Sejam Bem Vindos ! ! !

Podem se aproximar, adentrar e conversar. Bem aventurado seja, meu bom amigo. Sente-se conosco, pegue uma caneca e ouça as tantas outras que aqui temos. Esse é o nosso local e agora será dividido com vc. Sinta-se em casa, aqui nada temerás, apenas fique alerta aos olhares alheios, nunca sabemos quando uma boa aventura está surgindo e nada melhor do que envolver-se nela e participar para ganhar grandes recompensas. Brindemos a nossa vitória e a amizade!

Entrem e sintam-se em casa.


Siga-nos nas redes sociais:

Orkut: www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=13006714149878626696

curta a nossa página no Facebook:

http://www.facebook.com/bloganjosdanoite?ref=hl

E-mail / msn: apocalipsedosanjos@hotmail.com

Twitter: @Noitedoanjo

2 de outubro de 2008

O Dilúvio - (Mito)

O Gênesis, a história do dilúvio é uma das poucas que ainda alimenta o interesse dos cientistas, depois que os físicos substituíram a criação do mundo pelo Big Bang e Darwin substituiu Adão pelos macacos. O que intrigou os pesquisadores foi o fato de uma história parecida existir no texto épico babilônico de Gilgamesh - o que sugere que uma enchente de enormes proporções poderia ter acontecido no Oriente Médio e na Ásia Menor. Parte do mistério foi solucionado quando os filólogos conseguiram demonstrar que a narrativa do Gênesis é uma apropriação do mito mesopotâmico. "Não há dúvida de que os hebreus se inspiraram no mito de Gilgamesh para contar a história do dilúvio", afirma Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Teologia da PUC de São Paulo, especialista na exegese do Antigo Testamento.


O povo hebreu entrou em contato com o mito de Gilgamesh no século VI a.C. Em 598 a.C., o rei babilônico Nabucodonosor, depois de conquistar a Assíria, invadiu e destruiu Jerusalém e seu templo sagrado. No ano seguinte, os judeus foram deportados para a Babilônia como escravos. O chamado exílio babilônico durou 40 anos. Em 538 a.C., Ciro, o fundador do Império Persa, depois de submeter a Babilônia permitiu o retorno dos judeus à Palestina. Os rabinos ou "escribas" começaram a reconstruir o Templo e a reescrever o Gênesis para, de alguma forma, dar um sentido teológico à terrível experiência do exílio. Assim, a ameaça do dilúvio seria uma referência à planície inundável entre os rios Tigre e Eufrates, região natal de Nabucodonosor; os 40 dias de chuva seriam os 40 anos do exílio; e a aliança final de Deus com Noé, marcada pelo arco-íris, uma promessa divina de que os judeus jamais seriam exilados.


Solucionado o mistério do dilúvio na Bíblia, continua o da sua origem no texto de Gilgamesh. No final da década de 90, dois geólogos americanos da Universidade Columbia, Walter Pittman e Willian Ryan, criaram uma hipótese: por volta do ano 5600 a.C., ao final da última era glacial, o Mar Mediterrâneo havia atingido seu nível mais alto e ameaçava invadir o interior da Ásia na região hoje ocupada pela Turquia, mais precisamente a Anatólia. Num evento catastrófico, o Mediterrâneo irrompeu através do Estreito de Bósforo, dando origem ao Mar Negro como o conhecemos hoje. Um imenso vale de terras férteis e ocupado por um lago foi inundado em dois ou três dias.


Os povos que ocupavam os vales inundados tiveram que fugir às pressas e o mais provável é que a maioria tenha morrido. Os sobreviventes, porém, tinham uma história inesquecível, que ecoaria por milênios. Alguns deles, chamados ubaids, atravessaram as montanhas da Turquia e chegaram à Mesopotâmia, tornando-se os mais antigos ancestrais de sumérios, assírios e babilônios. Estaria aí a origem da narrativa de Gilgamesh. Essa teoria foi recebida por arqueólogos e antropólogos como fantástica demais para ser verdadeira.


No entanto, no verão de 2000, o caçador de tesouros submersos Robert Ballard, o mesmo que encontrou os restos do Titanic, levou suas poderosas sondas para analisar o fundo do Mar Negro nas proximidades do que deveriam ser vales de rios antes do cataclisma aquático. Ballard encontrou restos de construções primitivas e a análise da lama colhida em camadas profundas do oceano provaram que, há 7 600 anos, ali existia um lago de água doce. A hipótese do grande dilúvio do Mar Negro estava provada.

E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

A Bíblia Passada a Limpo - Descobertas recentes da arqueologia indicam que a maior parte das escrituras sagradas não passam de lenda

"Descobertas recentes da arqueologia indicam que a maior parte das escrituras sagradas não passam de lenda".


por Vinícius RomaniniPara a Revista SuperInteressante





A disputa entre ciência e religião pela posse da verdade é antiga. No Ocidente, começou no século XVI, quando Galileu defendeu a tese de que a Terra não era o centro do Universo. Essa primeira batalha foi vencida pela Igreja, que obrigou Galileu a negar suas idéias para não ser queimado vivo. Mas o futuro dessa disputa seria diferente: pouco a pouco, a religião perdeu a autoridade para explicar o mundo. Quando, no século XIX, Darwin lançou sua teoria sobre a evolução das espécies, contra a idéia da criação divina, o fosso entre ciência e religião já era intransponível. Nas últimas décadas, a Bíblia passou a ser alvo de ciências como a filologia (o estudo da língua e dos documentos escritos), a arqueologia e a história. E o que os cientistas estão provando é que o livro mais importante da história é, em sua maior parte, uma coleção de mitos, lendas e propaganda religiosa.
Primeiro livro impresso por Guttemberg, no século XV, e o mais vendido da história, a Bíblia reúne escritos fundamentais para as três grandes religiões monoteístas - Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Na verdade, a Bíblia é uma biblioteca de 73 livros escritos em momentos históricos diferentes. O Velho Testamento, aceito como sagrado por judeus, cristãos e muçulmanos, é composto de 46 livros que pretendem resumir a história do povo hebreu desde o suposto chamamento de Abraão por Deus, que teria ocorrido por volta de 1850 a.C., até a conquista da Palestina pelos exércitos de Alexandre Magno e as revoltas do povo judeu contra o domínio grego, por volta de 300 a.C. Os 27 livros do Novo Testamento abarcam um período bem menor: cerca de 70 anos que vão do nascimento de Jesus à destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C.
O coração do Velho Testamento são os primeiros cinco livros, que compõem a Torá do Judaísmo (a palavra significa "lei", em hebraico). Em grego, o conjunto desses livros recebeu o nome de Pentateuco ("cinco livros"). São considerados os textos "históricos" da Bíblia, porque pretendem contar o que ocorreu desde o início dos tempos, inclusive a criação do homem - que, segundo alguns teólogos, teria ocorrido em 5000 a.C. O Pentateuco inclui o Gênesis (o "livro das origens", que narra a criação do mundo e do homem até o dilúvio universal), o Êxodo (que narra a saída dos judeus do Egito sob a liderança de Moisés) e os Números (que contam a longa travessia dos judeus pelo deserto até a chegada a Canaã, a terra prometida).
Das três ciências que estudam a Bíblia, a arqueologia tem se mostrado a mais promissora. "Ela é a única que fornece dados novos", diz o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv e autor do livro The Bible Unearthed (A Bíblia desenterrada, inédito no Brasil), publicado no ano passado. A obra causou um choque em estudiosos de arqueologia bíblica, porque reduz os relatos do Antigo Testamento a uma coleção de lendas inventadas a partir do século VII a.C. O Gênesis, por exemplo, é visto como uma epopéia literária. O mesmo vale para as conquistas de David e as descrições do império de Salomão.

