas de planos superiores ou inferiores.
Será para admirar que Vós, os filhos, sintais esta instintiva reverência pelo TODO, sentimento que chamamos religião; esta reverência e este respeito para com a MENTE-PAI? Será para admirar que, ao considerar as obras e as maravilhas da Natureza, fiqueis dominado por um grande sentimento que tem sua origem fora do vosso íntimo ser? É a MENTE-MÃE que vos estreita, como a mãe estreita seu filho ao seio.
Não deveis cometer o erro de crer que o pequeno mundo que vedes ao redor de vós, a Terra, que é simplesmente um grão de areia em comparação com o Universo, seja o próprio Universo. Existem milhões de mundos semelhantes e maiores. Há milhões e milhões de Universos iguais em existência dentro da Mente Infinita do TODO. E mesmo no nosso pequeno sistema solar há regiões e planos de vida mais elevados que os nossos e entes, em comparação aos quais nós, míseros mortais, somos como as viçosas formas viventes que habitam no fundo do oceano, comparadas ao Homem. Há entes com poderes e atributos superiores aos que o Homem sonhou ser possuído pelos deuses. Não obstante, estes entes foram como vós e ainda inferiores, e, com o tempo, vós podeis ser como eles ou superiores a eles; porque, como diz o Iluminado, tal é o Destino do Homem.
A Morte não é real, ainda mesmo no sentido relativo; ela é simplesmente o Nascimento a uma nova vida, e continuareis sempre de planos elevados de vida a outros mais elevados por eons e eons de tempo. O Universo é vossa habitação e estudareis os seus mais distantes a@,essos antes do fim do Tempo, Residis na Mente Infinita do TODO, e as vossas potencialidades e oportunidades são infinitas mas somente no tempo e no espaço. E no fim do Grande Ciclo de EONS, O TODO recolherá em si todas as suas criações; porém, vós continuareis alegremente a vossa jornada, porque então querereis preparar-vos para conhecer a Verdade Total da existência em Unidade com O TODO.
E, quando estiverdes na metade do caminho, estareis calmos e serenos; sois seguros e protegidos pelo Poder Infinito da MENTE-MÃE.
Dentro da Mente Pai-Mãe, o filho mortal está na sua morada. ~ O Caibalion
Não há nenhum órfão de Pai ou de Mãe no Universo. ~ O Caibalion 


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Caibalion - O PARADOXO DIVINO


Os falsos sábios, reconhecendo a irrealidade comparativa do Universo, imaginaram que podiam transgredir as suas Leis: estes tais são vãos e presunçosos loucos; eles se quebram na rocha e são feitos em pedaços pelos elementos, por causa da sua loucura. O verdadeiro sábio, conhecendo a natureza do Universo, emprega a Lei contra as leis, o superior contra o inferior; e pela Arte da Alquimia transmita aquilo que é desagradável naquilo que é agradável, e deste modo triunfa, O Domínio não consiste em sonhos anormais, em visões, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra . as inferiores, escapando assim das penas dos pia-nos inferiores pela vibração nos superiores. A Transmutação não é uma denegação presunçosa, é a arma ofensiva do Mestre.

~ O Caibalion

Este é o Paradoxo do Universo, que resulta do Princípio de Polaridade que se manifesta quando o TODO começa a Criar. É necessário prestar atenção, porque isto estabelece a diferença entre a falsa e a verdadeira sabedoria.
Enquanto que para o TODO INFINITO, o Universo, as suas Leis, as suas Forças, a sua Vida e os seus Fenômenos, são como pensamentos presentes no estado de Meditação ou Sonho; para tudo o que é Finito, o Universo deve ser considerado como Real, e a vida, a ação e o pensamento devem ser baseados nele, de modo a concordar com um preceito da Verdade superior; cada qual concordando com o seu próprio Plano e suas Leis. Se o TODO imaginasse que o Universo era verdadeira Realidade, desgraçado do Universo porque ele não poderia subir do inferior ao superior que a deificação; então o Universo ficaria fixo e o progresso seria impossível.
E se o Homem, devido à falsa sabedoria, considerar as ações, vidas e pensamentos do Universo, como um mero sonho (semelhante aos seus próprios sonhos finitos), então ele o faz tão conveniente para si, e, como um dormidor que está passeando, tropeça sempre num círculo vicioso, sem fazer progresso algum, sendo, por fim, despertado por uma queda terrível, proveniente das Leis Naturais que ele ignora. Conservai sempre a vossa mente nas Estrelas, mas deixai os vossos olhos verem os vossos passos para não cairdes na lama, por causa da vossa contemplação de cima. Lembrai-vos do Paradoxo Divino, que ao mesmo tempo que o Universo NÃO EXISTE, ELE EXISTE. Lembrai-vos sempre dos dois Pólos da Verdade: o Absoluto e o Relativo. Tomai cuidado com as Meias-Verdades.
Aquilo que os Hermetistas conhecem como a Lei do Paradoxo é um aspecto do Princípio de Polaridade. Os escritos herméticos estão cheios de referências ao aparecimento de Paradoxos na consideração dos problemas da Vida e da Existência. Os Instrutores previnem constantemente os seus discípulos contra o erro de omitir o outro lado de cada questão. E as suas admoestações se referem particularmente aos problemas do Absoluto e do Relativo, que deixam perplexos todos os estudantes de filosofia, e que causam muitas idéias e ações contrárias ao que é geralmente conhecido como senso comum. Nós prevenimos a todos os estudantis que fiquem certos de compreender o Paradoxo Divino do Absoluto e do Relativo, para não ficarem atolados na lama da Meia-Verdade. É para este fim que foi escrita esta lição particular. Aprendei-a bem!
O primeiro pensamento que o homem pensador tem, depois que ele compreende bem a verdade que o Universo é uma Criação Mental do TODO, é que o Universo, e tudo o que ele contém, é mera ilusão, irrealidade; idéia contra a qual os seus instintos se revoltam. Contudo esta, como todas as outras grandes verdades, pode ser considerada sob os pontos de vista Absoluto e Relativo. Sob o ponto de vista Absoluto o Universo comparado com O TODO em si é de natureza duma ilusão, dum sonho, duma fantasmagoria. Sempre reconhecemo-lo em nossas vistas ordinárias, porque falamos do mundo como um espetáculo transitório que vai e vem, nasce e morre, por causa do elemento de impermanência e mudança, limitação e insubstancialidade; idéia esta que está em relação com a de um Universo criado, ao passo que contrasta com a idéia do TODO.
Filósofos, metafísicos, cientistas e teólogos, todos são concordes sobre este ponto, que é fundado em todas as formas de idéias filosóficas e religiosas, assim como nas teorias das respectivas escolas metafísicas e teológicas.
Assim, as doutrinas herméticas não ensinam a insubstancialidade do Universo com palavras mais altíssonas do que as que vos são familiares, mas, apesar disso, o seu modo de encarar o assunto parecerá uma coisa mais assustadora. Uma coisa que tem um princípio e um fim pode ser considerada, em certo sentido, como irreal e não verdadeira; e, conforme todas as escolas de pensamento, o Universo está sob esta lei.
