Como já descrevemos anteriormente, a Deusa Inanna, oriunda da antiga civilização da Suméria, em sua beleza celestial, era venerada como Deusa da Lua. O primeiros trabalhos a serem escritos e preservados sobre essa Deusa eram de autoria de Enheduana, nascida em 2.300 a. C, uma sacerdotisa da Deusa Lua.
Seus escritos em forma de poesia, assemelham-se mais a um diário pessoal, repleto de adoração à Deusa da Lua, de sublevações políticas, de sua expulsão do templo e de seu retorno a ele. Escreve com sensualidade e intimidade sobre a Deusa do Amor Inanna.
Eis algumas de suas palavras sobre a imagem da Deusa Inanna e das essências divinas:
"Senhora de todas as essências, cheia de luz,
Boa mulher, vestida de esplendor,
Que possui o amor do céu e da terra,
Amiga do templo de An,
Tu usas adornos maravilhosos,
Tu desejas a tiara da alta sacerdotisa
Cujas mãos seguram as sete essências.
Ó minha Senhora, guardiã de todas as boas essências,
Tu as reuniste e as fizeste emanar de tuas mãos.
Tu colheste as essências santas e as trazes contigo,
Apertadas em teus seios."
Enheduana também experimenta poderosa cólera e fúria para com a Deusa do Amor, a Deusa da Lua em sua fase negra:
"Como dragão, encheste a terra com veneno.
Como trovão, quando bradas sobre a terra,
Árvores e plantas caem diante de ti.
És o dilúvio descendo da montanha,
Ó Deusa Primeira,
Inanna, Deusa da Lua, que reina sobre o céu e a terra!
Teu fogo espalha-se e cai sobre a nossa nação.
Senhora montada numa fera,
An te dá qualidades, poderes sagrados,
E tu decides.
Estás em todos nossos grandes ritos.
Quem pode compreender-te?"
Quando um novo governante (Lugalanae) assumiu o poder, mudou todos os rituais sagrados. A sacerdotisa Enheduana foi banida do templo e escreve então sobre seu desespero de tal perda:
"Tu pediste-me para entrar no claustro santo, o"giparu",
E eu entrei nele, eu, a alta sacerdotisa Enheduana!
Eu carreguei a cesta do ritual e cantei em seu louvor.
Agora encontro-me banida, em meio aos leprosos.
Nem mesmo eu consigo viver contigo.
Sombras penetram a luz do dia,
A luz escurece à minha volta,
Cobrindo o dia com tempestades de areia.
Minha suave boca de mel torna-se repentinamente confusa.
Minha linda face agora é pó."
Mas Enheduana logo em seguida, retorna à sua condição inicial, e recupera novamente a alegria, a beleza e o relacionamento com a Deusa:
"A Primeira Senhora da sala do trono,
Aceitou a canção de Enheduana.
Inanna a ama novamente.
O dia foi bom para Enheduana, pois ela vestiu-se de jóias.
Ela vestiu-se com a beleza própria das mulheres.
Como os primeiros raios do luar sobre o horizonte,
Quão exuberante ela se vestiu!
Quando Nana, pai de Inanna,
fez sua aparição,
O palácio abençoou Ningal, mãe de Inanna.
Da soleira da porta celeste veio a palavra:
"Bem-vinda!".
Os escritos de Enheduana são muito importantes, pois trazem à luz a profunda devoção de uma mulher humana, sacerdotisa, à Deusa do Amor. Enheduana vive sua beleza e sensualidade como dádivas concedidas pela Deusa. No momento em que ela não pode mais venerá-la no templo, sente o vazio obscuro e sombrio, e sua própria imagem da Deusa, sua radiante beleza feminina fica encoberta.
Através da fantasia poética de Enheduana e de seus relatos históricos sobre a Deusa Inanna, podemos entender com mais clareza o significado dos rituais religiosos em que ela era a figura mais importante e decisiva. Ainda assim, Inanna permanece um mistério, em grande parte porque a nossa atitude moderna torna mais difícil para nós agarrarmo-nos àquilo que vemos como paradoxo em sua imagem: sua natureza sexual era um aspecto integral de sua natureza espiritual. Para a maioria de nós, tal conjunção é uma contradição. Nos tempos antigos, no entanto, era unidade.