A ciência também analisa os textos do Novo Testamento, embora o campo de batalha aqui esteja muito mais na filologia. A arqueologia, nesse caso, serve mais para compor um cenário para os fatos do que para resolver contendas entre as várias teorias. O núcleo central do Novo Testamento são os quatro evangelhos. A palavra evangelho significa "boa nova" e a intenção desses textos é clara: propagandear o Cristianismo. Três deles (Mateus, Marcos e Lucas) são chamados sinóticos, o que pode ser traduzido como "com o mesmo ponto de vista". Eles contam a mesma história, o que seria uma prova de que os fatos realmente aconteceram. Não é tão simples. O problema central do Novo Testamento é que seus textos não foram escritos pelos evangelistas em pessoa, como muita gente supõe, mas por seus seguidores, entre os anos 60 e 70, décadas depois da morte de Jesus, quando as versões estavam contaminadas pela fé e por disputas religiosas.
Nessa época, os cristãos estavam sendo perseguidos e mortos pelos romanos, e alguns dos primeiros apóstolos, depois de se separarem para levar a "boa nova" ao resto do mundo, estavam velhos e doentes. Havia, portanto, o perigo de que a mensagem cristã caísse no esquecimento se não fosse colocada no papel. Marcos foi o primeiro a fazer isso, e seus textos serviram de base para os relatos de Mateus e Lucas, que aproveitaram para tirar do texto anterior algumas situações que lhes pareceram heresias. "Em Marcos, Jesus é uma figura estranha que precisa fazer rituais de magia para conseguir um milagre", afirma o historiador e arqueólogo André Chevitarese.

Para tentar enxergar o personagem histórico de Jesus através das camadas de traduções e das inúmeras deturpações aplicadas ao Novo Testamento, os pesquisadores voltaram-se para os textos que a Igreja repudiou nos primeiros séculos do Cristianismo. Ignorados, alguns desapareceram. Mas os fragmentos que nos chegaram tiveram menos intervenções da Igreja ao longo desses 2 000 anos. Parte desses evangelhos, chamados "apócrifos" (não se sabe ao certo quem os escreveu), fazem parte de uma biblioteca cristã do século IV descoberta em 1945 em cavernas do Egito. Os evangelhos estavam escritos em língua copta (povo do Egito).

O fato de esses textos terem sido comprovadamente escritos nos primeiros séculos da era cristã não quer dizer que eles sejam mais autênticos ou contenham mais verdades que os relatos que chegaram até nós como oficiais. Pelo contrário, até. Os coptas, que fundariam a Igreja cristã etíope, foram considerados hereges, porque não aceitavam a dupla natureza de Jesus (humana e divina). Para eles, Jesus era apenas divino e os textos apócrifos coptas defendem essa versão. Mesmo assim, eles trazem pistas para elucidar os fatos históricos.
A tentativa de entender o Jesus histórico buscando relacioná-lo a uma ou outra corrente religiosa judaica também foi infrutífera, como ficou demonstrado no final da tradução dos pergaminhos do Mar Morto, anunciada recentemente. Esses papéis, achados por acaso em cavernas próximas do Mar Morto, em 1947, criaram a expectativa de que pudesse haver uma ligação entre Jesus e os essênios, uma corrente religiosa asceta, cujos adeptos viviam isolados em comunidades purificando-se à espera do messias. O fim das traduções indica que não há qualquer ligação direta entre Jesus e os essênios, a não ser a revolta comum contra a dominação romana.

O resultado é que, depois de dois milênios, parece impossível separar o verdadeiro do falso no Novo Testamento. O pesquisador Paul Johnson, autor de A História do Cristianismo, afirma que, se extrairmos, de tudo o que já se escreveu sobre Jesus, só o que tem coerência histórica e é consenso, restará um acontecimento quase desprovido de significado. "Esse 'Jesus residual' contava histórias, emitiu uma série de ditos sábios, foi executado em circunstâncias pouco claras e passou a ser, depois, celebrado em cerimônia por seus seguidores."

O que sabemos com certeza é que Jesus foi um judeu sectário, um agitador político que ameaçava levantar os dois milhões de judeus da Palestina contra o exército de ocupação romano. Tudo o mais que se diz dele precisa da fé para ser tomado como verdade. Assim como aconteceu com Moisés, David e Salomão do Velho Testamento, a figura de Jesus sumiu na névoa religiosa.





E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

O que é PAGANISMO?

Ao contrário do que se pensa, Paganismo nada tem a ver com o culto ao demônio - até porque o demônio não passa de uma invenção das tradições judaico-cristãs. A palavra "PAGÃO" vem do latim "paganus", que é aquele que mora no "pagus", no campo, na Natureza. Assim, pode-se dizer que, em termos religiosos, o Paganismo é o culto e o respeito às forças da Natureza. Para o Pagão, toda a Natureza é viva, é Sagrada - e seus deuses e deusas refletem essa crença, oferecendo conforto e equilíbrio àqueles que compreendem o real significado de se respeitar a Natureza.

Muitos equívocos são propagados quanto ao real sentido da palavra "paganismo", por dicionários, enciclopédias e até mesmo por seus seguidores. Em alguns casos, o termo pagão é empregue como sinônimo de não-cristão - o que é um grande erro, pois assim se incluiriam religiões como o Judaísmo, o Islã e outras, as quais não possuem componentes distintamente "pagãos" no sentido real da palavra - ou seja, de respeito à Natureza. Em outros verbetes, um "pagão" é aquele que ainda não foi batizado no cristianismo. Em outros mais, os termos "paganismo" e "ateísmo" são confundidos, pois ateu é aquele que não crê em nada, não possui religião - bem diferente da noção de paganismo enquanto caminho religioso.

Mas quem são os pagãos? Originalmente, esse termo era empregue para diferenciar os seguidores das religiões da Terra, dos muitos deuses e deusas da Natureza. É este o sentido que adotamos quando utilizamos o termo "paganismo". Assim, costumamos nos referir às culturas pré-cristãs da Europa e das Américas (apenas como exemplos clássicos) como "culturas pagãs". Poucas pessoas hoje em dia ainda mantêm um contato direto com as tradições originais do Paganismo, daí a necessidade de se diferenciar o Paganismo original - surgido na Antigüidade - do novo paganismo, representado por diversas correntes recentes. Para que tal diferenciação seja bem clara e cristalina, muitos autores e pesquisadores optam por utilizar o termo neo-pagão, ou seja, os novos pagãos - aqueles que seguem tradições filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões. Dentre estas correntes neo-pagãs, sem dúvida duas ganham destaque: a wicca e o neo-druidismo.





E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

O Livro da Lei, de Alester Crowley - Introdução

I. O livro


1. Este Livro foi ditado no Cairo entre meio-dia e 13 horas em três dias sucessivos, 8, 9 e 10 de abril do ano de 1904. O autor se auto-denominou Aiwass, e afirmou ser "o ministro de Hoor-paar-kraat"; isto é, um mensageiro das forças regendo esta terra no presente momento, como será explicado adiante. Como poderia ele provar que era de fato um ser de um tipo superior a qualquer outro da raça humana, e dessa forma entitular-se falando com autoridade? Evidentemente ele precisava mostrar CONHECIMENTO E PODER como nenhum homem jamais possuiu.