No ponto Absoluto de vista, nada há real a não ser o TODO, que não pode ser realmente explicado. Ou o Universo é criado da Matéria, ou é uma criação mental na Mente do TODO: ele é insubstancial, não-duradouro, uma coisa de tempo, espaço e mobilidade. É necessário compreenderdes cabalmente isto, antes de, passardes a examinar as concepções herméticas sobre a natureza mental do Universo. Examinai cada uma das outras concepções e vereis que elas não são verdadeiras.
Mas o ponto de vista Absoluto mostra um só lado do Panorama; o outro lado é o Relativo. A Verdade Absoluta foi definida como sendo as Coisas como a mente de Deus as conhece, ao passo que a verdade Relativa são as Coisas como a mais elevada razão do Homem as compreende. Assim, ao passo que para o Todo o Universo é irreal e ilusório, um simples sonho ou resultado de meditação; para as mentes finitas que fazem parte deste mesmo Universo e o observam através das suas faculdades, ele é verdadeiramente real e assim deve ser considerado. Ao reconhecer o ponto de vista absoluto, não devemos cometer o erro de negar ou ignorar os fatos e fenômenos do Universo do modo como estes se apresentam às nossas faculdades: lembremos que não somos o TODO.
Para dar um exemplo familiar, todos reconhecemos que a Matéria existe para os nossos sentidos, e estaríamos errados a mente finita se o não reconhecêssemos. Mas, sempre a nossa mente finita compreende a afirmação científica que, falando cientificamente, não há nada mais que a Matéria; aquilo que chamamos Matéria é considerado como sendo simplesmente uma agregação de átomos, os quais são um grupo de unidades de forças chamadas elétrons ou íons, que estão em constante vibração e movimento circular. Batemos numa pedra e sentimos o baque; parece ser uma coisa real, mas é simplesmente o que dissemos acima. Mas lembramo-nos que o nosso pé, que sente o baque, também é Matéria, e portanto é constituído de elétrons, porque esta matéria também é nosso cérebro. E, para melhor dizer, se não fosse por causa da nossa Mente, absolutamente não poderíamos reconhecer o pé ou a pedra.
Assim, o ideal do artista ou escultor, que ele tanto esforça para reproduzir na tela ou no mármore, parece verdadeiramente real para ele. Assim se produzem os caracteres na mente do autor ou dramaturgo, o qual procura expressá-los de modo que os outros os possam reconhecer. E se isto é verdade no caso da nossa mente finita, qual não será o grau de Realidade nas imagens Mentais criadas na Mente do Infinito? õ amigos, para os mortais este Universo de Mentalidade é verdadeiramente real; é o único que sempre podemos conhecer, ainda que subamos de planos a Planos cada vez mais elevados. Para conhecê-lo de outro modo, pela experiência atual, teríamos de ser o TODO mesmo. É verdade que quanto mais alto nos elevamos na escada alcançamos as proximidades da mente do Pai - as coisas mais visíveis tomam a natureza ilusória das coisas finitas, Mas antes que o TODO nos retire em si a visão atual não desaparece.
Assim, não devemos viver acima das formas da ilusão. Desde que reconhecemos a natureza real do Universo, procuremos compreender as suas leis mentais e nos esforcemos em empregá-las para obtermos melhor resultado no nosso progresso através da vida, ao caminharmos de um plano a outro plano de existência. As Leis do Universo não são as pequenas Leis Férreas, por causa da sua natureza mental. Tudo, exceto o TODO, é limitado por elas. Aquilo que está NA MENTE . INFINITA DO TODO é REAL em grau relativo a esta mesma Realidade que é revestida na natureza do TODO.
Não fiquemos, pois, incertos e atemorizados: somos todos FIRMEMENTE CONTIDOS NA MENTE INFINITA DO TODO e nada nos pode prejudicar e nos intimidar. Não há força fora do TODO para agir sobre nós. Podemos, pois, ficar calmos e tranqüilos. Há um mundo de conforto e tranqüilidade nesta realização depois de atingida. Então "calmos e tranqüilos repousaremos, embalados no Berço do Abismo"; ficando sem perigo no seio do. Oceano da Mente Infinita, que é o TODO. NO TODO, morreremos, viveremos e teremos nossa existência.
A Matéria não é para nós a Matéria inferior, enquanto vivemos no plano da Matéria, apesar de sabermos que é simplesmente uma agregação de elétrons ou partículas de Força, que vibram rapidamente e giram umas ao redor das outras na formação de átomos; os átomos vibram e giram formando moléculas que, por sua vez, formam as grandes massas de Matéria. A Matéria não é para nós a Matéria inferior, quando prosseguimos nas investigações mais elevadas, e aprendemos dos Preceitos herméticos que a Força, da qual os elétrons são unidades, é simplesmente uma manifestação da mente do TODO, e assim no Universo tudo é simplesmente Metal em sua natureza. Enquanto no Plano da Matéria, podemos reconhecer os seus fenômenos, poderemos examiná-la (como o fazem todos os Mestres de graus mais ou menos elevados), mas fazemo-lo aplicando as forças superiores. Cometeremos uma loucura pretendendo negar a existência da Matéria no aspecto relativo. Podemos negar o seu domínio sobre nós, devemos fazer, mas não devemos ignorar que ela existe em seus aspectos relativos, ao menos enquanto no seu plano.
As Leis da Natureza não são menos constantes ou efetivas, como sabemo-lo, apesar de serem simplesmente criações mentais. Elas estão em muitos efeitos dos diversos planos.
Dominamos as leis inferiores aplicando-lhes as que lhes são superiores; e somente por este modo. Mas não podemos escapar da Lei e ficar inteiramente fora dela. Nada senão O TODO pode escapar da Lei; e isto é porque o TODO é a própria LEI, de que todas as Leis procedem. Os mais adiantados Mestres podem
adquirir os poderes usualmente atribuídos aos deuses do homem; e há inúmeras ordens de entes, na grande hierarquia da vida, cujas existências e poderes excedem mesmo os dos mais elevados Mestres entre os homens a um grau imaginário para os mortais. contudo, o mais elevado dos Mestres e o Ente mais elevado devem curvar-se à Lei e ser como Nada diante do Todo. De o modo que se mesmo estes Entes, cujos poderes excedem o atribuídos pelos homens aos seus deuses, estão subordinados à Lei, imaginai qual não será a presunção do homem mortal da nossa raça e do nosso grau, quando ousa considerar as Leis da Natureza como irreais, visionárias e ilusórias, porque chegou a compreender a verdade que as Leis são de natureza mental e simples Criações Mentais do TODO. Estas Leis, que O TODO destinou para governar as leis, não podem ser desafiadas nem argüidas. Enquanto durar o Universo, elas durarão, porque o Universo só existe pela virtude destas Leis, que formam o seu vigamento e que ao mesmo tempo o mantém.