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Sejam Bem Vindos ! ! !
Podem se aproximar, adentrar e conversar. Bem aventurado seja, meu bom amigo. Sente-se conosco, pegue uma caneca e ouça as tantas outras que aqui temos. Esse é o nosso local e agora será dividido com vc. Sinta-se em casa, aqui nada temerás, apenas fique alerta aos olhares alheios, nunca sabemos quando uma boa aventura está surgindo e nada melhor do que envolver-se nela e participar para ganhar grandes recompensas. Brindemos a nossa vitória e a amizade!
Entrem e sintam-se em casa.
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13 de maio de 2009
INANNA HOJE
No ciclo de Inanna há a criação, a reprodução e a destruição. A força da Deusa reside na capacidade de desistir daquilo que há de mais precioso, a fim de garantir crescimento e regeneração, a transformação só pode ocorrer quando atitudes e valores antigos são substituídos por novos.
Quando ocorre em nossa vida a ruptura de um relacionamento e se tenta iludir-se com o retorno do parceiro, a vida pára. Até para que uma relação persista, antigas expectativas devem ser sacrificadas para o bem do desenvolvimento psicológico de cada indivíduo. A morte e o pranto têm pelo menos o propósito de permitir a regeneração no relacionamento. Sem o processo de confrontação de pressupostos antigos, independentemente de quão dolorosos sejam, o relacionamento, seja como for, acaba morrendo.
Quando ocorre em nossa vida a ruptura de um relacionamento e se tenta iludir-se com o retorno do parceiro, a vida pára. Até para que uma relação persista, antigas expectativas devem ser sacrificadas para o bem do desenvolvimento psicológico de cada indivíduo. A morte e o pranto têm pelo menos o propósito de permitir a regeneração no relacionamento. Sem o processo de confrontação de pressupostos antigos, independentemente de quão dolorosos sejam, o relacionamento, seja como for, acaba morrendo.
A submissão à escuridão, à sombra, a aceitação dos aspectos negativos de "anima" e "animus", o lado afetivo e instintivo à natureza, e a assimilação do inconsciente no sentido de integração da personalidade, são algumas das expressões mais significativas que caracterizam o início decisivo do desenvolvimento psíquico do homem moderno.
Inanna chega até nós para dizer que uma jornada até o inferno é o caminho para a totalidade. Você como Inanna deve desafiar seu lado sombra, abraçar esta sua irmã do submundo e tentar desvendar seus mais secretos segredos. É necessário conhecer todos os aspectos de si mesma(o), tanto os bons quantos os ruins para se conquistar a totalidade.
Inanna chega até nós para dizer que uma jornada até o inferno é o caminho para a totalidade. Você como Inanna deve desafiar seu lado sombra, abraçar esta sua irmã do submundo e tentar desvendar seus mais secretos segredos. É necessário conhecer todos os aspectos de si mesma(o), tanto os bons quantos os ruins para se conquistar a totalidade.
Abandone você também todos os seus pertences, deixe cair suas vestes e entregue-se à viagem em busca de seu lado sombrio. Aventure-se na escuridão do seu ser, pois é só assim que alcançará o equilíbrio, a iluminação e a inteireza.
Esta jornada deve durar o tempo que for preciso. Quando chegar ao sub-mundo, Inanna irá lhe receber e seu retorno será repleto de glórias, mas com consciência da sua vulnerabilidade, pois só assim, poderá erguer-se aos céus impulsionada (o) com a força do conhecimento e da sabedoria adquiridos.
Esta jornada deve durar o tempo que for preciso. Quando chegar ao sub-mundo, Inanna irá lhe receber e seu retorno será repleto de glórias, mas com consciência da sua vulnerabilidade, pois só assim, poderá erguer-se aos céus impulsionada (o) com a força do conhecimento e da sabedoria adquiridos.
E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com
JORNADA AO SUB-MUNDO
Para realizar esta jornada você necessitará em primeiro lugar de um recinto fechado, de preferência chaveado para ter o máximo de privacidade. Outros materiais:
1 vela branca (colocada à sua frente)
1 taça com água (à direita)
1 incenso (à sua escolha, pode ser colocado à esquerda).
1 espelho
1 taça com água (à direita)
1 incenso (à sua escolha, pode ser colocado à esquerda).