2. Ele mostrou seu CONHECIMENTO principalmente pelo uso de cifra ou criptograma em certas passagens para revelar fatos obscuros, incluindo alguns eventos que já ocorreram, de forma que nenhum ser humano podia conhecê-los; assim, a prova de sua afirmação existe no manuscrito em si. É independente de qualquer testemunho humano. O estudo dessas passagens necessariamente exige uma suma escolaridade humana para interpretação-exige anos de aplicação intensa. Uma grande parte ainda precisa ser trabalhada. Mas suficiente já foi descoberto para justificar sua afirmação; a mais cética inteligência é compelida a admitir sua verdade. Esse assunto é melhor estudado de acordo com Master Therion, cujo anos de pesquisa árdua guiaram-no à iluminação. Por outro lado, a linguagem da maior parte do Livro é admiravelmente simples, clara e vigorosa. Ninguém pode lê-lo sem impressionar-se ao âmago do seu ser.
3. O PODER sobre-humano de Aiwass é demonstrado pela influência de seu Mestre, e do Livro, sobre eventos reais: e a história embasa totalmente sua afirmação. Esses fatos são acessíveis a qualquer um, mas são melhor compreendidos com a ajuda de Master Therion.
4. A descrição completa e detalhada dos eventos que levaram até esse Livro ser ditado, com uma reprodução facsímile do manuscrito e um ensaio por Master Therion, foi publicada no Equinócio dos Deuses.




II. O universo



Esse livro explica o Universo. Os Elementos são Nuit-Espaço isto é, as possibilidades totais de todos os tipos-e Hadit, qualquer ponto o qual teve experiência dessas possibilidades. (Essa idéia é por conveniência simbolizada pela Divindade Egípcia Nuit, uma mulher dobrada como o Arco do Céu Noturno. Hadit é simbolizado como um Globo Alado no coração de Nuit.)
Todo evento é uma unificação de alguma mônada com uma das experiências possíveis a ela.
Todo homem e toda mulher é uma estrela," isto é, um agregado de tais experiências constantemente mutável com cada novo evento, o qual afeta ele ou ela tanto consciente ou subconscientemente.
Cada um de nós tem assim um universo só dele, mas ele é o mesmo universo para cada um, já que inclui toda as experiências possíveis. Isso implica na extensão da consciência para que inclua todas as outras consciências.

Em nosso presente estágio, o objeto que você vê nunca é o mesmo que o que eu vejo; nós deduzimos que é o mesmo pois sua experiência se ajusta com a minha em tantos aspectos que as diferenças reais de nossa observação são ínfimas. Por exemplo, se um amigo está caminhando entre nós, você vê somente seu lado esquerdo, eu seu lado direito; nós concordamos que é o mesmo homem, embora possamos diferir não somente no tocante ao que vemos do seu corpo mas em que conhecemos de suas qualidades. Essa convicção de identidade fica mais forte quanto mais o vemos e tentamos conhecê-lo melhor. Assim todo o tempo nenhum de nós pode saber dele qualquer coisa além da impressão total feita em nossas respectivas mentes.
O que está acima é uma tentativa extremamente crua de explicar um sistema que reconcilia todas as escolas existentes de filosofia.


III. A lei de Thelema


Esse Livro profere um simples Código de Conduta.
"Faze o que tu queres há de ser o todo da lei."
"Amor é a lei, amor sob vontade"
"Não há lei fora Faze o que tu queres."
Isso significa que cada um de nós estrelas somos para mover-nos em nossa verdadeira órbita, como demarcada pela natureza de nossa posição, pela lei de nosso crescimento, e o impulso de nossas experiências passadas. Todos os eventos são igualmente lícitos e cada um necessário, na longa jornada para todos nós, em teoria; mas em prática, somente um ato é lícito para cada um de nós em um dado momento. Portanto Dever consiste em determinação em experimentar o evento correto de um momento de consciência para outro.
Cada ação ou movimento é um ato de amor, a unificação com uma ou outra parte de "Nuit"; cada ato desse tipo precisa estar 'sob Vontade,' escolhido de forma que satisfaça, e que não frustre, a natureza verdadeira do ser em questão.
Os métodos técnicos para alcançar isto devem ser estudados em 'Magick' ou adquiridos por instrução pessoal do Master Therion e seus assistentes nomeados.
IV. O novo éon



O terceiro capítulo do Livro é difícil de entender, e pode ser muito repugnante para muitas pessoas nascidas antes da data do livro (abril de 1904).

Ele mostra as características do Período no qual estamos agora entrando. Superficialmente, elas parecem horríveis. Nós já vemos algumas delas com terrível clareza. Mas não tenha medo!
Ele explica que certas 'estrelas' (ou agregados de experiência) vastas podem ser descritas como Deuses. Um destes fica no encargo dos destinos desse planeta por períodos de 2,000 anos. Na história do mundo, tanto quanto conhecemos acuradamente, existem três Deuses desse tipo: Isis, a mãe, quando o Universo era concebido como um simples alimento drenado diretamente dela; esse período é marcado pelo governo matriarcal.

Depois, começando em 500 A.C., Osiris, o pai, quando o Universo foi imaginado como catastrófico; amor, morte, ressurreição, como o método pelo qual experiência era construída, isso corresponde aos sistemas patriarcais.

Agora, Hórus, o filho, no qual viremos a perceber eventos como um crescimento contínuo compartilhando em seus elementos com ambos os métodos, e não sendo vencidos pelas circunstâncias. Esse período presente envolve o reconhecimento do indivíduo como a unidade da sociedade.
Nós percebemos nós mesmos como explicado nos primeiros parágrafos deste ensaio. Cada evento, inclusive a morte, é somente outro acréscimo a nossa experiência, livremente desejada por nós mesmos desde o início e, portanto também predestinada.

Esse "Deus," Hórus, tinha um título técnico: Heru-Ra-Ha, uma combinação de deuses gêmeos, Ra-Hoor-Khuit e Hoor-Paar-Kraat. O significado desta doutrina precisa ser estudado em 'Magick' (Ele é simbolizado como um Deus Cabeça-de-Falcão entronado) Ele rege o presente período de 2,000 anos, começando em 1904. Em toda parte seu governo deita raízes. Observem vocês mesmos a queda do senso de pecado, o crescimento da inocência e da irresponsabilidade, as estranhas modificações do instinto reprodutivo com tendências a se tornar bissexual ou epiceno, a confiança infantil no progresso combinada com medo pesadelesco de catástrofe, contra a qual nós já estamos parcialmente não querendo tomar precauções.

Considere o afloramento das ditaduras, somente possíveis quando o crescimento moral está em seus mais primevos estágios, e a prevalescência dos cultos infantis como Comunismo, Fascismo, Pacifismo, Doenças Mentais, Ocultismo, em quase todas as suas formas, religiões sentimentalizadas até o ponto de praticamente extinção.

Considere a popularidade do cinema, do rádio, da loteria esportiva e competições de adivinhação, todos mecanismos para acalmar bebês irritadiços, nenhuma semente de finalidade neles.
Considere o esporte, o entusiasmo infantil e a fúria que ele provoca, nações inteiras perturbadas por disputas entre garotos.

Considere a guerra, as atrocidades que ocorrem diariamente e deixam-nos impassíveis e dificilmente preocupados.

Nós somos crianças.

Como esse novo Éon de Hórus se desenvolverá, como a Criança crescerá, estas são coisas para nós determinarmos, crescendo nós mesmos na via da Lei de Thelema sob a condução iluminada de Master Therion.