O Princípio hermético de Mentalismo, explicando a verdadeira natureza do Universo por meio do princípio que tudo é Mental, não muda as concepções científicas do Universo, da Vida ou da Evolução. Com efeito, a ciência simplesmente corrobora os Ensinamentos herméticos. Estes últimos ensinam que a natureza do Universo é Mental, ao passo que a ciência moderna disse que ele é Material; ou (ultimamente) que ele é Energia, em última análise. Os Preceitos herméticos não caem no erro de combater os princípios básicos de Herbert Spencer que afirmam a existência de unia "Energia Infinita e Eterna da qual todas as coisas procedem". Com efeito, os Hermetistas reconhecem na filosofia de Spencer a mais elevada exposição das operações das Leis naturais que foram promulgadas até agora, e eles crêem que Spencer foi uma reencarnação de um antigo filósofo que viveu no Egito, milhares de anos antes e que por último se tinha encarnado como Heráclito, filosofo grego que viveu em 500 antes de Cristo. E eles consideram esta idéia da "Energia Infinita e Eterna" como partindo diretamente da linha dos Preceitos herméticos, sempre com o acréscimo da sua própria doutrina que esta Energia (de Spencer) é a Energia da Mente do TODO. Com a Chave-Mestra da Filosofia hermética, o estudante poderá abrir várias portas das mais elevadas concepções filosóficas do grande filósofo inglês, cuja obra manifesta os resultados da preparação das suas encarnações precedentes. A sua doutrina a respeito da Evolução e do Ritmo está na mais perfeita concordância com os Preceitos herméticos sobre o Princípio do Ritmo.
Assim, o estudante do Hermetismo não deve desprezar quaisquer destes pontos de vista científicos a respeito o Universo. Todos devem ser interrogados para se concluir e compreender o princípio oculto que "O TODO é Mente; o Universo é Mental e criado na Mente d'O TODO". Eles crêem que os outros seis dos Sete Princípios se adaptarão a esta doutrina científica e servirão para esclarecê-la. Não há que admirar, ao encontrarmos a influência do pensamento hermetista nos primitivos filósofos da Grécia, em cujas idéias fundamentais se baseiam em grande parte as teorias da ciência moderna. A aceitação do Primeiro Princípio hermético (o de Mentalismo) é o único grande ponto de diferença entre a ciência moderna e os estudantes hermetistas, mas a Ciência se dirige gradualmente para o lado dos hermetistas nas suas apalpadelas no meio da escuridão para encontrar um caminho de saída do Labirinto em que vaga nas suas pesquisas pela Realidade.
O fim desta lição é gravar na mente dos nossos estudantes a verdade que, para todos os intentos e propósitos, o Universo e suas leis, seus fenômenos, são justamente REAIS, que mesmo o Homem está incluído nelas, de modo que poderiam estar sob a hipótese de Materialismo ou Energismo. Sob qualquer hipótese o Universo no seu aspecto exterior é mutável e transitório; e por isso sem substancialidade e realidade. Mas (notai o outro pólo da verdade), sob qualquer das mesmas hipóteses, somos compelidos a, AGIR E VIVER COMO se as coisas transitórias fossem reais e substanciais. Há sempre esta diferença entre as diversas hipóteses, ; que sob os velhos pontos de vista o Poder Mental era ignorado como Força Natural, ao passo que sob o Mentalismo ele se torna uma grande Força Natural. Esta diferença revoluciona a Vida daqueles que compreendem este Princípio, as leis que dele resultam e as suas práticas.
De modo que todos os estudantes devem compreender as vantagens do mentalismo e aprender a conhecer, usar e aplicar as leis que dele resultam. Mas não devem cair na tentação que, como diz o Caibalion, domina os falsos sábios e os deixa hipnotizados pela aparente irrealidade das coisas, tendo como conseqüência eles andarem para trás como desvairados, vivendo num mundo de sonhos, ignorando o trabalho e a vida do homem, sendo o seu fim "quebrarem-se contra as rochas e se despedaçarem pelos elementos, por causa da sua loucura". Em primeiro lugar vem o exemplo do sábio, que a mesma autoridade estabelece do modo seguinte: "ele emprega a Lei contra as Leis, o superior contra o inferior e pela Arte da Alquimia transmuta o que é desagradável no que é agradável e deste modo triunfa." Seguindo a autoridade, combatamos também a falsa sabedoria (que é uma loucura), que ignora a verdade: "O Domínio não consiste em visões e sonhos anormais, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores pela vibração nos superiores." Lembrai-vos, sempre, estudantes, que "a Transmutação não é uma presunçosa denegação, mas sim a arma ofensiva do Mestre". As citações acima são do Caibalion e são dignas de serem conservadas na memória do estudante.
Nós não vivemos num mundo de sonhos, mas sim num Universo que, enquanto relativo, é real tanto quanto as nossas vidas e ações são interessadas. A nossa ocupação no Universo não é negar a sua existência, mas sim viver, empregando as Leis para nos elevarmos do inferior ao superior, fazendo o melhor que podemos sob as circunstâncias que aparecem cada dia, e vivendo, tanto quanto é possível, para as nossas idéias elevadas e os nossos ideais. O verdadeiro fim da Vida não é conhecido pelo homem neste plano; as maiores autoridades e a nossa própria intuição dizem-nos que não cometeríamos erro vivendo do modo melhor que pudermos, e segundo a tendência Universal no mesmo ponto, apesar das aparentes evidências em contrário. Todos estamos no Caminho, e a estrada conduz sempre para cima, deixando muitos lugares atrás.



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14 de dezembro de 2011

Caibalion - O TODO EM TUDO


Enquanto Tudo está n'O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento.
~ O Caibalion
Quantas vezes a maioria das pessoas ouviram repetir a declaração que a sua Divindade (chamada por muitos nomes) era "Todo em Tudo" e quão Pouco suspeitaram elas da verdade oculta, encoberta por estas palavras tão descuidadamente pronunciadas? A expressão comumente usada é uma sobrevivência da antiga máxima hermética acima citada. Como diz o Caibalion: "Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." E, sendo assim, permiti-nos examinar esta verdade, cujo conhecimento tanto significa. Nesta exposição da verdade - esta máxima hermética - está encoberta uma das maiores verdades filosóficas, científicas e religiosas.
Nós vos explicamos o Preceito hermético a respeito da Natureza mental do Universo: a verdade que "o Universo é Mental; ele está dentro da Mente d'O TODO". Diz o Caibalion na passagem citada acima: "Tudo está n'O TODO." Mas note-se também a declaração correlativa, que: "É também verdade que O TODO está em TUDO." Esta declaração aparentemente contraditória é reconciliável pela Lei do Paradoxo. É, aliás, uma exata declaração hermética das relações que existem entre o TODO e o seu Universo mental. Vimos que "Tudo está n'O TODO", vejamos agora o outro aspecto do assunto.