1 espelho
Como a deusa Inanna você escolheu fazer esta viagem ao sub-mundo, portanto é necessário tenha consigo 7 objetos para se desfazer, podem ser peças de roupa.
Crie um espaço sagrado no seu imaginário, sente-se ou fique em pé, em frente à vela e invoque com suas próprias palavras ou diga:
Crie um espaço sagrado no seu imaginário, sente-se ou fique em pé, em frente à vela e invoque com suas próprias palavras ou diga:
Oh Inanna, Rainha do Céu e da Terra,
Que regenera nossos destinos à cada lua nova,
Nos envolva com seu manto de sabedoria e beleza
E nos guie nesta viagem, que já lhe é tão conhecida
Estou disposta(o) à descer ao sub-mundo
para compreender sua magia e mistérios,
pois estes conhecimentos são necessários
para a evolução de minha alma.
Deusa Inanna, poderosa rainha dos povos antigos
Abençoa-me na luz da sua onisciência!
Que regenera nossos destinos à cada lua nova,
Nos envolva com seu manto de sabedoria e beleza
E nos guie nesta viagem, que já lhe é tão conhecida
Estou disposta(o) à descer ao sub-mundo
para compreender sua magia e mistérios,
pois estes conhecimentos são necessários
para a evolução de minha alma.
Deusa Inanna, poderosa rainha dos povos antigos
Abençoa-me na luz da sua onisciência!
Quando achar que estiver pronta(o), inspire profundamente e expire, desapegando-se de tudo. Inspire e relaxe o corpo. Agora abra os olhos e se encare-se no espelho. Lentamente comece a tirar sua roupa, dando a cada uma delas o nome de um elemento que é negativo em sua vida (inveja, ciúme, raiva,etc). Diga adeus a estes elementos e deixe as vestes caírem ao chão. Se quiser, realize estes gestos com música, o efeito é surpreendente. Feito isso, sente-se em frente a vela.
Volte a inspirar e expirar lentamente por três vezes e sinalize então a entrada de uma caverna. Você está diante dela e deve entrar. Lá dentro é seguro e você descerá bem fundo, até ver uma luz no fim deste túnel. É o limiar do Inferno.
Entre sem medo e chame sua sombra. Qual é sua aparência? Como ela faz você sentir? O que ela tem para lhe dizer? Tente conversar com ela por um determinado tempo. Se tiver medo quando encontrar este seu lado sombrio, continue respirando profundamente e reconheça o medo, ele está ali para ajudá-la(o). Ser capaz de testemunhar todos os aspectos de nós mesmos, com ou sem medo, é o que nos leva à totalidade.
Volte a inspirar e expirar lentamente por três vezes e sinalize então a entrada de uma caverna. Você está diante dela e deve entrar. Lá dentro é seguro e você descerá bem fundo, até ver uma luz no fim deste túnel. É o limiar do Inferno.
Entre sem medo e chame sua sombra. Qual é sua aparência? Como ela faz você sentir? O que ela tem para lhe dizer? Tente conversar com ela por um determinado tempo. Se tiver medo quando encontrar este seu lado sombrio, continue respirando profundamente e reconheça o medo, ele está ali para ajudá-la(o). Ser capaz de testemunhar todos os aspectos de nós mesmos, com ou sem medo, é o que nos leva à totalidade.
Agora é hora de voltar, portanto diga adeus à sua sombra e caminhe de volta ao túnel, sentindo-se energizada(o), revigorada(o). Suba cada vez mais até chegar a entrada da caverna. Respire fundo e, enquanto solta o ar, volte ao seu corpo. Respire fundo mais uma vez e quando estiver pronta(o) abra os olhos. Feliz Retorno!
Minha vulva, a meia-lua,
o Barco do Céu,
Está cheia de avidez como a jovem lua.
Minha terra não lavrada está abandonada.
E eu, Inanna,
Quem irá arar a minha vulva?
Quem irá arar meus altos campos?
Quem irá arar meu chão úmido?"
E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com
Eros
Eros (Cupido, no panteão romano) era o deus grego do amor. Hesíodo, na sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos. Posteriormente foi considerado como um deus olímpico, filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, conforme as versões. Tendo, certa vez, Afrodite desabafado com Métis, queixando-se que seu filho continuava sempre criança, a deusa da prudência lhe explicou que era porque Eros era muito solitário. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Antero nasceu pouco depois e, Eros começou a crescer e tornar-se robusto.