V. O próximo passo



A democracia treme.
O Fascismo feroz, o Comunismo cacarejante, fraudes iguais, zanzam loucamente por todo o globo.
Eles são nascimentos abortivos da Criança, o Novo Éon de Hórus.
A Liberdade novamente se remexe no útero do Tempo.

A evolução faz suas mudanças de maneiras anti-Sociais. O homem 'Anormal' que prevê o curso dos tempos e adapta as circunstâncias inteligentemente, é gozado, perseguido, até mesmo destruído pelo rebanho; mas ele e seus herdeiros, quando a crise chega, são os sobreviventes.
Sobre nós hoje paira um perigo sem paralelo na história. De mais e mais formas reprimimos o indivíduo. Nós pensamos em termos do rebanho. Guerra não mata mais soldados; ela mata indiscriminadamente. Cada nova medida dos mais democráticos e autocráticos governos é comunista em essência. Eles são sempre restrição. Somos tratados como crianças imbecis. Doravante, a Lei do Lojista, as Leis de Direção, asfixia Domingueira, a Censura, eles não confiam em nós para cruzarmos as ruas à vontade.

O Fascismo é como o Comunismo, e desonesto na barganha. Os ditadores reprimem toda arte, literatura, teatro, música, notícias, que não se encaixem em seus requerimentos; porém o mundo só se move pela luz do gênio. O rebanho será destruído em massa.
O estabelecimento da Lei de Thelema é a única forma de preservar a liberdade individual e assegurar o futuro da raça.

Na palavra do famoso paradoxo de Comte de Fénix. A regra absoluta do estado há de ser uma função de liberdade absoluta de cada vontade individual.

Todos homens e mulheres são convidados a cooperar com Master Therion nisso, a Grande Obra.





E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

O Livro da Lei, de Alester Crowley - Parte I

1. Had! A manifestação de Nuit.
2. O desvelamento da companhia do céu.
3. Todo homem e toda mulher é uma estrela.
4. Todo número é infinito; não há diferença.
5. Ajuda-me, ó guerreiro senhor de Tebas, em meu desvelamento perante as Crianças dos homens!
6. Sê tu Hadit, meu centro secreto, meu coração & minha língua!
7. Vê! é revelado por Aiwass o ministro de Hoor-paar-kraat.
8. O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.
9. Cultue então o Khabs, e contemple minha luz derramada sobre ti!
10. Que meus serviçais sejam poucos & secretos: eles comandarão os muitos & os conhecidos.
11. Estes são tolos que os homens adoram; seus Deuses & seus homens são tolos.
12. Apareçam, ó crianças, sobre as estrelas, & tomem seu quinhão de amor!
13. Eu estou sobre vós e em vós. Meu êxtase está em vosso. Meu prazer é ver vosso prazer.
14. Acima, o azul gemado é O esplendor desnudo de Nuit; Ela se curva em êxtase para beijar
Os ardores secretos de Hadit. O globo alado, o estrelado azul São meus, Ó Ankh-af-na-khonsu !
15. Agora sabereis que o escolhido sacerdote e apóstolo escolhido do espaço infinito é o príncipe-sacerdote a Besta; e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate está todo o poder concedido. Eles deverão reunir minhas crianças em seu redil: eles trarão a glória das estrelas até os corações dos homens.
16. Pois ele é sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele é a chama alada secreta, e para ela a intermitente luz estelar.
17. Mas vós não sois assim escolhidos.
18. Queime sobre suas frontes, ó serpente esplendorosa!
19. Ó mulher de pálpebras azuis-celestes, curva-te sobre eles!
20. A chave dos rituais está na palavra secreta que Eu dei a ele.
21. Com o Deus & o adorador Eu não sou nada: eles não me vêem. Eles estão como sobre a terra; Eu sou Céu, e não há outro Deus além de mim, e meu senhor Hadit.
22. Agora, portanto, sou conhecida por vós pelo meu nome Nuit, e por ele por um nome secreto que lhe darei quando enfim me conhecer. Já que sou o Espaço Infinito, e portanto as Estrelas infinitas, vós também sois assim. Nada obrigue ! Que entre vocês haja diferença entre uma coisa qualquer e qualquer outra coisa; pois daí vem a dor.
23. Mas quem quer que se valha disso, que seja o chefe de tudo!
24. Eu sou Nuit, e minha palavra é seis e cinqüenta.
25. Dividi, somai, multiplicai, e compreendei.
26. Então disse o profeta e escravo da mais bela: Quem sou Eu, e qual há de ser o sinal? Então ela lhe respondeu, se curvando para baixo, uma gentil chama azul, toda tocante, toda penetrante, suas adoráveis mãos sobre a terra negra, & e seu corpo ágil arqueado para o amor, e seus pés macios sem machucar as pequeninas flores: Tu sabes! E o sinal será meu êxtase, a consciência da continuidade da existência, a onipresença de meu corpo.
27. Então o sacerdote respondeu & disse à Rainha do Espaço, Beijando suas adoráveis sobrancelhas, o orvalho de sua luz banhando todo seu corpo num doce perfume de suor: Ó Nuit, continuidade do Céu, que sempre seja assim; que homens falem de Ti não como Uma mas como Nenhuma; e sequer deixe-os falar de Ti, visto que és continua!
28. Nenhuma, respirou a luz, pálida & feérica, das estrelas, e dois.
29. Pois Eu estou dividida pelo amor ao amor, pela chance de união.
30. Esta é a criação do mundo, assim a dor da divisão é como nada, e o prazer da dissolução tudo.
31. Com estes homens tolos e suas dores sequer se preocupem! Eles sentem pouco; o que é, é compensado por fracos prazeres; mas vós sois meus escolhidos.
32. Obedeçam meus profetas! sigam até o fim as provações de meu conhecimento! busquem somente a mim! Então os prazeres do meu amor lhes redimirão toda dor. Isto é assim: Eu juro pela abóbada de meu corpo; pelos meus sagrados coração e língua; por tudo que posso dar, por tudo que desejo de todos vós.
33. Então o sacerdote caiu num transe profundo ou desmaio, & disse para a Rainha do Céu; Escreva-nos as provações; escreva-nos a lei!
34. Mas ela disse: as provações não escreverei: os rituais deverão ser metade conhecidos e metade encobertos: a Lei é para todos.
35. Isto que tu escreves é o tripartido livro da Lei. 36. Meu escriba Ankh-af-na-khonsu, o sacerdote dos príncipes, nem em uma letra há de alterar este livro; mas para que não haja confusão, ele comentará a respeito pela sabedoria de Ra-Hoor-Khu-it.