Os Ensinos herméticos são, com efeito, que o Todo está iminente (permanece, está inerente, habita) no seu Universo, e em cada partícula, unidade ou combinação, dentro do Universo. Esta expressão é geralmente ilustrada pelos Instrutores com uma referência ao Princípio de Correspondência. O Instrutor ensina o discípulo a formar uma Imagem mental de uma coisa, uma pessoa ou uma idéia, porque todas as coisas têm uma forma mental; dando como exemplo o ator dramático que forma uma idéia dos seus caracteres, ou um pintor ou escultor que forma uma imagem de um ideal que ele procura exprimir pela sua arte. Neste caso, o estudo ante deve compreender que, enquanto a imagem tem a sua existência e ser somente em sua própria mente, ao mesmo tempo ele, o estudante, autor, dramaturgo, pintor ou escultor, está em certo sentido imanente, e permanece, habita, na imagem mental. Em outras palavras, toda a virtude, vida, espírito e realidade da imagem mental é derivada da mente imanente do pensador. Considerai isto por um momento e logo compreendereis a idéia.
Para tomarmos um exemplo moderno, diremos que Otelo, lago, Hamlet, Lear, Ricardo III, existiram somente na mente de Shakespeare, no tempo da sua concepção ou criação. E ainda, Shakespeare também existiu em cada um destes caracteres, dando-lhes a sua vitalidade, espírito e ação. Qual é o et espírito)> dos caracteres que conhecemos como Micawber, Oliver Twist, Uriah Heep; será Dickens, ou cada um destes caracteres terá um espírito pessoal, independente do seu criador? Têm a Vênus de Medici, a Madona Sixtina, o Apolo de Belvedere, espírito e realidade de si próprios, ou representam eles o poder espiritual e mental dos seus criadores? A Lei de Paradoxo demonstra que as duas proposições são verdadeiras, consideradas no seu próprio ponto de vista. Micawber é Micawber e é também Dickens. E, demais, enquanto que Micawber pode ser dito Dickens, o mesmo Dickens não é idêntico a Micawber. O homem, como Micawber, pode exclamar: "O Espírito do meu Criador está inerente em mim e, apesar disso, eu não sou ELE!" Quão diferente é esta da horrível meia-verdade tão estrondosamente anunciada por alguns dos falsos sábios, que enchem a atmosfera dos seus gritos: "Eu sou Deus!" Imaginai o pobre diabo de Micawber ou de Uriah Heep, gritando: "Eu sou DI'Ckens"; ou algum dos humildes bobos das peças de Shekespeare, anunciando com grandiloqüência: "Eu sou Sbakespeare!" O TODO está até na minhoca, contudo, a minhoca está longe de ser o TODO. E até, é de admirar que, conquanto a minhoca só exista como uma coisa humilde, criada e tendo a sua existência na Mente do TODO, ele, O TODO, esteja imanente na minhoca e nas partículas que a formam. Haverá talvez um mistério maior que o de Tudo n'O TODO, e O TODO em Tudo?
O estudante perceberá no correr da obra que os exemplos dados acima são necessariamente imperfeitos e inadequados, porque representam a criação de imagens mentais na mente finita, ao passo que o Universo é criação da Mente Infinita e a diferença entre os dois pólos as separa.
E assim é simplesmente uma questão de grau, porque em ambas o mesmo Princípio está em operação: o Princípio de Correspondência manifesta-se nelas. "O que está em cima é como o que está embaixo; e o que está embaixo é como o que está em cima.,"
E, no grau em que o Homem realize a existência do Espírito que está imanente no seu ser, ele subirá na escada espiritual da vida. Eis o que significa desenvolvimento espiritual: o reconhecimento, a realização e manifestação do Espírito dentro de nós. Procurai não esquecer-vos desta última definição: a do desenvolvimento. Ela contém a Verdade da verdadeira Religião.
Existem muitos planos de Existência, muitos subplanos de Vida, muitos graus de existência no Universo. E tudo depende do avançamento dos entes na escada, cuja ponta mais inferior é a mais grosseira matéria, e a mais superior sendo separada somente pela mais pequena divisão do ESPÍRITO Do TODO. Nesta Escada da Vida, tudo se move em cima e embaixo. Todos estão no caminho, Cujo fim é o TODO. Todo o progresso é uma volta à Morada própria. Tudo está em cima e embaixo, apesar de todas as aparências contraditórias. Tal é a mensagem do Iluminado.
Os Preceitos herméticos referentes ao processo da Criação Mental do Universo são que, no começo do Ciclo de Criação, O TODO, em seu aspecto de Existência projeta a sua Vontade sobre o seu aspecto de Estado, e o processo de criação começa.
Dizem que o processo consiste no abaixamento da Vibração até que é alcançado um grau bem inferior de energia vibratória, no qual ponto é manifestada a forma mais grosseira possível da Matéria. Este processo é chamado o estado de Involução, em que o TODO está involuído, ou envolvido dentro da sua criação. Este processo é considerado pelos hermetistas como tendo correspondência com o processo mental de um artista, escritor ou inventor, que também, fica envolvido na sua criação mental como quase esquecendo a sua própria existência e que, por algum tempo, quase vive na sua criação. Se em vez de envolvido usarmos a palavra êxtase, talvez possamos dar uma pequena idéia do que queremos dizer.
Este estado Involutivo da Criação é muitas vezes chamado a Efusão da Energia Divina, como o estado Evolutivo é chamado Infusão. O pólo extremo do processo de Criação é considerado como sendo o mais afastado movido pelo TODO, enquanto que o princípio do estado Evolutivo é considerado como o princípio da volta do pêndulo do Ritmo; sendo expressa em todos os Ensinos herméticos uma idéia de volta à casa.
Os Preceitos são que durante a Elusão, as vibrações tornam-se cada vez mais inferiores até que finalmente a restringência cessa, e as vibrações de volta começam. Mas há uma diferença: ao passo que na Elusão as forças criadoras manifestam-se compactamente e como um todo, no começo do estado Evolutivo ou de Infusão, é manifestada a Lei de Individualização, que é a tendência a separar em Unidas de Força, até que finalmente aquilo que se separou do TODO como energia não individualizada volte à sua fonte como Unidade de Vida altamente desenvolvida, tendo subido de mais a mais na escada por meio da Evolução Física, Mental e Espiritual.
Os antigos hermetistas usam a palavra Meditação, ao descrever o processo da criação mental do Universo na Mente do TODO, a palavra contemplação sendo também freqüentemente empregada. Mas a idéia entendida parece ser a do emprego da Atenção Divina. Atenção é uma palavra derivada de um verbo latino, que significa estender-se, desdobrar-se, e também o ato de. Atenção é realmente um desdobramento mental, uma extensão da energia mental, de modo que a idéia interior é facilmente compreendida quando examinamos o significado real da Atenção,.
