Ocultismo é um conjunto de teorias e práticas cujo objetivo seria desvendar os segredos da natureza, do Universo e da própria Humanidade. O ocultismo trata de um tipo de conhecimento que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é sobrenatural e secreto. Não é aceito pela comunidade científica por não compartilhar de suas metodologias. O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais. Ou seja, são conjecturas metafísicas, e teológicas, algumas das quais oriundas de povos da Antigüidade Clássica.
Introdução
O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais. Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.
O Homem aqui retratado seria um completo e arquetípico, composto não apenas de
corpo, mas também de
emoção,
razão e
alma (como divide a
cabala).
Segundo algumas tradições
monoteístas e ocultistas, as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobrenatural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía à religião original. Outras tradições de orientação
panteísta acreditam em milhares de fontes em razão de seus vários deuses. O
hinduísmo, o
xintoísmo e o
candomblé são alguns exemplos.
Muitas vezes um ocultista é referenciado como um
mago. Alguns acreditam que estes antigos
Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência contemporânea e até além delas, tornando estas descobertas meros achados.
Definição
Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um "conhecimento não revelado" ou "conhecimento secreto", em oposição ao "conhecimento ortodoxo" ou que é associado à ciência convencional. Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento oculto é algo comum e compreensivel em seus símbolos, significados e significantes. Este mesmo conhecimento "não revelado" ou "oculto" é assim designado, por estar em desuso ou permanecer nas raízes das culturas.
Originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido oculta à perseguição da Igreja, e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.
Mesmo que muitos dos símbolos do ocultismo, estejam sendo utilizados normalmente e façam parte da linguagem verbal ou escrita), permanecem assim, ocultos o seu significado e seu verdadeiro sentido. Desta maneira, tudo aquilo que se chama de "ocultismo" seria uma sabedoria intocada, que poucas pessoas chegam a tomar conhecimento, pois está além da visão objetiva da maioria, ou de seu interesse. O ocultismo sempre foi concebido desde o início, como um saber acessível apenas a pessoas iniciadas (ou seja, para aquelas que passaram por uma "iniciação"; uma inserção num grupo separado do comum e do popular; ou mesmo uma espécie de batismo, onde as pessoas seriam escolhidas, então guiadas e orientadas a iniciar numa nova forma de compreender e pensar o que já se conhece, transcendendo-o).
A percepção do oculto consiste, não em acessar fatos concretos e mensuráveis, mas trabalhar com a mente e o espírito. Refere-se ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite o despertar de faculdades ocultas.
História
As raízes mais antigas conhecidas do ocultismo são os mistérios do antigo
Egito, relacionados com o deus
Hermes ou
Thoth. Essa parte do ocultismo ou doutrina é tratada no
Hermetismo.
Na
Idade Média, principalmente na
Península Ibérica devido a presença de
muçulmanos e
judeus, floresceu a
alquimia, ciência relacionada com a manipulação dos metais, que segundo alguns, seria na verdade uma
metáfora para um processo
mágico de desenvolvimento espiritual. Tanto a alquimia quanto o ocultismo receberam influência da
cabala judaica, um movimento místico e esotérico pertencente ao
judaísmo.
Alguns destes ocultistas medievais acabaram sendo mortos na fogueira pela
Inquisição da
Igreja Católica, acusados de serem bruxos e terem feito pacto com o
diabo. Mas existem trabalhos relacionados à cabala durante toda Idade Média. E de alquimia na Baixa Idade Média.
História recente e ocultistas famosos
O ocultismo moderno, cujo ressurgimento deu-se principalmente ao final do
século XIX, teve sua parte teórica sistematizada por
Helena Petrovna Blavatsky, no que ficou conhecido como
Teosofia. Além dela, também são importantes na definição do moderno ocultismo
Eliphas Levi,
S. L. MacGregor Mathers,
William Wynn Westcott,
Papus,
Aleister Crowley,
Anton Szandor LaVey, entre outros.
Eliphas Levi divide as preferência de alguns com Papus como o maior ocultista do
século XIX, tendo ambos sistematizado boa parte do que hoje conhecemos como ocultismo prático moderno.
Também devemos lembrar a importância de S. L. MacGregor Mathers e da
Ordem Hermética do Amanhecer Dourado ("Hermetic Order of the Golden Dawn"), responsáveis em parte pelo ressurgimento da
magia ritualística, e que influenciaram fortemente a maioria dos mais conhecidos e importantes
magos e ocultistas do
século XX.
Já no
século XX destaca-se enormemente a figura de
Aleister Crowley, que desenvolveu um sistema mágico, conhecido como
Thelema, que deu origem e influenciou diversas escolas mágicas, também escreveu uma extensa gama de livros que figuram entre as preferências de ocultistas modernos.
Não podemos esquecer também a contribuição do não tão famoso
Franz Bardon com seus poucos, mas valiosos, livros.
No Brasil, um dos principais expoentes dos estudos ocultistas,
Henrique José de Souza, nasceu em Salvador, em 1883, e participou de uma série de movimentos, desde a fundação de lojas maçônicas a correntes espiritualistas como Dhâranâ, que mais tarde viria a se chamar
Sociedade Brasileira de Eubiose. O
Professor Henrique, como é chamado pelos membros de diversas correntes da
teosofia brasileira, deixou um legado de centenas de "cartas-revelações", contendo material de cunho profundamente ocultista.
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