37. Também os mantras e feitiços; o obeah e o wanga; o trabalho do bastão e o trabalho da espada; estes aprenderá e ensinará.
38. Ele deve ensinar; mas ele pode tornar severas as provações.
39. A palavra da Lei é .
40. Quem nos chama Thelemitas não comete erro, se aprofundar-se na palavra. Pois há ali dentro Três Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que queres há de ser o todo da Lei.
41. A palavra do Pecado é Restrição. Ó homem! não recuses tua esposa, se ela deseja! Ó amante, se tu queres, abandone! Não há laço que possa unir o dividido fora o amor: tudo mais é uma maldição. Maldito! Maldito seja pelos éons! Inferno.
42. Deixe estar aquele estado de multiplicidade limitado e repugnante. Assim com teu tudo; não tens direito além de fazer tua vontade.
43. Faze isto, e ninguém dirá não.
44. Pois vontade pura, desaliviada de propósito, livre da ânsia de resultado, é de todo perfeita.
45. O Perfeito e o Perfeito são um Perfeito e não dois; não, são nenhum!
46. Nada é uma chave secreta desta Lei. Os Judeus a chamam sessenta e um; Eu a chamo oito, oitenta e quatrocentos & dezoito.
47. Mas eles tem a metade: unifica pela tua arte para que tudo desapareça.
48. Meu profeta é um tolo com seu um, um, um; eles não são o Boi, e nenhum pelo Livro?
49. Revogados estão todos os rituais, todas as provações, todas as palavras e sinais. Ra-Hoor-Khuit tomou seu assento no Leste do Equinócio dos Deuses; e que Asar esteja com Isa, que também são um. Mas eles não estão em mim. Que Asar seja o adorador, Isa o sofredor; Hoor no seus secreto nome e esplendor é o Senhor iniciando.
50. Há uma palavra a dizer sobre a tarefa do Hierofante. Vede! existem três provações em uma, e ela pode pode ser dada de três maneiras. O grosseiro deve passar através do fogo; que o fino seja posto em prova pelo intelecto, e os escolhidos elevados pelo mais alto. Assim vós tereis estrela & estrela, sistema & sistema; que nenhum conheça bem o outro!
51. Há quatro portões para um palácio; o chão deste palácio é de prata e ouro; lapis lazuli & jaspe estão lá; e todas essências raras; jasmim & rosa, o os emblemas da morte. Que ele entre nos quatro portões um de cada vez ou todos ao mesmo tempo; que ele permaneça no chão do palácio. Ele não cairá? Amn. Ei! guerreiro, e se o teu servidor cair? Mas existem maneiras e maneiras. Portanto sejam bons: Vistai-vos todos em finos ornamentos; comam comidas caras e bebam vinhos doces e vinhos espumantes! Também, tomai vossos quinhão e vontade de amor como quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes! Mas sempre em mim.
52. Se isto não for feito como é devido; se confundires as marcas-do-espaço, dizendo: Elas são um; ou dizendo: Elas são muitas; se o ritual não se fizer sempre para mim: então espere o horrível julgamento de Ra Hoor Khuit!
53. Isto regenerará o mundo, o pequeno mundo minha irmã, meu coração & minha língua, a quem envio este beijo. Igualmente, ó escriba e profeta, embora sejas dos príncipes, não te saciará nem te absorverá. Mas seja teu o êxtase e alegria da terra: sempre Para mim! Para mim!
54. Não mude sequer o estilo de uma letra; pois vê! tu, ó profeta, não há de testemunhar todos estes mistérios escondidos no interior.
55. O filho das tuas entranhas, ele há de vê-los.
56. Não espere-o do Este, nem do Oeste; pois de nenhuma casa esperada virá esta criança. Aum! Todas palavras são sagradas e todos profetas verdadeiros; salvo somente que eles entendam um pouco; solucione a primeira metade da equação, deixe a segunda inatacada. Mas tu tens tudo em clara luz, e algo, apesar de não tudo, às escuras.
57. Invoque-me sobre minhas estrelas! Amor é a lei, amor sob vontade. Que os tolos não confundam o amor; pois há amor e amor. Há o pombo, e há a serpente. Escolhei bem! Ele, meu profeta, tem escolhido, conhecendo a lei da fortaleza, e o grande mistério da Casa de Deus.
Todas estas velhas letras de meu livro estão como deve ser; mas j não é a Estrela. Isto também é secreto: meu profeta o revelará aos sábios.
58. Eu dou prazeres inimagináveis na terra: certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz inalterável, descanso, êxtase; Eu tampouco exijo algo em sacrifício.
59. Meu incenso é de madeiras resinosas & gomas; e não há sangue ali dentro: por causa de meu cabelo as árvores da Eternidade.
60. Meu número é 11, como todos seus números que são nossos. A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no meio, & o círculo é vermelho. Minha cor é negra para o cego, mas azul & dourado são vistos pelos videntes. Também tenho uma glória secreta para aqueles que me amam.
61. Mas amar-me é melhor que todas as coisas: se sobre as estrelas noturnas no deserto tu em pouco tempo queimares meu incenso ante mim, invocando-me com o coração puro, e a chama da Serpente ali dentro, tu chegarás um pouco para deitar em meu seio. Por um beijo desejarás tu então querer dar tudo; mas qualquer um que dê uma partícula de pó perderá tudo nesta hora. Vós acumulareis artigos e montes de mulheres e especiarias; Vós usareis jóias caras; Vós ultrapassareis as nações da terra em esplendor & orgulho; mas sempre com amor por mim, e então vós desfrutareis meu prazer. Eu cobro desde já que venham ante mim numa única túnica, e cobertos de um suntuoso adorno de cabeça. Eu os amo! Eu os desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou toda prazer e púrpura, e bêbada no sentido mais intrínseco, os desejo. Ponham as asas, e despertem o esplendor enrolado em vocês: venham até mim!
62. Em todos meus encontros com vocês a sacerdotisa dirá - e seus olhos arderão com desejo enquanto ela permanece nua e regozijando-se no meu templo secreto - Para mim! Para mim! reavivando a chama dos corações de todos em sua canção de amor.
63. Cante a arrebatadora canção de amor para mim! Queime perfumes a mim! Vista jóias a mim! Beba a mim, pois amo vocês! Eu os amo!
64. Eu sou a filha de pálpebras azuis do Pôr do Sol; Eu sou o esplendor nu do voluptuoso céu noturno.
65. Para mim! Para mim!
66. A Manifestação de Nuit chega a um fim.