Os Ensinos herméticos a respeito do processo de Evolução são os que o Toi)o, tendo meditado no princípio da Criação, tendo estabelecido então os fundamentos materiais do Universo, tendo pensado na sua existência, gradualmente desperta da sua Meditação e assim começa a manifestar o processo de Evolução, nos planos material, mental e espiritual, sucessivamente e em ordem. Então o movimento de ascensão começa, e tudo começa a mover-se para a mansão espiritual. A Matéria torna-se menos grosseira; as Unidades nascem à existência; as combinações começam a formar-se; a Vida aparece e manifesta-se em formas cada vez mais elevadas; e a Mente torna-se cada vez mais evidente, as vibrações sendo constantemente mais elevadas. Em resumo, o processo total da Evolução, em todas as suas fases, começa e procede de acordo com as Leis estabelecidas do processo de Infusão. Todas ocupam eons e eons do tempo do Homem, cada éon contendo muitos milhões de anos; porém, como nos diz o Iluminado, a criação inteira, incluindo a Involução e a Evolução de um Universo, é para o TODO simplesmente como um piscar de olhos. No fim dos inúmeros ciclos de éons de tempo, O TODO retira a sua Atenção, sua Contemplação e Meditação do Universo, porque a Grande Obra está acabada e Tudo está retirado no TODO de que provém. Mas, 6 Mistério dos Mistérios!, o Espírito de cada alma não é aniquilado, mas sim expandido infinitamente, a Criatura e o Criador são confundidos. Tal é a relação do Iluminado!
A precedente ilustração da meditação e do subseqüente despertamento da meditação do TODO é mais um esforço dos Instrutores para descrever o processo Infinito por um exemplo finito. E, ainda: O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. A diferença é somente em grau. E assim COMO O TODO desperta-se da meditação sobre o Universo, assim o Homem (no tempo) cessa de manifestar no Plano Material, e retira-se cada vez mais no Espírito presente, que é realmente O Ego Divino.
Há um assunto maior de que desejamos falar-vos nesta lição, e que nos levaria imediatamente a uma invasão do campo da especulação metafísica; contudo, o nosso fim é simplesmente mostrar a futilidade de tais especulações. Aludimos à questão que inevitavelmente vem à mente de todos os pensadores que se aventuraram a investigar a Verdade. A pergunta é: POR QUE criou o TODO os Universos? A pergunta pode ser feita de diferentes formas, mas a que vai acima é o essencial da investigação.
Os homens esforçaram-se para responder a esta pergunta, mas ainda não há resposta digna de nome. Muitos imaginaram que o TODO tem muito a ganhar com isto, mas isto é absurdo; porque, que poderia ganhar O TODO que já não possua? Outros deram a resposta na idéia que o TODO quis que tudo amasse, e outros que ele criou por prazer e divertimento, ou porque estava só, ou para manifestar o seu poder: todas respostas e idéias pueris, qualidades do período infantil do pensamento.
Outros acreditaram descobrir o mistério afirmando que o TODO achou-se impelido a criar, pela razão da sua própria natureza interna, o seu instinto criador, Esta idéia é mais adiantada que as outras, mas o seu ponto fraco está na idéia de que o TODO é impelido por alguma coisa, quer interna, quer externa. Se a sua natureza interna, ou instinto criador, impele-o a fazer as coisas, então a natureza interna ou o instinto criador seria o Absoluto, em vez do TODO, e neste caso esta parte da proposição está errada. E, ainda, o TODO cria e manifesta, e parece ter muitas qualidades de satisfações em faze-lo. E é difícil de escapar da conclusão que, em grau infinito, ele poderia ter o que corresponde no homem a uma natureza inata, ou um instinto criador, correspondente a um infinito Desejo e Vontade. Não poderia agir sem Querer agir; e não poderia Querer agir sem Desejar agir; e não Desejaria agir sem Satisfação nisso. E todas estas coisas pertenceriam a uma Natureza Infinita, e podem ser consideradas como estando de acordo com a Lei de Correspondência. Mas, ainda, preferimos considerar O TODO como agindo inteiramente LIVRE de toda influência, tanto interna como externa. Isto é o problema que se apóia na raiz da dificuldade, e a dificuldade que se apóia na raiz do problema.
Falando estritamente, não se poderá dizer que haja uma Razão para o TODO agir, porque uma razão implica uma causa, e o TODO está acima da Causa e do Efeito, exceto quando ele quer tomar-se causa, tempo em que o Princípio é posto em movimento. Assim, dizeis, o assunto é Incompreensível, justamente como o TODO é incognoscível. Justamente como dizemos simplesmente que o TODO "É", assim também somos obrigados a dizer que O TODO AGE PORQUE AGE.
Enfim, O TODO é toda Razão em si mesma, toda Lei em si mesma, toda Ação em si mesma; e pode-se dizer que, em verdade, o TODO é a sua própria Razão, a sua própria Lei, a sua própria Ação; ou que o TODO, a sua Razão, a sua Ação, a sua Lei, são um, com todos estes nomes sendo de uma só coisa. Na opinião dos que vos dão estas lições, a resposta se encerra no PRÓPRIO INTIMO DO TODO, junto com o seu Segredo de Existência.
A Lei de Correspondência, na nossa opinião, compreende somente este aspecto do TODO, que pode ser chamado o aspecto de ESTADO.
O lado oposto deste aspecto é o aspecto de EXISTÊNCIA, no qual toda ' s as Leis perdem-se na LEI, todos os Princípios imergem no PRINCÍPIO; e o TODO, o PRINCÍPIO, a EXISTÊNCIA, SÃO IDÊNTICOS ENTRE SI (uns aos outros). Por isso, as especulações metafísicas sobre este ponto são fúteis. Entramos aqui no assunto, simplesmente para mostrar que conhecemos a pergunta e também o absurdo das respostas ordinárias das metafísicas e teologias.
Em conclusão, poderá ser de interesse aos estudantes dizer-lhes que apesar de muitos dos antigos e modernos Preceitos herméticos tenderem a aplicar o Princípio de Correspondência à questão, com o que resulta a conclusão da Natureza Intima, mesmo assim as lendas contam que Hermes, o Grande, sendo interrogado sobre esta questão pelos seus adiantados discípulos, respondeu-lhes FECHANDO OS SEUS LÁBIOS COM FIRMEZA e não dizendo uma palavra, indicando que NÃO HAVIA RESPOSTA. Mas, então, ele podia ter entendido de aplicar o axioma da sua filosofia, que diz: "Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento", significando que ainda os seus discípulos adiantados não possuíam o Entendimento que os habilitava ao Preceito. Seja como for, se Hermes possuía o Segredo, ele deixou de o comunicar, e embora o mundo tome muito interesse, OS LÁBIOS DE HERMES ESTÃO FECHADOS a este respeito. E quando o Grande Hermes hesitou em falar, qual mortal poderá atrever-se a ensinar?
Porém, deveis lembrar que ainda que seja aquela a resposta deste problema, se porventura há uma resposta, permanece a verdade que: "Enquanto Tudo está n'O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo." O Preceito é enfático. E podemos acrescentar-lhe as palavras conclusivas de citação: "Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." 




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Caibalion - OS PLANOS DE CORRESPONDÊNCIA


O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.

~ O Caibalion 

O Segundo Grande Princípio hermético explica a verdade que há uma harmonia, uma correlação e correspondência entre os diferentes planos de Manifestação, Vida e Existência. Esta afirmação é uma verdade porque tudo o que está incluído no Universo emana da mesma fonte, e as mesmas leis, princípios e característicos se aplicam a cada unidade, ou combinação de unidades de atividade, assim como cada uma manifesta seus fenômenos no seu próprio plano.