Já Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando pertubada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo. Com Psiquê teve trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia.
Já Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando pertubada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo. Com Psiquê teve trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia.
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4 de maio de 2009
Tetragrama YHVH
O Tetragrama YHVH (יהוה), refere-se ao nome do Deus de Israel em forma escrita já transliterada e, pois, latinizada, como de uso corrente na maioria das culturas atuais.
Originariamente, em aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה, o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para JHVH já por muitos séculos.
As letras da direita para esquerda segundo o alfabeto hebraico são:
Originariamente, em aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה, o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para JHVH já por muitos séculos.
As letras da direita para esquerda segundo o alfabeto hebraico são:
Hebraico
Pronúncia
Letra
י
Yodh ou Yud
"Y"
ה
He ou Hêi
"H"
ו
Waw ou Vav
"V"
ה
He ou Hêi
"H"
O tetragrama aparece mais de 6.800 vezes — sozinho ou em conjunção com outro "nome" — no texto hebraico do Antigo Testamento, a indicar, pois, tratar-se de nome muito conhecido e que dispensava a presença de sinais vocálicos auxiliares (as vogais intercalares).
Os nomes YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH (vertido em português para Jeová), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas , mas alguns eruditos preferem o uso mais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH, já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéh ou JaHWeH). Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seja correcta, sendo esta última, a pronúncia mais popular do Nome de Deus em vários idiomas.
Os nomes YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH (vertido em português para Jeová), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas , mas alguns eruditos preferem o uso mais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH, já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéh ou JaHWeH). Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seja correcta, sendo esta última, a pronúncia mais popular do Nome de Deus em vários idiomas.
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Armagedom

O Armagedom ou Har–Magedon é identificado na Bíblia como a batalha final de Deus contra a sociedade humana iníqua, onde numerosos exércitos de todas as nações da Terra encontrar-se-ão numa condição ou situação, em oposição a YHVH e seu Reino por Jesus Cristo no simbólico "Monte Megido".
Em hebraico Har Meghíd·dóhn: Monte de Megido. Em grego αρμαγεδδων: armageddôn ou reunião de tropas.
Na terra de Israel não foi encontrado nenhum lugar literal chamado "Monte de Megido", mas os eventos descritos pelo apóstolo João no livro do Apocalipse podem estar associados com a antiga cidade de Megido[1] Tel Megiddo hebr. מגידו. A região do Vale do Megido, também chamado nas Escrituras Hebraicas de "vale da decisão" (segundo Joel 3:14), ou "vale de Jeosafá" (Joel 3:2), encontra-se estrategicamente posicionada em um local onde durante mais de quatro mil anos aconteceram diversas batalhas decisivas na história do antigo Israel. Cidades foram construídas e reconstruídas, umas sobre as outras, para servirem de fortaleza na guarda da passagem pelo vale, de forma que uma colina acabou se formando no local onde ficavam essas cidades.
Existem grupos religiosos que crêem que o confronto final do Armagedon ocorrerá literalmente neste vale, quando Deus congregará todas as nações do mundo para entrar com elas em julgamento, por terem espalhado o povo de Israel entre as nações e por terem repartido a sua terra (Joel 3:2), ao contrário dos que crêem que Armagedon será uma situação catastrófica que ocorrerá em toda a Terra. Estes últimos dizem ter muitos motivos para crer que seja assim. Um deles é que, conforme dito acima, o Armagedon será uma guerra envolvendo todas as nações. Afirmam que seria ilógico pensar que todas as nações caberão no reduzido espaço do monte de Megido.
Essa batalha aparece citada duas vezes no último livro da Bíblia (Apocalipse 16:14,16), mas ultimamente o nome Armagedom tem sido mais associado a uma catástrofe mundial ou a uma guerra nuclear global. A Bíblia fala do Armagedom como local duma guerra que preparará o caminho para uma nova ordem mundial (Apocalipse 16:14,16) e que destruirá apenas a iniquidade. - Salmo 92:7.