E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

O Livro da Lei, de Alester Crowley - Parte II

1. Nu! o esconderijo de Hadit.
2. Venham! todos vós, e aprendam o segredo que ainda não tenha sido revelado. Eu, Hadit sou o complemento de Nu, minha noiva. Eu não sou extenso, e Khabs é o nome de minha Casa.
3. Na esfera Eu sou em todas as partes o centro, como ela, a circunferência, não se acha em nenhuma parte.
4. Assim ela será conhecida & eu nunca.
5. Vê! os rituais do passado são negros. Que os maus sejam esquecidos; que os bons sejam purgados pelo profeta! Então este conhecimento se encaminhará como deve ser.
6. Eu sou a chama que arde em todo coração humano, e no núcleo de toda estrela. Eu sou Vida, e o doador da vida, no entanto, conhecer-me é o conhecer a morte.
7. Eu sou o Mago e o Exorcista. Eu sou o eixo da roda, e o cubo no círculo. "Venha até mim" é uma palavra boba: pois sou Eu quem vou.
8. Quem adorar a Heru-pa-kraath tem me adorado; mal, pois sou Eu o adorador.
9. Lembrem-vos todos que existência é puro prazer; que todas as dores são só como sombras, elas passam & acabam; mas aquilo que resta existe.
10. Ó profeta! tu estás de má vontade para aprender este escrito.
11. Eu te vejo odiar a mão & a pena, mas Eu sou mais forte.
12. Pela causa de mim em Ti a qual tu não conheces.
13. pois por quê? Porque tu eras o conhecedor, e eu.
14. Que agora haja um véu por este santuário: que agora a luz devore os homens e coma-os com cegueira!
15. Pois sou perfeito, Não sendo; e meu número é nove pelos tolos; mas para o justo Eu sou oito, e um em oito: O que é vital, pois nada sou em realidade. A Imperatriz e o Rei não são meus; pois ali há um outro segredo.
16. Eu sou A Imperatriz & o Hierofante. Assim onze, como minha noiva é onze.
17. Ouçam-me, vós pessoas que suspiram!
As penas da dor e da mágoa
São deixadas para o morto e o agonizante,
Às pessoas que todavia não me conhecem.
18. Estes são mortos, estes sujeitos; eles não sentem. Nós não somos para os pobres e tristes: os senhores da terra são nossos semelhantes.
19. Pode um Deus viver num cão? não! mas os mais elevados são nossos. Eles regozijarão, nossos escolhidos: quem se apieda não é nosso.
20. Beleza e força, gargalhada saltitante e delicioso desprendimento, são nossos.
21. Não temos nada com os proscritos e os inadequados: que morram em sua miséria. Pois eles não sentem. A compaixão é o vício dos reis: pisoteie os miseráveis & os fracos: esta é a lei do forte: esta é nossa lei e a alegria do mundo. Não pense, ó rei, sobre esta mentira: Que Tu Tens Que Morrer: em verdade não tens que morrer, mas viver. Agora que fique entendido: Se o corpo do Rei dissolve, ele permanecerá em puro êxtase para sempre. Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! O Sol, Força & Visão, Luz; estes são para os servos da Estrela & da Serpente.
22. Eu sou a Cobra que dá Conhecimento & Deleite e glória brilhante, e comove os corações dos homens com embriaguez. Para adorar-me tome vinho e drogas estranhas das quais falarei ao meu profeta, & esteja bêbado portanto! Elas não te farão mal de modo algum. É uma mentira, esta besteira contra si. A exposição da inocência é uma mentira. Sê forte, ó homem! desfrute, usufrui todas as coisas de sentido e êxtase: não tema que qualquer Deus possa te negar isto.
23. Eu estou só: não há Deus onde Eu estou.
24. Vê! estes são mistérios graves: pois também são dos meus amigos que são eremitas. Agora, não pense achá-los na floresta ou na montanha; mas sim em camas de púrpura, acariciados por magníficas mulheres feras com membros grandes, e fogo e luz em seus olhos, e massas de cabelo flamejante sobre eles; ali os achará. Vós os vereis no comando, em exércitos vitoriosos, em todo o prazer; e haverá neles um prazer um milhão de vezes maior que este. Cuide para que nenhum force o outro, Rei contra Rei! Amem-se uns aos outro com corações em chamas; pisoteie os homens baixos com a luxúria feroz de vosso orgulho, no dia de vossa ira.
25. Vós estais contra o povo, Ó meu escolhido!
26. Eu sou a Serpente secreta enroscada a ponto de saltar: no meu rolo há prazer. Se Eu levanto a cabeça, Eu e minha Nuit somos um. Se Eu abaixo a cabeça, e atiro veneno, então é êxtase da terra, e Eu e a terra somos um.
27. Há um grande perigo em mim; pois quem não entendeu estas runas cometerá um grande erro. Ele cairá num poço chamado Porquê, e ali perecerá com os cães da Razão.
28. Agora uma maldição sobre Porquê e seus semelhantes!
29. Seja Porquê maldito para sempre!
30. Se a Vontade pára e grita Por quê, invocando Porque, então a Vontade pára & nada faz.
31. Se Poder pergunta Por quê, então é Poder enfraquecido.
32. Também a razão é uma mentira; pois há um fator infinito e desconhecido; & todas suas palavras são sábios desvios.
33. Basta de Porque! Seja ele condenado por um cão!
34. Mas tu, ó meu povo, cresça & acorde!
35. Que os rituais sejam corretamente executados com prazer & beleza!
36. Existem rituais dos elementos e festas dos tempos.
37. Uma festa para a primeira noite do Profeta e sua Noiva!
38. Uma festa para os três dias da escrita do Livro da Lei.
39. Uma festa para Tahuti e a criança do Profeta-secreto, Ó Profeta!
40. Uma festa para o Ritual Supremo, e uma festa para o Equinócio dos Deuses.
41. Uma festa para o fogo e uma festa para a água; uma festa para a vida e uma festa ainda maior para a morte!
42. Uma festa todos os dias em vossos corações no prazer de meu êxtase!
43. Uma festa toda noite em Nu, e o prazer do sumo deleite!
44. Sim! festejai! regozijai! não há mais medo daqui em diante. Há dissolução e êxtase eterno nos beijos de Nu.
45. Há morte para os cães.
46. Fracassas? Te dói? Há medo em teu coração?
47. Onde Eu estou estes não estão.
48. Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: Eu odeio o consolado & o consolador.
49. Eu sou único & conquistador. Eu não sou dos escravos que perecem. Sejam eles condenados & mortos! Amém (Isto é do 4: há um quinto que é invisível, & ali dentro sou como um bebê em um ovo.)
50. Azul Eu sou e ouro na luz de minha noiva: mas o fulgor vermelho está em meus olhos; & minhas lantejoulas são púrpuras & verdes.
51. Púrpura sobre púrpura: é a luz mais alta que o alcance do olho.
52. Há um véu: o véu é negro. Ele é o véu da mulher modesta; ele é o véu da dor, & o véu mortuário: nada disto está em mim. Rasgue este espectro mentiroso dos séculos: não vele seus vícios em palavras virtuosas: estes vícios são meu serviço; vós fazeis bem, & Eu recompensarei-os aqui e daqui em diante.
53. Não temas, ó profeta, quando estas palavras são ditas, tu não te arrependerás. Tu és enfaticamente meu escolhido; e abençoados são os olhos que em que ti hão de reparar com alegria. Mas Eu te esconderei numa máscara de dor: aqueles que te vêem temerão que tu estejas caído: mas Eu te levanto.
54. Tampouco eles que gritam alto suas tolices de que tu nada significas aproveitarão; tu revelarás: tu aproveitas: eles são os escravos do porquê: Eles não são meus. A pontuação como tu quiseres; as letras? não mude-as nem estilo nem em valor!
55. Tu há de obter a ordem & valor do Alfabeto Inglês; tu há de achar novos símbolos para atribuí-los nele.
5
6. Afastem-se! vós zombeteiros; mesmo pensando que vós rides em minha honra vós não rireis por muito tempo: então quando vós estiveres tristes sabereis que os terei abandonado.
57. O que é correto continuará sendo correto; O que é imundo continuará imundo.
58. Sim! não julgueis mudar: vós sereis como vós sois, & não outro. Por isto os reis da terra serão reis para sempre: os escravos servirão. Não haverá nenhum que será derrubado ou levantado: tudo é como sempre foi. Mas há servos meus mascarados: pode ser que aquele mendigo lá seja um Rei. Um Rei pode escolher sua vestimento como quiser: não há teste seguro: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.
59. Portanto cuidado! Ame a todos, para que por acaso não haja um Rei encoberto! Assim tu dizes? Tolo! Se ele é um Rei, tu não podes machucá-lo.
60. Portanto acerte duro & baixo, e para o inferno com eles, mestre!
61. Há uma luz perante teus olhos, ó profeta, uma luz indesejada, muito desejável.
62. Eu estou erguido em teu coração; e os beijos das estrelas chovem forte sobre seu corpo.
63. Tu estás exausto na fartura voluptuosa da inspiração; a expiração é mais doce que a morte, mais rápida e risonha que a carícia do próprio verme do Inferno.
64. Oh! tu estás subjugado: nós estamos sobre ti; nosso deleite te cobre por inteiro: salve! salve: profeta de Nu! profeta de Had! profeta de Ra-Hoor-Khu! Agora regozije! agora goze em nosso esplendor & êxtase! Goze em nossa paz passional, & escreve doces palavras para os Reis!
65. Eu sou o Mestre: Tu és o Escolhido Sagrado.
66. Escreve, & encontra êxtase em escrever! Trabalha, & sê nosso leito no trabalho! Arrepia-te com o prazer da vida & morte! Ah! tua morte há de ser adorável: aquele que isso vê deve ser grato. Tua morte há de ser o selo da promessa de nosso amor perene. Vem! levanta teu coração & regozija! Somos um, somos nenhum.
67. Em guarda! Em guarda! Segura teu êxtase; não caia no desvanecimento dos beijos excelentes!
68. Endurece! Levanta-te! Levanta a cabeça! não respire tão fundo - morra!
69. Ah! Ah! Que sinto? Está a palavra exausta?
70. Há ajuda & esperança em outros feitiços. Sapiência diz: sê forte! Então podes agüentar mais gozo. Não sê animal; refina teu êxtase! Se tu bebes, beba pelas oito e noventa regras da arte: se tu amas, exceda em delicadeza; e se fazes algo prazeroso, que nisso haja sutileza!
71. Mas exceda! exceda!
72. Luta sempre por mais! e se tu és verdadeiramente meu - e não duvide, se tu és sempre alegre! - morte é o coroamento de tudo.
73. Ah! Ah! Morte! Morte! tu deves ansiar pela morte. Morte é proibida, ó homem, a ti.
74. O alcance de teu anseio será a fortaleza de sua glória. Aquele que muito vive & deseja morte é sempre o Rei entre os Reis.
75. Sim! escuta os números & as palavras:
76. 4 6 3 8 A B K 2 4 A L G M O R 3 Y X 24 89 R P S T O V A L. Que significa isto, ó profeta? Tu não sabes, nem nunca há de saber. Vem um a te seguir: ele exporá isso. Mas lembre, ó escolhido, de ser Eu; de seguir o amor de Nu no céu cheio de estrelas; de reparar nos homens, para contar-lhes esta alegre palavra.
77. Ó sê tu orgulhoso e poderoso entre os homens!
78. Levanta-te! pois nada há parecido contigo entre os homens ou entre Deuses! Levanta-te, ó meu profeta, tua estatura há de sobrepassar as estrelas. Eles hão de cultuar teu nome, inequívoco, místico, maravilhoso, o número do homem; e o nome de tua casa 418.
79. O fim do esconderijo de Hadit; e benção & adoração ao profeta da Estrela adoráve!