Para um fim de conveniência do pensamento e do estudo, a Filosofia hermética considera que o Universo pode ser dividido em três grandes classes de fenômenos, conhecidas como os Três Grandes Planos denominados:
1 - O Grande Plano Físico
2 - O Grande Plano Mental
3 - O Grande Plano Espiritual
Estas divisões são mais ou menos artificiais e arbitrárias, porque a verdade é que todas as três divisões não são senão graus ascendentes da grande escada da Vida, o ponto mais baixo da qual é a Matéria não diferenciada, e o ponto mais elevado o Espírito. E, aliás, os diversos Planos penetram uns nos outros, assim esta não sólida e exata divisão pode ser colocada entre os mais elevados fenômenos do Plano Físico e o mais inferior do Plano Mental; ou entre os mais elevados do mental e os mais baixos do Físico.
Enfim, os Três Grandes Planos podem ser considerados como três grandes grupos de graus de Manifestação vital. Apesar do fim deste pequeno livro não nos permitir entrarmos em extensa discussão ou explicação do objeto destes diferentes planos, contudo, pensamos ser bom dar aqui uma descrição geral dos mesmos.
A princípio devemos considerar bem a pergunta tantas vezes feita pelo neófito, que deseja ser informado a respeito do significado da palavra "Plano", termo que tem sido muito usado e pouco explicado em muitas obras de ocultismo. A pergunta é geralmente expressa assim: "É um Plano um lugar tendo dimensões, ou é simplesmente uma condição ou estado?" Respondemos: "Não; não é um lugar, nem uma dimensão ordinária do espaço; é ainda mais que um estado ou uma condição e, apesar disso, o estado ou a condição é um grau de dimensão, em escala sujeita à medida." Um tanto paradoxal, não é verdade? Porém examinemos a matéria. Uma "dimensão", vós o sabeis, é "uma Medição em linha reta, em relação à medida", etc. As dimensões ordinárias do espaço são comprimento, largura e altura, ou talvez comprimento, largura, altura, espessura ou circunferência. Há uma outra dimensão das coisas criadas, ou medida em linha reta, conhecida pelos ocultistas, como também por cientistas, apesar destes últimos não a chamarem com o termo "dimensão"; e esta nova dimensão, que futuramente será a mais investigada como Quarta Dimensão, é a marca usada na determinação dos graus ou Planos.
Esta Quarta Dimensão pode ser chamada a Dimensão da Vibração. Este é um fato bem conhecido para a moderna ciência, como para os hermetistas, que estabeleceram a verdade no seu Terceiro Princípio hermético, que "tudo se move, tudo vibra, nada está parado". Desde as manifestações mais elevadas até às mais baixas, todas as coisas vibram. Não somente elas vibram em diferentes coeficientes de movimento, mas também em diversas direções e de diferentes maneiras. Os graus de coeficiente das vibrações constituem os graus de medição na Escala de Vibrações, ou em outras palavras, os graus da Quarta Dimensão. E estes graus, formam o que os ocultistas chamam "Planos". O mais elevado grau de vibração constitui o plano mais elevado e a mais elevada manifestação da Vida que ocupa este plano. Assim, apesar de um plano não ser um lugar, nem ainda um estado ou uma condição, ele possui as qualidades de ambos. Desejaríamos dizer mais sobre o assunto da escala das Vibrações nas nossas próximas lições, em que consideraremos o Princípio hermético de Vibração.
Deveis lembrar-vos agora que os Três Grandes Planos não são as divisões atuais dos fenômenos do Universo, mas simplesmente termos arbitrários empregados pelos hermetistas para facilitar o pensamento e o estudo dos vários graus e formas da atividade e da vida universal. O átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do arcanjo são graus de uma escala, e fundamentalmente a mesma coisa, a diferença sendo simplesmente uma questão de grau e coeficiente de vibração; todas são criações do TODO, e só têm sua existência na Infinita Mente do TODO.
Os hermetistas subdividem cada um destes Três Grandes Planos em Sete Planos menores, e cada um destes são também subdivididos em sete subplanos, todas as divisões sendo mais ou menos arbitrárias, penetrando umas nas outras, e adotadas somente para conveniência do estudo científico e para a idéia.
O Grande Plano Físico, com seus Sete Planos menores, é a divisão dos fenômenos do Universo que inclui todos os que são relativos às coisas, forças e manifestações físicas ou mentais. Inclui todas as formas do que chamamos Matéria e todas as formas do que chamamos Energia ou Força. Deveis saber, porém, que a Filosofia hermética não reconhece a Matéria como uma "coisa em si", ou como tendo uma existência separada constante na mente do TODO. Os Ensinamentos são que a Matéria é antes uma forma da Energia; ela é a Energia num coeficiente inferior de vibrações de certa espécie. E de acordo com isto os hermetistas classificam a Matéria como a extremidade inferior da Energia, e dão-lhe três dos Sete Planos Menores do Grande Plano Físico.
Estes Sete Menores Planos Físicos são os seguintes:
1 - O Plano da Matéria (A)
2 - O Plano da Matéria (B)
3 - O Plano da Matéria (C)
4 - O Plano da Substância Etérea
5 - O Plano da Energia (A)
6 - O Plano da Energia (B)
7 - O Plano da Energia (C) 
O Plano da Matéria (A) compreende as formas da Matéria em suas formas de sólidos, líquidos e gasosos como geralmente reconhecem os livros dos físicos. O Plano da Matéria (B) compreende certas formas mais elevadas e mais sutis da Matéria, cuja existência a ciência moderna está reconhecendo agora, os fenômenos da Matéria Radiante, nas suas fases de radium, etc., que contém a subdivisão inferior deste Plano Menor. O Plano da Matéria (C) compreende as formas da matéria mais sutil e tênue, cuja existência não é suspeitada pelos cientistas ordinários.
O Plano da Substância Etérea compreende o que a ciência chama "O Éter", uma substância de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra todo o Espaço do Universo, e age como mediador para a transmissão de ondas de energia, como a luz, o calor, a eletricidade, etc. Esta substância Etérea forma um elo de relação entre a Matéria (assim chamada) e a Energia e participa da natureza de ambas. os Preceitos herméticos, contudo, ensinam que este plano tem sete subdivisões (como têm todos os Planos Menores.), e que com efeito existem sete éteres, em vez de um só.
Imediatamente acima do Plano da Substância Etérea está o Plano da Energia (A), que compreende as formas ordinárias da Energia conhecida pela ciência, sendo, respectivamente, estes sete subplanos, o Calor, a Luz, o Magnetismo, a Eletricidade e a Atração incluindo a Gravitação, a Coesão, a Afinidade Química, etc. e várias outras formas de energia indicada pelas experiências científicas mas ainda não classificadas. O Plano da Energia (B) compreende sete subplanos de formas elevadas da energia ainda não descoberta pela ciência, mas que têm sido apelidadas "As Forças Mais Sutis da Natureza" e que são consideradas em ação nas manifestações de certas formas de fenômenos Mentais e pelas quais tais fenômenos são possíveis. O Plano da Energia (C) compreende sete subplanos de energia tão elevadamente organizados, que eles contêm muitos característicos da vida, mas que não é reconhecido pela mente dos homens no Plano ordinário de desenvolvimento, sendo útil só ao uso dos entes do Plano Espiritual; tal energia nem é sonhada pelo homem ordinário, e pode ser considerada quase como a força divina. Os entes que a empregam são como deuses comparados com os mais elevados tipos humanos conhecidos por nós.