Em novembro de 2005 surgiu a notícia de que arqueólogos israelenses encontraram na atual prisão de Megido (na mesma região onde algumas correntes religiosas afirmam que irá ocorrer o Armagedom) resquícios arquitetônicos muito antigos de uma antiga igreja cristã[2] do século III ou IV, de uma época em que Roma ainda perseguia os primeiros cristãos.
Em hebraico Har Meghíd·dóhn: Monte de Megido. Em grego αρμαγεδδων: armageddôn ou reunião de tropas.
Na terra de Israel não foi encontrado nenhum lugar literal chamado "Monte de Megido", mas os eventos descritos pelo apóstolo João no livro do Apocalipse podem estar associados com a antiga cidade de Megido[1] Tel Megiddo hebr. מגידו. A região do Vale do Megido, também chamado nas Escrituras Hebraicas de "vale da decisão" (segundo Joel 3:14), ou "vale de Jeosafá" (Joel 3:2), encontra-se estrategicamente posicionada em um local onde durante mais de quatro mil anos aconteceram diversas batalhas decisivas na história do antigo Israel. Cidades foram construídas e reconstruídas, umas sobre as outras, para servirem de fortaleza na guarda da passagem pelo vale, de forma que uma colina acabou se formando no local onde ficavam essas cidades.
Existem grupos religiosos que crêem que o confronto final do Armagedon ocorrerá literalmente neste vale, quando Deus congregará todas as nações do mundo para entrar com elas em julgamento, por terem espalhado o povo de Israel entre as nações e por terem repartido a sua terra (Joel 3:2), ao contrário dos que crêem que Armagedon será uma situação catastrófica que ocorrerá em toda a Terra. Estes últimos dizem ter muitos motivos para crer que seja assim. Um deles é que, conforme dito acima, o Armagedon será uma guerra envolvendo todas as nações. Afirmam que seria ilógico pensar que todas as nações caberão no reduzido espaço do monte de Megido.
Essa batalha aparece citada duas vezes no último livro da Bíblia (Apocalipse 16:14,16), mas ultimamente o nome Armagedom tem sido mais associado a uma catástrofe mundial ou a uma guerra nuclear global. A Bíblia fala do Armagedom como local duma guerra que preparará o caminho para uma nova ordem mundial (Apocalipse 16:14,16) e que destruirá apenas a iniquidade. - Salmo 92:7.
Em novembro de 2005 surgiu a notícia de que arqueólogos israelenses encontraram na atual prisão de Megido (na mesma região onde algumas correntes religiosas afirmam que irá ocorrer o Armagedom) resquícios arquitetônicos muito antigos de uma antiga igreja cristã[2] do século III ou IV, de uma época em que Roma ainda perseguia os primeiros cristãos.
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AS SETE TAÇAS DA CÓLERA DE DEUS
Texto Base: Ap. 12.1 – 14.20
(Baseado nas Análises da Bíblia Shedd e Manual Bíblico Halley)
E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com
(Baseado nas Análises da Bíblia Shedd e Manual Bíblico Halley)
Esta é a última etapa da visão de Cristo e o Mundo e, também, antes da Queda da Babilônia e a destruição da Besta. Neste momento o Senhor derrama toda a sua Ira sobre a terra que é crucial para o início da Guerra Final no Armagedom.Antes de Deus enviar os flagelos o Apóstolo João vê “os vencedores da besta” em pé sobre o mar de vidro, que antes apresentava a separação do homem de Deus e agora tem o direito de acesso a Ele, entoando o Cântico de Moisés e o Cântico do Cordeiro (15.2-4).“O cântico de Moisés louva a Deus por causa do Seu poder, da libertação que concede e da Sua retidão revelada ao liberar Israel. Assim também, os crentes perante o trono foram resgatados de um poder ainda mais terrível do que o do Egito, pelo próprio Cristo, maior do que Moisés”. (Shedd)Quando o Senhor envia os sete anjos com as taças de ouro, cheias da cólera de Deus, “O santuário se enche de fumaça procedente da glória de Deus e do seu poder e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos” (v. 8). Isso também aconteceu na consagração do tabernáculo no deserto (Lv 9.23-24) e, também, do Templo de Salomão (II Cr 7.1,2). Nesse momento podemos interpretar que ninguém entraria na presença divina para interceder pelos que estavam na Terra.