E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com

O Livro da Lei, de Alester Crowley - Parte III

1. Abrahadabra; a recompensa de Ra Hoor Khut.
2. Há divisão daqui até a casa; há uma palavra não conhecida. Feitiçaria está extinta; tudo não é nada. Cuidado! Em guarda! Erga o nome de Ra-Hoor-Khuit!
3. Agora que se deixe ser compreendido a princípio que Eu sou um deus de Guerra e Vingança. Eu hei de lidar duramente com elas.
4. Escolhei-vos uma ilha!
5. Fortifiquem-na!
6. Cerquem-a com engenhos de guerra!
7. Eu vos darei um engenho de guerra.
8 Com ele vós golpeareis os povos; e nenhum há de permanecer de pé perante vós.
9. Ataca! Resguarda! Sobre eles! esta é a Lei da Batalha da Conquista: assim será minha adoração em volta de minha casa secreta.
10. Toma a estela da revelação em si; coloque-a em teu templo secreto - e esse templo está já corretamente disposto - & ela será sua Kiblah para sempre. Não desvanecerá, mas cores miraculosas hão de voltar a ela dia após dia. Feche-a em vidro travado como uma prova para o mundo.
11. Esta será sua única prova. Eu proíbo argumento. Conquista! Isto basta. Eu tornarei fácil para ti a abstrusão da casa mal ordenada na Cidade Vitoriosa. Tu mesmo há de transportá-la com adoração, ó profeta, mesmo que tu não gostes. Tu há de ter perigo & problema. Ra-Hoor-Khu está contigo. Adora-me com fogo & sangue; adora-me com espadas & com lanças. Que ante mim a mulher seja cingida com uma espada: que sangue escorra em meu nome. Pisoteie os pagãos; esteja sobre eles, ó guerreiro, te darei da carne deles para comer!
12. Sacrifique gado, pequeno e grande: depois uma criança.
13. Mas não agora.
14. Vos vereis aquela hora, ó bendita Besta, e tu a Concubina Escarlate de seu desejo!
15. Vós estareis tristes por isto.
16. Não penseis com demasiado afã em alcançar as promessas; não temais padecer às maldições. Vós, mesmo vós, não conheceis todos estes significados.
17. Não temereis de todo; nem temereis homens nem Destinos, nem deuses, nem coisa alguma. Dinheiro não temereis, nem gargalhadas da tolice popular, nem a nenhum outro poder no céu ou sobre a terra ou abaixo da terra. Nu é vosso refúgio como Hadit é vossa luz; e Eu sou a fortaleza, força, vigor, de vossos braços.
18. Que misericórdia seja banida; malditos aqueles que se apiedam! Mate e torture; não poupe; esteja sobre eles!
19. Chamaram a esta estrela de Abominação da Desolação; conte bem seu nome, & será para vós como 718.
20. Por quê? Por causa da queda de Porquê, que novamente ele não esteja aqui.
21. Coloque minha imagem no Leste: tu hás de comprar uma imagem que te mostrarei, especial, não diferente daquela que tu conheces. E será repentinamente fácil para ti fazer isto.
22. As outras imagens agrupam-se ao meu redor para suportar-me: que todas sejam adoradas, pois se juntaram para exaltar-me. Eu sou o objeto de adoração visível; os outros são secretos; pois a Besta e sua Noiva são eles: e para os ganhadores da provação x. Que é isto? Tu há de saber.
23. Para perfume mescle farinha & mel & sobras espessas de vinho tinto: então azeite de Abramelin e azeite de oliva, e logo suavize & amasse com rico sangue fresco.
24. O melhor sangue é o da lua, mensal: então o sangue fresco de uma criança, ou gotejante de um hospedeiro celeste: logo o de inimigos, logo o do sacerdote ou dos adoradores: enfim o de alguma besta, não interessa qual.
25. Queimai isto: fazei disto pastéis & coma a mim. Isto também tem outro uso; que seja deitado ante mim, e mantido espesso com perfumes de vossa oração: se encherá de escaravelhos por assim dizer e de coisas rastejantes que me são sagradas.
26. Matai estes, nomeando vossos inimigos; & eles cairão ante vós.
27. Também estes criarão luxúria & poder de luxúria em vocês ao comer aquilo.
28. Vós também sereis fortes na guerra.
29. Ademais, sejam eles mantidos por muito tempo, é melhor; pois se incham com minha força. Todos ante mim.
30. Meu altar é de latão aberto trabalhado: queime ali em cima em prata ou ouro!
31. Vem em homem rico do Oeste que verterá seu ouro sobre ti.
32. De ouro forje aço!
33. Esteja pronto a fugir ou a golpear!
34. Mas seu lugar santo há de ser intocado através dos séculos: apesar de que com fogo e espada seja ele incendiado & destroçado, contudo uma casa invisível ali permanece, e há de permanecer até a queda do Grande Equinócio; quando Hrumachis surgirá e o do bastão-duplo assumira meu trono e lugar. Outro profeta surgirá, e trará febre fresca dos céus; outra mulher acordará a luxúria & adoração da Serpente; outra alma de Deus e besta se mesclarão no sacerdote globado; outro sacrifício manchará a tumba; outro rei reinará; e a bendição já não será vertida Ao místico Senhor cabeça de Falcão.
35. A metade da palavra de Heru-ra-ha, chamada Hoor-pa-Kraat e Ra-Hoor-Khut.
36. Então disse o profeta ao Deus:
37. Eu te adoro na canção - Eu sou o senhor de Tebas, e EuO inspirado comunicador de Mentu;
Para mim se descobre o velado céu, O morto em si Ankh-af-na-khonsu Cujas palavras são verdade, eu invoco, eu acolho Tua presença, Ó Ra-Hoor-Khuit! Unidade derradeira apresentada!
Eu adoro o poder do Teu alento Supremo e terrível Deus,Que fazes os Deuses e a morte Tremer ante Ti: - Eu, Eu te adoro! Apareça no trono de Rá! Abre os caminhos do Khu! Ilumina os caminhos do Ka! Os caminhos do Khabs se preenchem para comover-me ou apaziguar-me!
Aum! que isto me complete!
38. De sorte que tua luz está em mim; & sua chama vermelha é uma espada em minha mão para
promover tua ordem. Há uma porta secreta que farei para estabelecer teu caminho em todos os quadrantes, (estas são as adorações, como tu tens escrito), como é dito:
A luz é minha, seus raios me consomem: Eu estive fazendo uma porta secreta Na Casa de Ra e Tum, De Khephra e de Anathoor. Eu sou teu Tebano, Ó Mentu, O profeta Ankh-af-na-khonsu!
Por Bes-na-Maut meu peito eu golpeio; Pelo sábio Ta-Nech eu profiro meu feitiço Mostra teu esplendor estelar, Ó Nuit! Abre-me tua Casa para morar, Ó serpente alada de luz, Hadit!Mora comigo, Ra-Hoor-Khuit!
39. Tudo isto e um livro para dizer como tu chegaste aqui e uma reprodução para sempre desta tinta e deste papel - pois nele está a palavra secreta & não só em inglês - e teu comentário sobre este Livro da Lei será belamente impresso em tinta vermelha e preta sobre belo papel feito a mão, e para cada homem e mulher que tu conheceres, fora no mais para comer e beber em sua honra, é esta lei para dar. Então eles terão chance de ater-se a esta benção ou não; dá no mesmo. Faz isto rápido!
40. Mas o trabalho do comentário? Isto é fácil; e hadit ardendo em teu coração fará veloz e segura tua pena.
41. Estabeleça em tua Kaaba um escritório; tudo deve ser bem feito e à maneira de negócios .
42. Tu mesmo há de revisar as provações, salvo somente as cegas. Não recuse nenhuma, mas tu deves conhecer & destruir as traidoras. Eu sou Ra-Hoor-Khuit, e Eu sou poderoso para proteger meu servidor. Sucesso é tua prova: não argumentarás, não converterás, nem fale demais! Aqueles que buscam te impedir, te derrubar, ataque-os sem piedade ou quartel & destrua-os por completo. Veloz como uma serpente pisoteada volta-te e golpeia! Sê tu mais mortífero que eles! Arrasta suas almas até horroroso tormento: ri de seu medo: cospe neles!
43. Que a Mulher Escarlate se cuide! Se piedade e compaixão e ternura visitarem seu coração, se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então minha vingança há de ser conhecida. Eu matarei seu filho a Mim: Eu alienarei seu coração: Eu isolarei-a dos homens: como uma rameira diminuída e desprezada ela rastejará através de ruas molhadas e sombrias, e morrerá fria e faminta.
44. Mas que se eleve em orgulho! Que me siga em meu caminho! Que trabalhe a obra da maldade! Que mate seu coração! Que seja chamativa e adúltera! Que se cubra de jóias, e ricas roupas, e que seja desavergonhada perante todos os homens!
45. Então Eu a erguerei aos pináculos de poder: então Eu criarei dela uma criança mais poderosa que todos os reis da terra. Eu a preencherei com alegria: com minha força ela verá & acertará na adoração de Nuit: ela alcançará Hadit.
46. Eu sou o guerreiro Senhor dos Quarenta: os Oitenta se encolherão ante mim & são diminuídos. Eu te levarei à vitória & alegria: Na batalha Eu estarei em suas armas & vós deleitareis em matar. Sucesso é vossa prova, coragem é sua armadura, adiante, adiante, em minha força & vós não voltareis atras por nenhum.
47. Este livro será traduzido em todas as línguas: mas sempre com o original na grafia da Besta, pois na feitura imprevista das letras e em suas posições entre si: nestas existem mistérios que nenhuma Besta adivinharia. Que ele não vá tentar: mas vem um após ele. de onde não direi, que descobrirá a Chave de tudo. Então esta linha traçada é uma chave; então este círculo quadrado em seu fracasso é também uma chave. E Abrahadabra. Será sua criança & isto estranhamente. Que ele não busque depois disto; pois desta maneira solitário ele pode cair disso.
48. Agora este mistério das letras está feito, e eu quero continuar até o lugar mais santo.
49. Eu estou em uma quádrupla palavra secreta, a blasfêmia contra todos os deuses do homem.
50. Os amaldiçôo! Os amaldiçôo! Os amaldiçôo!
51. Com minha cabeça de Falcão eu bico os olhos de Jesus enquanto suspenso na cruz.
52. Eu bato minhas asas na face de Mohammed & o cego.
53. Com minhas garras Eu arranco a carne do Hindu e do Budista, Mongol e Din.
54. Bahlasti! Ompehda! Eu cuspo em seus credos crápulas.
55. Que Maria inviolada seja despedaçada sobre rodas: que por amor a ela todas as mulheres castas sejam desprezadas entre vós.
56. Também por amor a beleza e ao amor!
57. Desprezai também todos covardes, soldados profissionais que não ousam lutar, mas brincam; todos os tolos desprezais!
58. Mas os perspicazes e os orgulhosos, os reais e os altivos, vos sois irmãos!
59. Lutai vós como irmãos!
60. Não há lei fora Faze o que queres.
61. Há um fim na palavra do Deus entronado no assento de Rá, aliviando as vigas da alma.
62. A mim vós referenciais! a mim vós vens através da aflição da provação, a qual é bem-aventurança.
63. O tolo lê este Livro da Lei, e seu comentário; & ele não o entende.
64. Que ele atravesse a primeira provação & será para ele como prata.
65. Através da segunda, ouro.
66. Através da terceira, pedras de água preciosa.
67. Através da quarta, supremas faíscas do fogo íntimo.
68. Contudo para todos parecerá belo. Seus inimigos que não dizem assim, são meros mentirosos.
69. Existe Sucesso.
70. Eu sou o Senhor Cabeça de Falcão do Silencio & da Força; meu toque envolve o céu azul noturno.
71. Salve! vós guerreiros gêmeos a volta dos pilares do mundo! pois vosso tempo é noite a mão.
72. Eu sou o Senhor do Bastão Duplo de Poder; o bastão da Força de Coph Nia - mas minha mão esquerda está vazia; pois estive arrasando um Universo; & nada restou.
73. Pegue os lençóis da direita para a esquerda e de cima para baixo: então vê!
74. Há um esplendor em meu nome escondido e glorioso, como o sol da meia-noite é sempre o filho.
75. O final das palavras é a Palavra Abrahadabra.

O Livro da Lei está Escrito e encoberto

Aum. Ha.





E-mail: apocalipsedosanjos@hotmail.com