O Grande Plano Mental compreende as formas de pensamentos viventes conhecidas por nós na vida ordinária, bem como certas outras formas só bem conhecidas dos ocultistas. A classificação dos Sete Menores Planos Mentais é mais ou menos satisfatória e arbitrária (se não for acompanhada por esmeradas explicações que estão fora do fim desta obra particular; contudo vamos mencioná-los. Eles são os seguintes:
1 - O Plano da Mente Mineral
2 - O Plano da Mente Elemental (A)
3 - O Plano da Mente Vegetal
4 - O Plano da Mente Elemental (B)
5 - O Plano da Mente Animal
6 - O Plano da Mente Elemental (C)
7 - O Plano da Mente Hominal
O Plano da Mente Mineral compreende os estados ou as condições das unidades, entidades, ou grupos e combinações das mesmas, que animam as formas conhecidas por nós como minerais, químicas, etc. Estas entidades não podem ser confundidas com as moléculas, os átomos e os corpúsculos, que são simplesmente os corpos ou as formas materiais destas entidades, assim como o corpo de um homem é a sua forma material e não ele mesmo. Estas entidades podem ser chamadas espíritos em certo sentido, e seres viventes de um grau inferior de desenvolvimento, vida e mente, exatamente um Pouco maior que as unidades da energia vivente que compreendem as mais elevadas subdivisões do mais elevado Plano Físico. A mente média não quer geralmente atribuir a possessão da mente, espírito ou vida ao reino Mineral, mas todos os ocultistas reconhecem a existência dela e a ciência moderna move-se rapidamente para o ponto de vista do Hermetismo, a respeito deste assunto. As moléculas, os átomos C OS corpúsculos têm seus amores e ódios, suas semelhanças e dessemelhanças, atrações e repulsões, afinidades e desafinidades, etc., e muitas das mais intrépidas mentes de ciência moderna expressaram a opinião que o desejo e a vontade, as eitoções e sentimentos, dos átomos simplesmente diferem em grau dos que os homens têm.
Não temos espaço para argumentar sobre este assunto. Todos os ocultistas conhecem isto, e outros se referiram às diversas obras científicas mais recentes para corroboração exterior. Estas são as sete subdivisões usuais deste plano.
O Plano da Mente Elemental (A) compreende o estado ou a condição, e grau de desenvolvimento mental e vital de uma classe de entidade desconhecidas ao homem médio, mas reconhecidas pelos ocultistas. Elas são invisíveis aos sentidos ordinários do homem, mas não obstante existem e têm a sua parte do Drama do Universo. O seu grau de inteligência está entre o das entidades minerais e químicas, de um lado, e das entidades do reino vegetal do outro. Também neste plano há sete subdivisões.
O Plano da Mente Vegetal, em suas sete subdivisões, compreende os estados ou as condições das entidades contidas nos reinos do Mundo Vegetal, os fenômenos vitais e mentais que as pessoas de inteligência média justamente bem compreendem, tendo sido publicadas na última década muitas obras novas e interessantes sobre a "Mente e a Vida nas Plantas". As Plantas têm vida, mente e espírito, tão bem como os animais, o homem e o super-homem.
O Plano da Mente Elemental (B), nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de uma forma mais elevada das entidades elementais ou invisíveis, tendo a sua parte na obra geral do Universo, cuja mente e vida forma uma parte da escada entre o Plano da Mente Vegetal e o Plano da Mente Animal, as entidades participando da natureza de ambos.
O Plano da Mente Animal, nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de entidades, entes ou espíritos que animam as formas animais da vida, familiares a nós todos. Não é necessário entrar em detalhes a respeito deste reino ou plano de vida, porque o mundo animal nos é tão familiar como o nosso próprio.
O Plano da Mente Elemental (C), nas suas sete subdivisões, compreende as entidades ou entes invisíveis, como são todas as formas elementais, que participam da natureza da vida animal e da humana em certo grau e certas combinações. As formas mais elevadas são meio-humanas em inteligência.
O Plano da Mente Humana, nas suas sete subdivisões, compreende as manifestações da vida e da mentalidade que são comuns ao Homem, nos seus vários graus e divisões. Nesta relação sabemos que o homem médio atual ocupa a quarta subdivisão do Plano da Mente Humana, e somente o mais inteligente cruzou as fronteiras da Quinta Subdivisão. A raça gastou milhões de anos para alcançar esta posição, e serão necessários muitos mais anos para que ela passe a sexta e a sétima subdivisões e vá além delas. Mas, lembrai-vos que existiram raças antes de nós que passaram por esses degraus e nos planos mais elevados. A nossa própria raça é a quinta (com restos da quarta) que pôs os pés no Caminho. Contudo, há alguns espíritos avançados da nossa própria raça que ultrapassaram as massas, e que passaram a sexta e a sétima subdivisões, e muito poucos entes estão acima deles. O homem da Sexta Subdivisão será o "Super-Homem"; e o da Sétima "O Homem de Cima".
Na nossa consideração dos Sete Planos Mentais Menores, nós nos referimos aos Três Planos Elementais em sentido geral. Não queremos entrar em detalhes sobre este assunto, porque esta obra limita-se a tratar da filosofia e dos preceitos em geral. Mas podemos dizer-vos mais, com o fim de dar-vos uma pequena idéia mais clara das relações destes planos aos mais familiares deles: os Planos Elementais têm a mesma relação com os planos do Mentalidade e da Vida Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, como as claves pretas do piano têm para com as claves brancas. As claves brancas são suficientes para produzir a música, mas há certas escalas ' melodias e harmonias em que as claves pretas têm a sua parte, e em que a sua presença é necessária. São necessários também como elos de união da condição do espírito; são entidades-estados, entre os outros diversos planos, certas formas de desenvolvimento podendo ser atingidas nele; este último resultado dando ao leitor que pode ter entre as linhas uma nova luz sobre o processo de Evolução, e uma nova chave da porta secreta dos lábios da vida entre um reino e o outro. Os grandes reinos dos Elementais são muito reconhecidos por todos os ocultistas, e os escritos esotéricos estão cheios de menção deles. Os leitores de "Zanoni" de Bulwer Lytton e outras obras semelhantes poderão reconhecer as entidades que habitam estes planos de vida.
Passando do Grande Plano Mental ao Grande Plano Espiritual, que poderemos dizer? Como poderemos explicar estes estados mais elevados do Ente, da Vida e da Mente, às mentes ainda inábeis para compreender e entender as mais elevadas subdivisões do Plano da Mente Hominal?