• 1ª Taça (16.1,2):“Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas” (v. 2).Na primeira taça derramada sobre o mundo observa-se claramente que somente os adoradores da Besta sofrerão com a Ira de Deus. É interessante que esta foi a sexta praga lançada sobre o Egito na época do Êxodo (Ex 9.10).
• 2ª Taça (16.3):“Derramou o segundo a sua taça no mar e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar” (v. 3).Esta taça é igual a primeira praga do Egito. Tem como objetivo fazer com que o sustento do homem através do mar seja destruído. Importante lembrar que foi a primeira vida animal que Deus criou foi a marinha e agora ela é destruída.
• 3ª Taça (16.4-7):“Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue” (v. 4).Agora está taça chega para completar a destruição causada pela anterior, tendo um alcance mundial. Aqui também representa que o sangue dos santos que foi anteriormente derramado agora chega aos ímpios para provarem dele: “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são digno disso” (v. 6).
• 4ª Taça (16.8,9):“O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo” (v. 8).Assim como as quatro primeiras trombetas (saraiva de fogo sobre a terra; grande montanha atirada sobre o mar; grande estrela que caiu sobre a terça parte dos rios; e, a terça parte do sol, da lua e das estrelas apagadas) as quatro primeiras taças também caem sobre a terra, o mar, os rios e o sol sucessivamente. Só que a quarta taça atua contrariamente a quarta trombeta, pois ela intensifica o calor do sol em vez de escurecer.“O Sol, sob mandato do Criador, passa a emitir raios que chamuscam os ímpios. Mas estes são tão empedernidos que, no meio do sofrimento e sabendo que é Deus quem os perturba, continuam a blasfemar de Deus… Embora a finalidade dos flagelos seja levar os ímpios ao arrependimento, não se arrependem” (Shedd).
• 5ª Taça (16.10,11):“Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam” (v. 10).Agora é chegado a hora da ira divina cair sobre o líder mundial, causando maiores dores nos seus súditos. Esta taça tem uma relação com a nona praga do Egito, pois esta trazia trevas sobre o mesmo.Com as dores sentidas a revolta que tinham de Deus faziam com que blasfemassem mais ainda, mostrando que “tanto os castigos lançados sobre Faraó, como os derramados sobre o império do anticristo, servem para aumentar o endurecimento dos ímpios que deliberadamente escolhem o mal”.
• 6ª Taça (16.12-16):“Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol” (v. 12).Inicia-se aqui a mobilização para a batalha final, pois o dragão, a besta e o falso profeta, enfurecidos, convocam o seu exército, vindo de várias partes do mundo, para “a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” no Armagedom, que, transliterado do hebraico har megido, significa a colina de Megido. Este foi palco das maiores batalhas na antiga história de Israel: foram derrotados os cananeus liderados por Jabim (Jz 4.2); Gideão venceu com os 300 soldados (Jz 7); o rei Saul morreu derrotado (I Sm 31); a rainha Jezabel morreu por ordem de Jeú (II Rs 9.33); etc.Assim como a sexta trombeta, esta taça também afeta o rio Eufrates. “Sob a sexta trombeta, o exército infernal de 200 milhões de cavaleiro foi solto…, que aqui fica seco para possibilitar a passagem de um exército ainda maior” (Halley).Outra coisa interessante é que o vale do Eufrates é o local onde foi a origem do homem no Jardim do Éden e, também, onde o governo humano começou sua rebelião contra Deus com a torre de Babel.
• 7ª Taça (16.17-21):“Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário do lado do trono, dizendo: Feito está!” (v. 17).Esta taça trás o desfecho da anterior, onde o Senhor inicia a destruição do grande exército do dragão, da besta e do falso profeta, mostrando o Seu poder e furor sobremodo grande. Ela tem a missão de destruir por completa a grande Babilônia, sede do poder da besta, com um terrível terremoto, maior do que caiu sobre Jerusalém quando as duas testemunhas ressuscitaram (11.13).
É interessante ressaltar que a cólera de Deus é derramada de um modo completo sobre a Terra, em quatro pontos importantes: a terra, as águas, o ar e o próprio homem. O Senhor nos dá um tempo extenso para recebermos a sua misericórdia e invocarmos o Seu nome e devemos aproveitar e levar esta misericórdia as demais pessoas, antes que o tempo dos flagelos chegue e não seja possível ter acesso ao Trono de Deus.
E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com
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