A tarefa é impossível. Poderemos falar só nos termos mais gerais. Como pode a Luz ser descrita a um homem nascido cego? Como explicar o açúcar a um homem que nunca comeu coisa doce, ou a harmonia a um que nasceu surdo?
Tudo o que podemos dizer é que os Sete planos Menores do Grande Plano Espiritual (cada Plano Menor tendo suas sete subdivisões) compreende os Entes que possuem a Vida, a mente e a Forma acima da do Homem atual como a deste último é acima do verme terrestre, do mineral ou ainda de certas formas da Energia ou Matéria. A Vida destes Entes é tão transcendental para nós, que ainda não podemos pensar nos detalhes dos mesmos; as suas Mentes são tão transcendentes que para eles nos parecemos pensar um pouquinho, e os nossos processos mentais lhes parecem simplesmente como um processo material; a Matéria de que as suas formas são compostas são dos Planos mais elevados da Matéria, contudo, muitos disseram que eles estão presos na Pura Energia. Que se poderá dizer de tais Entes?
Nos Sete Planos Menores do Grande Plano Espiritual existem Entes que poderemos chamar Anjos, Arcanjos, Semideuses. No Plano Menor mais baixo vivem estas grandes almas que chamamos Mestres e Adeptos. Acima deles fica a Grande Hierarquia das Hostes Angélicas, inconcebíveis ao homem; e acima destas ficam os que podem ser chamados sem irreverência Os Deuses, tão elevados na escada da existência estão eles, pois que a sua existência, inteligência e poder são semelhantes aos atribuídos pelas raças de homens às suas concepções da Divindade. Estes Entes estão ainda além dos mais elevados vôos da imaginação humana, e o epíteto Divino é o único que lhes é aplicável. Muitos destes Entes como também as Hostes Angélicas tomam muito interesse nos negócios do Universo e têm uma parte importante neles. Estas Invisíveis Divindades e Anjos Protetores estendem a sua influência livre e ~osamente no processo da Evolução e do Progresso Cósmico. A sua ocasional intervenção e assistência nos negócios humanos criou as muitas lendas, crenças, religiões e tradições da raça passada e presente. Eles muitas vezes impuseram ao mundo os seus conhecimentos e poderes conforme a Lei do TODO.
Mas, ainda mesmo os mais elevados destes Entes adiantados ,existem simplesmente como criações da Mente do TODO, e são sujeitos aos Processos Cósmicos e às Leis Universais. Eles são ainda Mortais. Podemos chamá-los deuses comparados conosco, mas ainda são os Irmãos mais Velhos da Raça, as almas mais avançadas que ultrapassam os seus irmãos, e que renunciaram ao êxtase da Absorção pelo TODO, com o fim de ajudar a raça na sua jornada para subir o Caminho. Mas eles pertencem ao Universo e estão sujeitos às suas condições (são mortais) e o seu plano está abaixo do plano do Espírito Absoluto.
Somente os mais avançados hermetistas são aptos para compreender os mais ocultos Preceitos a respeito dos estados de existência e dos poderes manifestados nos Planos Espirituais. Os fenômenos são tão superiores aos dos Planos Mentais que uma confusão de idéias resultaria certamente se atentássemos em descrevê-los. Somente aqueles cujas mentes foram muito adestradas nas linhas da Filosofia hermética por muitos anos certamente que estes transportam consigo de outras encarnações o conhecimento adquirido previamente podem compreender justamente o que é significado pelo Ensinamento sobre este Plano Espiritual. E muitos destes Preceitos Secretos são considerados pelos hermetistas como sendo sagrados, importantes e perigosos para a disseminação ao público em geral. Os estudantes inteligentes podem reconhecer que significamos com isto a idéia que a significação da palavra Espírito, como é empregada pelos hermetistas, é semelhante à de Poder Vivente, Força Anitriada, Essência Oculta, Essência da Vida, etc., que não deve ser confundido com o termo usual e comumente empregado em relação com os termos, isto é, religioso, eclesiástico espiritual, etéreo, santo, etc. Aos ocultistas a palavra Espírito se emprega no sentido d’O Princípio Animado", entendendo com isto a idéia de Poder, Energia Vivente, Força Mística, etc. E os ocultistas sabem que o que é conhecido por eles como Poder Espiritual pode ser empregado para o mau como para o bom fim (em concordância com o Princípio de Polaridade), fato que foi reconhecido pela maioria das religiões nas suas concepções de Satã, Belzebu, o Diabo, Lúcifer, Anjos caídos, etc. E assim os conhecimentos a respeito destes Planos foram conservados no Santo dos Santos, na Câmara Secreta do Templo de todas as Fraternidades Esotéricas e Ordens Ocultas.
Mas podemos dizer aqui que aquele que atingiu os poderes espirituais superiores e empregou-os mal tem um terrível destino para si na história, e a vibração do pêndulo do Ritmo inevitavelmente lança-lo-á no extremo mais baixo da existência Material, de cujo ponto ele tem de fazer a sua caminhada de prisão espiritual, pelas muitas voltas do Caminho, mas sempre com a tortura de ter sempre consigo urna ligeira memória das alturas de que caiu por causa das suas más ações. A lenda da Queda dos Anjos tem uma base nos fatos atuais como sabem todos Os ocultistas avançados. Os esforços para poderes egoístas no Plano Espiritual inevitavelmente traz como resultado no espírito egoísta a perda da sua balança espiritual e a queda do mesmo modo que foi elevado previamente. Mas, ainda para tal alma, é dada a oportunidade da volta, e ela toma o caminho de volta, pagando a terrível penalidade de acordo com a Ui invariável.
Em conclusão vamos agora lembrar-vos que relativamente (de acordo com ele) ao Princípio de Correspondência, que contém a verdade: O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima, todos os Sete Princípios Herméticos estão em muitas operações em todos os diversos planos Físicos, Mental e Espiritual. O Princípio da Substância Mental aplica-se a todos os planos, porque tudo nasceu na Mente do TODO. O Princípio de Correspondência se manifesta em tudo, porque há uma correspondência, harmonia e correlação entre os diversos planos. O Princípio de Vibração se manifesta em todos os planos, com efeito, a verdadeira diferença que faz os planos resulta da Vibração, como explicamos. O Princípio de Polaridade manifesta-se em todos os planos, porque os extremos dos Pólos são aparentemente opostos e contraditórios. O Princípio de Ritmo manifestasse em todos os Planos, o movimento dos fenômenos tendo o seu fluxo e refluxo, a sua alta e baixa. O Princípio de Causa e Efeito se manifesta em todos os Planos, cada Efeito tendo a sua Causa e cada Causa tendo o seu Efeito. O Princípio de Gênero manifesta-se em todos os Planos, sendo a Energia Criadora sempre manifestada e operando ela pela linha dos Aspectos Masculinos e Femininos.
O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. ~ O Caibalion
Este axioma hermético de centenas de anos compreende um dos grandes Princípios dos Fenômenos Universais. Como procedemos com as nossas considerações dos Princípios permanentes, vamos ter ainda mais claramente a verdade da natureza universal deste grande Princípio de Correspondência.



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